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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

EDUCADOR PERFIL PROFISSIONAL

Revista Nova Escola
O nosso sistema de ensino contempla 9 anos no ensino fundamental, mais 3 anos no ensino médio e o aluno, se sente preparado para o vestibular? Ingressar em uma faculdade? O que ele aprende, como ele aprende, porque ele aprende.Vamos mergulhar dentro da escola:
  • Aluno do século XXI, inteligentes, espertos, querem respostas pra tudo e tem argumentos para tudo.
  • Educador do século XX, formação acadêmica deficitária, pois existe uma divisão de áreas e metodologias que não permitem que o educador veja o aluno de uma forma integral, completa.
  • Escola do século XIX, um sistema de regras e formação para o trabalho, sem questionamentos.

                
O professor é o elo essencial, pois ele é aluno, educador e escola ao mesmo tempo. Aqui pretendo falar da formação do educador, para que possamos "alinhar" esses três séculos em um. Esse profissional tem de ter uma formação geral humanista/cristã.
Posicionamento, contra as desigualdades, garantindo a todos, as mesmas oportunidades de desenvolvimento das potencialidades.
 Formação específica em seu papel político como agente transformador da cultura.
 Habilidade de interpretar e fazer conexões com vivências de cunho ambiental, econômico, político, social, cultural e educacional. Dialogando com essas vivências no intuito de realizar ações que promovam a qualidade da escola. O processo ensino-aprendizagem deve estar voltado para uma formação integral do aluno, preparando-o para uma atuação ética, sustentável e transformadora na vida pessoal, social, política e no mundo do trabalho.
O profissional deverá ter uma atitude de ação/reflexão/ação ou seja, exige uma atitude reflexiva, fundada na realidade educacional e na pesquisa para a construção de uma prática pedagógica emancipadora. Com o conhecimento social e político, podemos construir uma escola que queremos, ou seja, centrada no ensino contextualizado, na transversalidade dos conteúdos escolares referenciados no conhecimento da realidade, do projeto de educação nacional, do sistema educativo, da escola como instituição de ensino, das diferentes tendências pedagógicas de ensino e aprendizagem do desenvolvimento humano.
Sua prática deve atender à demanda da sociedade brasileira, do sistema de ensino e do diálogo entre educadores nos diferentes níveis do sistema (entre educador e aluno e educador e comunidade).
A formação desse profissional exige o direito e o dever de ter  assegurado, a formação continuada em serviço, centrada na análise, reflexão e efetivação de ações, visando uma educação de qualidade pra todos.
Desenvolver habilidades e competências que expressem a compreensão do educador a respeito da relação entre a escola e a sociedade em geral, a comunicação local, a sua função social e os espaços de atuação nos diferentes níveis de ensino.



domingo, 27 de janeiro de 2013

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE X FORMAÇÃO DE PROFESSORES

O ano letivo está começando e junto com ele, temos a preocupação de fazermos o trabalho na educação com qualidade. Mas afinal, o que entendemos como “Qualidade na educação?”.

A educação é um ambiente complexo a partir de qualquer lógica que se escolha. Com a inclusão de diversos grupos, se requer outras formas de se pensar em educação e a escola. Aqui entra o ambiente físico, material, recursos e humanos. O professor deve ser um catalisador de inovações e trabalhar com grupos heterogêneos desenvolvendo no aluno a capacidade de resolver problemas, elaborar, executar a acompanhar projetos.

A qualidade na educação está em buscar um novo currículo educacional, novas relações de ensino e principalmente na formação polivalente e diversificada de professores. A formação de professores apresenta alguns desafios a serem enfrentados. Aqui temos a importância da pesquisa na formação e no exercício da docência, rumo a uma aprendizagem significativa. “gestão pedagógica de pesquisa” (Kronbauer,2008).

A dinâmica das informações sociais dá a escola uma necessidade de ressignificar suas práticas pedagógicas, buscando novos sentidos na relação professor aluno. As verdades absolutas dão lugar às incertezas, o conhecimento lógico e definido dá lugar ao conhecimento provisório.

A construção do conhecimento engrenado nas complexas redes sociais pressupõe um processo pedagógico com objetivos e estratégias pedagógicas diferenciadas. A sala de aula passa a ser palco de discursos, argumentações e pesquisas. O princípio pedagógico de investigação em que, aluno e professor constroem vida, saberes e conhecimentos.

No campo da educação, surge a necessidade de se trabalhar a potencialização dos indivíduos. Assim sendo, teríamos de ter uma proposta pedagógica que favoreça o potencial individual de cada aluno.

A escola se mostra como articuladora de um conjunto de saberes que formam o estatuto do cidadão adulto – o que as pessoas têm de saber: saberes passados de geração em geração. Geralmente se trabalha de uma forma exaustiva os conteúdos sés estabelecer uma relação entre eles e os conhecimentos de ordem existencial, presentes no dia a dia das pessoas.

O processo pedagógico tem de ser direcionado à formação intelectual através da interação do indivíduo com novas formas de conhecimento, ressignificando-a.

A pesquisa como norteadora da ação pedagógica, provoca no educador o desejo de aprender e se integrar no contexto educacional. O professor deve irrigar na pesquisa afetividade, vínculo e prazer. Podemos assim chamar de pesquisa ação-crítica, ele faz, questiona, reformula, refaz e questiona novamente.