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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

EDUCADOR PERFIL PROFISSIONAL

Revista Nova Escola
O nosso sistema de ensino contempla 9 anos no ensino fundamental, mais 3 anos no ensino médio e o aluno, se sente preparado para o vestibular? Ingressar em uma faculdade? O que ele aprende, como ele aprende, porque ele aprende.Vamos mergulhar dentro da escola:
  • Aluno do século XXI, inteligentes, espertos, querem respostas pra tudo e tem argumentos para tudo.
  • Educador do século XX, formação acadêmica deficitária, pois existe uma divisão de áreas e metodologias que não permitem que o educador veja o aluno de uma forma integral, completa.
  • Escola do século XIX, um sistema de regras e formação para o trabalho, sem questionamentos.

                
O professor é o elo essencial, pois ele é aluno, educador e escola ao mesmo tempo. Aqui pretendo falar da formação do educador, para que possamos "alinhar" esses três séculos em um. Esse profissional tem de ter uma formação geral humanista/cristã.
Posicionamento, contra as desigualdades, garantindo a todos, as mesmas oportunidades de desenvolvimento das potencialidades.
 Formação específica em seu papel político como agente transformador da cultura.
 Habilidade de interpretar e fazer conexões com vivências de cunho ambiental, econômico, político, social, cultural e educacional. Dialogando com essas vivências no intuito de realizar ações que promovam a qualidade da escola. O processo ensino-aprendizagem deve estar voltado para uma formação integral do aluno, preparando-o para uma atuação ética, sustentável e transformadora na vida pessoal, social, política e no mundo do trabalho.
O profissional deverá ter uma atitude de ação/reflexão/ação ou seja, exige uma atitude reflexiva, fundada na realidade educacional e na pesquisa para a construção de uma prática pedagógica emancipadora. Com o conhecimento social e político, podemos construir uma escola que queremos, ou seja, centrada no ensino contextualizado, na transversalidade dos conteúdos escolares referenciados no conhecimento da realidade, do projeto de educação nacional, do sistema educativo, da escola como instituição de ensino, das diferentes tendências pedagógicas de ensino e aprendizagem do desenvolvimento humano.
Sua prática deve atender à demanda da sociedade brasileira, do sistema de ensino e do diálogo entre educadores nos diferentes níveis do sistema (entre educador e aluno e educador e comunidade).
A formação desse profissional exige o direito e o dever de ter  assegurado, a formação continuada em serviço, centrada na análise, reflexão e efetivação de ações, visando uma educação de qualidade pra todos.
Desenvolver habilidades e competências que expressem a compreensão do educador a respeito da relação entre a escola e a sociedade em geral, a comunicação local, a sua função social e os espaços de atuação nos diferentes níveis de ensino.



segunda-feira, 16 de julho de 2012

O LIVRO DIDÁTICO NAS ESCOLAS



No Brasil, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) consiste na distribuição de livros didáticos a todas as escolas públicas no país, subsidiando assim o trabalho pedagógico dos professores. O programa é executado a cada três anos, mas anualmente existe a reposição de livros, de acordo com o número de alunos matriculados no ano anterior.
No Guia de escolha do livro didático, temos reflexões sobre sua escolha e uso.

O que pode torná-lo atraente é o uso adequado à situação particular de cada escola. Podemos exigir – e obter – bastante de um livro, desde que conheçamos bem nossas necessidades e sejamos capazes de entender os limites do LD e ir além deles. Por isso mesmo, o melhor, em todo e qualquer livro, está nas oportunidades que ele oferece de acesso ao mundo da escrita e à cultura letrada; tal como nas páginas de Internet, que são tão melhores quanto mais articulações ou links estabelecerem com outras páginas. (MEC,2010)

