sábado, 3 de abril de 2010

CIÊNCIAS, HISTÓRIA, GEOGRAFIA, ARTE, MATEMÁTICA, LINGUA PORTUGUESA?

A criança traz para a escola, experiências e curiosidades, envolvendo o universo, pessoas e lugares, fatos e acontecimentos. Esses saberes são fundamentais para a sua aprendizagem escolar, porque toda a construção do conhecimento científico se apóia numa transposição das observações da vida cotidiana.


Os questionamentos das crianças são perguntas vivas e elas não sabem de onde vem as respostas e nem se interessam por saber se aquele conteúdo é de história, geografia, ciências, matemática ou qualquer outro componente. O que interessa a ela, são as respostas que estão sim, interligadas a alguma área do conhecimento.

A busca do conhecimento, passa por temáticas que não devem ser divididas por área do conhecimento, mas sim interligadas.

A interdisciplinariedade será garantida a partir daquilo que é importante para a vida da criança, estabelecendo prioridades para as crianças e as suas necessidades. Isso leva a uma reorganização dos tempos escolares.

Assim é preciso refletir sobre a história da construção do conhecimento em cada área para, a partir dessa reflexão, propor diálogos entre os diferentes saberes.

O conceito de letramento, que remete aos usos da escrita na sociedade, vem sendo desenvolvido nas últimas décadas, como uma das possibilidades de entendermos esse sujeito que aprende e que conversa socialmente.

Do mesmo modo que a escrita, a oralidade deve ser reconhecida como modalidade de diversos usos. Tais domínios, oralidade e escrita, são necessários para que as crianças possam ampliar as suas experiências culturais e desenvolver habilidades de refletir, avaliar, argumentar, formular e testar hipóteses fundamentais para eles se constituírem como sujeitos autônomos.

sábado, 20 de março de 2010

ACERVOS COMPLEMENTARES. PARA QUE TANTOS LIVROS?

Esses materiais complementares, a sua função é o de oferecer a alunos e professores alternativas de trabalho e formas de acesso a conteúdos curriculares que as coleções didáticas não trazem.


Temos dois tipos de materiais disponíveis:

 Disciplinares: para usos específicos de uma determinada disciplina.

 Não disciplinares: para abordar o trabalho didático-pedagógico com os primeiros conhecimentos organizados em áreas e/ou disciplinas.

O material não é um roteiro para o professor seguir em suas respectivas aulas, mas sim um material que pretende seduzir, informar, divertir, convencer o público leitor, abordando apenas certos temas ou conteúdos, onde desperta a experiência cultural.

Ninguém se forma como leitor se não interagir, pelo convívio e pela leitura, com os agentes do livro. Pensando em um convívio íntimo e cotidiano com as crianças em sua própria sala de aula, os acervos são verdadeiras janelas, de onde o aluno da escola pública poderá, exatamente como a criança freqüentadora de livrarias, ter uma visão representativa do que a cultura da escrita lhe reserva de interessante.

sexta-feira, 19 de março de 2010

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR PARA O FUNDAMENTAL DE 9 ANOS

Nossas redes públicas encontram-se num período de reorganização desse nível de ensino, com a chegada da criança de 6 anos e a necessidade de se reorganizar também as práticas didático-pedagógicas já estabelecidas.


No novo sistema de ensino, nos anos iniciais, faz-se necessário integrar aspectos de educação infantil.

No sistema anterior, fazia-se a alfabetização em um semestre, ou seja, a apropriação da leitura e escrita. Somente após esse período é que o aluno era trabalhado nos primeiros conhecimentos disciplinares, onde se dava o ensino-aprendizagem de leitura e escrita.

O funcionamento dos anos iniciais de 1º ao 5º, podemos organizar assim:

 1º ano: alfabetização lingüística e alfabetização matemática.

 2º ano: alfabetização lingüística e alfabetização matemática e também ciências, história e geografia.

 A partir do 3º ano; colocar história, geografia, ciências, matemática e língua portuguesa, consolidando o processo de ensino-aprendizagem, articulando com a introdução dos conhecimentos organizados por disciplinas.

domingo, 14 de março de 2010

A formação do professor do aluno de seis anos do Ensino Fundamental

Quem é o professor das crianças de seis anos que ingressam no Ensino
Fundamental?

Quais os conhecimentos necessários ao desenvolvimento desse trabalho?
Qual a formação que será exigida desse profissional educador?

É essencial que esse professor esteja sintonizado com os aspectos relativos aos cuidados e à educação dessas crianças, seja portador ou esteja receptivo ao conhecimento das diversas dimensões que as constituem no seu aspecto físico, cognitivo-lingüístico, emocional, social e afetivo. Nessa perspectiva, é essencial assegurar ao professor programas de formação continuada, privilegiando a especificidade do exercício docente em turmas que atendem a crianças de seis anos.