            O livro didático disponível na escola ainda apresenta algumas características que, segundo MELLO, 1999 o aluno, nas primeiras séries ou alfabetização, pode escrever e desenhar no próprio livro, ou seja, ele é “descartável”. Esses livros são comprados em grandes quantidades todos os anos. Nas séries seguintes, o livro é entregue ao aluno no início do ano letivo para uso individual (inclusive para levar para casa), mas ao final do ano devolver a escola em bom estado e cabe à escola recuperar e zelar pelo livro.Os livros paradidáticos são livros informativos, de literatura, livros sobre temas específicos, de histórias infantis, entre outros. São adquiridos em função de objetivos curriculares específicos de cada série, ciclo ou classe.
            Devido a organização curricular e pedagógica do sistema de ensino brasileiro, os livros do ensino fundamental I podem ser organizados por série, a começar da famosa “cartilha” de alfabetização, porque a professora até esse ponto é única ou polivalente. A partir do ensino fundamental II e ensino médio, o currículo é disciplinarista e o livro didático é escrito com uma disciplina específica.
No que diz respeito à qualidade do livro didático, passa a ter impacto: nas avaliações do MEC, nas novas orientações curriculares, inclusive com os temas transversais que não pertencem a nenhuma disciplina específica, mas deverão estar presentes em todas elas onde couber (saúde, meio-ambiente, direitos humanos, sexualidade entre outros. O processo de escolha do livro didático é ao mesmo tempo de formação e de formulação do projeto pedagógico da escola.
Para o ensino médio, o projeto escolar segue o caminho da interatividade, pois os professores podem escolher os pacotes de materiais que interagem entre si (livro do aluno, livro do professor, software, cartazes etc.).
Segundo SILVA, 2010

O livro segue e seguirá sendo a chave da primeira alfabetização, essa que em lugar de encerrar-se sobre a cultura letrada, deve hoje buscar as bases para a segunda alfabetização que nos abrem múltiplas escrituras que conformam o mundo do audiovisual e da informática.


O livro didático, não seria uma “obra” acabada, mas seus elementos predeterminados seriam definidos por um algoritmo combinatório (receita de possibilidades de como o processamento se dará).
No caso do livro didático existe todo um currículo pré determinado que tenha necessariamente de corresponder aos objetivos propostos à educação em cada segmento. A cada leitura, a “obra” assume leituras diferentes, mas dentro dos limites inscritos no potencial dado pelo algoritmo. O algoritmo define a disponibilidade combinatória no programa fornecido pelo prepotente.  (Orientações Curriculares/MEC)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO X INTERNET

Interpretar um texto, é complicado para as crianças do 4ºano do Fund I, mas pesquisar na internet sem o "Ctrl V", fica pior.
A professora pediu aos alunos que pesquisassem sobre a "Proclamação da república". Bom até ai tudo bem, pois eles encontraram vários sites que explicavam a mesma ou quase a mesma coisa. A discussão foi: -Professora? Pode ser esse aqui? É o menor de todos!
Abrimos as questões: Vamos procurar um texto que vocês lendo possam entender com facilidade. Pesquisando, encontramos o site do Smartkids, onde os textos são de fácil entendimento.
Outra questão: E ai o que fazer? Ler? Copiar? não Ler e Entender? Depois de algumas leituras, perguntamos a alguns alunos o que eles tinham entendido. Veio a resposta: Um monte de gente, tentando fazer alguma coisa em alguns lugares.............
Vamos lá: Começei a trabalhar com eles o parágrafo e a idéia do que é parágrafo:Pequena parte ou seção de discurso, capítulo etc. que forma sentido completo e independente. a partir daí, começamos a ler juntos cada parágrafo e discutir o que cada um tinha entendido dele, só ai é que colocamos essas idéias no papel. Ao término do texto, eles tinham o registro de toda a ideia do texto, inclusive "aquele cara", passou a ser Tiradentes. "Num lugar", passou a ser Minas Gerais.
Os alunos foram percebendo que nem tudo que se põe na internet é a verdade absoluta e o fato de fazer um trabalho pesquisado e encontrá-lo já pronto, como em muitos os casos, ele tem de ler e interiorizar esse conhecimento.
Como eu disse: Gente é como se lesse um livro impresso, a diferença é a posição do livro e o lápis é o teclado.

sábado, 17 de setembro de 2011

SALA DE INFORMÁTICA: CADERNO E LÁPIS NA MÃO

O nosso novo aluno é um sujeito que interage, questiona, busca informações, participa e modifica o que está supostamente pronto e acabado. Além disso, ele possui um capital social que traz consigo para a sala de aula.
A internet é um recurso metodológico que nos traz uma enxurrada de informações sobre um determinado tema e este sempre está atrelado a outro tema.
O hipertexto é uma estrutura não seqüencial, uma montagem de conexões em rede que, permite/exige uma multiplicidade de recorrências e intervenções.
O papel do professor é de provocador de problemas, interventor e coordenador de equipes e a escola, apesar dessas novas intervenções, ainda existe um currículo pré-definido.
Para organizar essas situações de aprendizagem e colocá-las em uma linearidade que nos dê sentido ao currículo a ser trabalhado, temos de nos orientar quanto à pesquisa eo projeto proposto.
Na sala de informática, sem dúvida faz-se necessário um caderno de anotação sobre o trabalho a ser desenvolvido na sala de informática.
Aqui descrevo alguns tópicos relevantes que devem fazer parte das anotações da aula de informática.
1) QUADRO DE HORÁRIO;
Aqui de acordo com o horário disponível da Sala de informática, podemos trabalhar nesses horários, como continuidade dos trabalhos da sala ou um projeto específico, elaborado pelo professor e alunos, inclusive com os professores especialistas.
2) TEMA:
O tema a ser trabalhado tem de ser delimitado de acordo com o perfil da turma, seu interesse.
Aqui não pode ser um tema muito amplo, pois temos de pensar que as informações da internet podem abrir um leque de informações.
3) QUANTIDADE DE AULAS:
De acordo com o tema e a disponibilidade que a turma tem em acessar à internet : cassa e/ou escola, podemos especificar uma determinada quantidade de aulas, nas quais esse tema será desenvolvido.
4) BUSCA DE SITES:
Pesquisa sobre o tema e seus respectivos sites.
5) REGISTRO:
Anotações referentes ao estudo realizado nos sites, sobre o tema. Aqui entra: texto, imagem, multimídia, vídeo.
6) ORGANIZAÇÃO DOS DADOS COLETADOS:
Discussão sobre os dados coletados, visando o tema específico. Aqui tomar muito cuidado em não perder o foco do tema a ser trabalhado. Entra também a organização de grupos com trabalhos específicos.
7) REGISTROS:
Registros no caderno dos tópicos relevantes, referentes ao tema, lembrando que toda a explanação, para ter sentido deverá ter começo, meio e fim Esse registro pode ser feito no próprio caderno ou em atividades que serão socializadas, através do Blog da escola ou da classe.

Blogosfera Marli: Encontro Internacional Educared - venha participar...

Blogosfera Marli: Encontro Internacional Educared - venha participar...: O vídeo acima é de autoria da querida amiga Sônia Bertocchi, que o compartilhou na rede do VI Encontro Internacional Educared . Basea...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