A natureza do trabalho docente requer um continuado processo de formação dos sujeitos sociais historicamente envolvidos com a ação pedagógica, sendo
indispensável o desenvolvimento de atitudes investigativas, de alternativas

pedagógicas e metodológicas na busca de uma qualidade social da educação.

Não há nenhum modelo a ser seguido, nem perfil ou estereótipo profissional a ser buscado. Entretanto, como analisa Ilma Passos Alencastro Veiga9, “o projeto pedagógico da formação, alicerçado na concepção do professor como agente social, deixa claro que é o exercício da profissão do magistério que constitui verdadeiramente a referência central tanto da formação inicial e continuada como da pesquisa em educação. Por isso, não há formação e prática pedagógica definitivas: há um processo de criação constante e infindável, necessariamente refletido e questionado.

Assegurar essa formação tem sido o desafio de todos os sistemas. Uma formação sensível aos aspectos da vida diária do profissional, especialmente no tocante às capacidades, atitudes, valores, princípios e concepções que norteiam a prática pedagógica. Promover a formação continuada e coletiva é uma atitude gerencial indispensável para o desenvolvimento de um trabalho pedagógico qualitativo que efetivamente promova a aprendizagem dos alunos.

A formação oferecida fora da escola, por meio de cursos, é de grande relevância para o aprimoramento profissional, podendo, inclusive, consolidar o processo de acompanhamento sistemático das redes de ensino estaduais e municipais, mediante discussões com os profissionais docentes.

No entanto, é decisivo o papel que o profissional da educação realiza no dia-a-dia da escola. Esse fazer precisa ser objeto de reflexão, de estudos, de planejamentos e de ações coletivas, no interior da escola, de modo intimamente ligado às vivências cotidianas.

A freqüência de encontros sistemáticos e coletivos para estudos e proposições

permite uma articulação indissociada entre teoria e prática. As experiências revelam que essa estratégia, além de mais bem qualificar o trabalho pedagógico, ainda democratiza as relações intra-escolares, na medida em que oferece oportunidades semelhantes ao grupo de profissionais da escola.

A reflexão dos profissionais da educação sobre a sua prática pedagógica para a construção de um projeto político-pedagógico autônomo, bem como a implementação das diretrizes de democracia do acesso, condições para permanência e de democracia da gestão, são essenciais para a qualidade social da educação.

É essa a escola que o governo está construindo com os profissionais da educação.?

sábado, 6 de março de 2010

ORGANIZAÇÃO DO MATERIAL NAS SALAS DE AULA

Com essa mudança no ensino fundamental de 9 anos, mudou-se o perfil do aluno, pois ele chega ao ensino fundamental mais novo e mais imaturo. As escolas não estão preparadas para recebê-los, mas sim, podemos fazer algumas adaptações.



       PERFIL                                1ºano                  1ª série       2ª série        3º série         4ª série
       DO ALUNO
                                                    6 anos                 7 anos         8 anos         9 anos        10 anos               
       MATERIAL
                              
      Livros didáticos                     Cartilha               2º ano         3º ano         4º ano        5º ano
                                            Porta de Papel                                   

Livros do Ler e Escrever                 

      (paradidáticos)
Distribuir os livros nos anos,
 na ordem crescente de                     X                         X                  X                X                   X
dificuldade de leitura, assim,
os livros com leituras curtas
e fáceis, ficam com os alunos
 menores.


Letras móveis                                   X                       X                  X

Material dourado                              X                       X                  X               X                   X

Produção de texto Seqüencia lógica                            X                  X               X

Gibis                                                                                                                 X                  X

Revista Recreio                                                                                                 X                  X


  
Esse material fica na sala de aula com o professor.

Alem desse material, estamos disponibilizando um material de recursos para todas as aulas, como por exemplo:

*Mapas

*Globo terrestre

*Maquetes de cidade e campo

*Jogos Pedagógicos: Palavras cruzadas, Bingo, Vocabulário, Ortografia

*Fantoches para teatro.



Com a distribuição deste material, podemos montar mais três espaços para atividades extra-classe.

SALA DE LEITURA SALA DE INFORMÁTICA BRINQUEDOTECA

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O que se fala nem sempre condiz com a realidade.....................

Começaram as aulas e com elas as expectativas de um ano melhor, com melhores condições de trabalho. Quando estamos em casa vendo TV, ouvimos as falas e propagandas relacionadas a educação. Imagina-se que mudou e mudou para melhor.


Chegamos às escolas e nos deparamos com outra realidade:

*Mudança de siglas série/ano

*O material e a importância de se entregar no primeiro dia, sendo que no primeiro dia, para mim seria a apresentação dos professores para os pais e alunos e a proposta pedagógica da escola.. Não tínhamos professores em todas as salas, mas o material foi entregue..

*Professores improvisados, pois as salas que estavam sem professor, pois não houve atribuição para essas salas, foram deslocados outros profissionais para efetuar a entrega do material.

Para colocar ordem no caos, este mês está sendo de retomada do conteúdo da série anterior (ainda não era ano).

Em relação aos recursos extraclasse:

*Sala de leitura               

*Sala de informática

Para os 1ºs anos, levantou-se a possibilidade de se formar uma brinquedoteca, a partir de doações, onde entraremos em contato com empresas.

A adequação do mobiliário será feita gradualmente, pois não há disponibilidade orçamentária.

Bem, o ano já começou e......ATROPELADO!!!!!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Uso de meios digitais na educação pode melhorar aprendizagem

Achei este artigo interessante, pois mostra que a tecnologia pode também ser usada na alfabetização, desde os primeiros anos do ensino fundamental.


Blogs e aulas interativas incentivam participação dos alunos nas atividades escolares

A inclusão de recursos digitais em salas de aula ajuda a aumentar a comunicação entre estudantes e professores. Projetos desenvolvidos por meio de blogs e aulas interativas incentivam a maior participação dos alunos nas atividades escolares e proporcionam benefícios na aprendizagem. "Os alunos praticamente já nascem sabendo usar computadores e nada mais natural e importante do que os professores passarem a usar os recursos digitais para melhorar o aproveitamento da disciplina", afirma a professora Lina Maria Braga Mendes.

O pouco uso de meios digitais na educação foi um dos motivos que fizeram com que Lina iniciasse sua pesquisa de mestrado na Faculdade de Educação (FE) da USP, "Experiências de fronteira: os meios digitais em sala de aula", sob orientação da professora Mary Julia Martins Dietzsch. "A utilização de mídias digitais poderia começar a partir do primeiro ano do ensino fundamental. Desde muito cedo as crianças têm contato com computadores em casa", ressalta a pesquisadora.

As experiências começaram por meio da implementação de blogs em projetos desenvolvidos com turmas de ensino fundamental de um colégio particular de São Paulo. "Há vários tipos de trabalho que o professor pode desenvolver com blogs. Podemos criar um blog de disciplina, em que o professor e alguns alunos teriam acesso à edição. Há também o blog do professor, no qual só ele entra para publicar textos interessantes relacionados ao assunto da aula, além de manter contato com o aluno fora da sala, e ainda o blog de aluno, em que os estudantes publicam os trabalhos que realizam e o professor entra com comentários", explica Lina.

Entre os principais benefícios dos meios digitais nas escolas estão o aumento do diálogo entre professores e alunos e a ampliação do espaço da sala de aula, já que o contato passa a ser também fora do horário escolar. Além disso, os recursos disponíveis nos computadores e na internet fazem com que os estudantes tenham mais prazer em assistir às aulas e interajam de modo mais efetivo.

"Quando saímos da sala de aula, que muitas vezes conta apenas com o giz e a lousa, e vamos para o computador já temos inicialmente o recurso da imagem e do movimento. É possível usar vídeo, áudio, fotografia e outros recursos para mostrar mais detalhes e curiosidades sobre o assunto estudado. Isso faz com que os alunos prestem mais atenção nas aulas e saiam do espaço imaginário, intangível, representado por um mapa de um livro, e adentrem o espaço real, visível no Google Earth, por exemplo", explica a pesquisadora.

Barreira da linguagem

Apesar de os alunos terem crescido em frente aos computadores, Lina afirma que muitos têm dificuldades com a linguagem do mundo digital. "A experiência que tivemos com a leitura de adaptações literárias para a internet, por exemplo, foi um pouco complicada, pois os alunos - apesar de passarem horas a fio todos os dias na rede - não conhecem a linguagem do meio em que navegam e alguns acabaram não compreendendo sequer o enredo da obra", diz.

Um ponto positivo do uso de meios digitais nas salas de aulas é mostrar aos estudantes as diferenças existentes em cada uma das linguagens que utilizamos. Segundo a pesquisadora, "a linguagem de um livro impresso é diferente daquela usada em um vídeo, por exemplo. Do mesmo modo, não podemos confundir o que é feito para o meio digital com o que se destina à publicação em papel. Muitas pessoas afirmam categoricamente que a linguagem de internet, com suas abreviações e símbolos, atrapalha a escrita, mas é preciso perceber que ela é apenas uma outra linguagem, destinada, portanto, a outras situações de uso que não as que acontecem na sala de aula. O aluno deve entender isso e utilizá-la apenas naquele meio."

Da USP