INTERATIVIDADE - AMBIENTES E ESPAÇOS ESCOLARES


A Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006, ,modifica o texto da LDBEN nº 9.394/96, ampliando o ensino fundamental para nove anos de duração (inciso I do parágrafo 3º, artigo 30), estabelecendo o prazo de implantação pelos sistemas de ensino até 2010 (artigo 5º).
No papel ficou assim, mas vamos ver na prática: Estamos em 2011 e em um dos estados mais ricos da Federação – São Paulo, encontramos o ensino fundamental dividido em dois níveis: Ensino Fundamental e Ensino Fundamental de 9 anos. As crianças que freqüentam o ensino fundamental, nada mudou em termos de estrutura da escola, escolha de livros, materiais pedagógicos etc. No ensino fundamental de 9 anos, pouco coisa mudou.
Na estrutura, as escolas públicas ainda não se adequaram para receber as crianças de 6 anos com suas especificidades. Aqui aponto alguns itens que ainda não fazem parte do cotidiano do Ensino Fundamental de 9 anos nas escolas públicas
*Parque
*Brinquedoteca
*Organização curricular que integra várias linguagens.
*Presença do lúdico para o desenvolvimento do letramento.
*Redução do número de alunos por turma, pois 30 para uma única turma e um único professor é insuficiente, pois as crianças nessa faixa etária apresentam especificidades que deverão ser saciadas pelo adulto, necessitando assim de uma auxiliar dia-a-dia.
*Um projeto interdisciplinar, onde o letramento e a integração das linguagens aparecem em todos os momentos da rotina e não mais segmentado em disciplinas.
*Espaço para atividades diversas: na biblioteca, roda de estória, jogos espaço de artes, cantar e ouvir música.
Esses itens apontados anteriormente, podem ainda não estarem totalmente efetivado, mas muita coisa, o professor, a equipe gestora e os demais segmentos da escola, podem fazer acontecer.
Pense na escola que você está, descubra os espaços físicos fora da sala de aula, que você pode aproveitar para desenvolver algum tipo de atividade com seus alunos. O espaço físico de sua sala de aula, pense na possibilidade de montar “cantinhos” ex.
*Cantinho de leitura – livros, gibis, gravuras, globo terrestre, mapas, calendário.
*Cantinho de matemática – jogos, palitos, tampinhas para contagem, ábaco, material dourado, fita métrica.
*Cantinho de brincar – brinquedos lúdicos.
*Cantinho de artes – tinturas, materiais diversos, carimbos, fantoches
Você deve estar pensando: “Colocar tudo isso, mais os alunos e as carteiras?”. Não, são só indicações, que você vai estabelecendo junto com os seus alunos.
Os alunos fazem parte da construção de uma nova sala de aula, assim eles também são responsáveis pela conservação, limpeza e arrumação dos mesmos.
O plano de ensino do 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos, dispõe de objetivos no campo das linguagens, matemática e ciências naturais e humanas, tendo como base o jogo e o letramento.
Os conteúdos curriculares na modalidade disciplinar, dão espaço as atividades relacionadas às linguagens integradas (artes visuais, música, teatro, literatura e expressão corporal).
No espaço externo, que seria o parque, atividades livres ou dirigidas como os jogos de percurso e, no interior da sala, no tempo curricular “Espaço”, desenvolve-se outras linguagens opcionais como jogos de construção, regras, escrita, desenho, recorte/colagem, leitura e modelagem.
A brinquedoteca, pode ser um espaço de brincar, dentro ou fora da sala de aula. Os brinquedos podem ser disponibilizados pela escola APM/CE ou trazidos pelos próprios alunos. Além dos brinquedos, temos também o espaço da sala de informática, com softwares educativos, onde a tecnologia é disponibilizada, não só com computadores e internet, mas também o vídeo e TV.
A rotina semanal de uma classe de 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos, tem de ser diferenciada, pois tem de haver uma adequação dos recursos pedagógicos, referendando os jogos, o lúdico e a exploração do material concreto pelas crianças.


domingo, 7 de agosto de 2011

PESQUISA LIVRO DIDÁTICO E MÍDIAS EDUCACIONAIS

PESSOAL, GOSTARIA SE PUDESSEM ME RESPONDER A ESSE QUESTIONÁRIO, POIS ESTOU FAZENDO UMA PÓS SOBRE O LIVRO DIDÁTICO E AS MÍDIAS. O MEU PÚBLICO ALVO É REALMENTE AQUELE QUE TRABALHA COM MÍDIAS.

A escola deve proporcionar a utilização de uma diversidade de recursos didáticos para tornar o ensino-aprendizagem mais eficiente e mais prazeroso. Os recursos didáticos tem de ser vistos como mediadores entre o aluno e a aprendizagem. Além do livro didático, disponível em todas as escolas e escolhido pelo próprio professor, temos também as medias disponíveis, como o computador e a internet.
Aqui em São Paulo, a maioria das escolas públicas, possuem uma sala de informática, com computadores ligados em rede, Se olharmos esses dois pólos: livro didático X internet, vemos que existem alguns questionamentos e ai gostaria de sua opinião:
Para que serve o livro didático ? __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
O livro didático é considerado uma mídia? ( ) sim ( ) não Porque?___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
O que são mídias ? __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
O livro didático é produtor ou reprodutor de conteúdo ?
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O aluno “decora” esse conteúdo ou aprende a “interagir” com ele ?
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O conteúdo do livro didático é significativo para o aluno?
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A distribuição desse livro pelo MEC, garante a aprendizagem do aluno?
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O conteúdo do livro didático se esgota em si?
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Um livro adotado por três anos, pode ser/estar atualizado?
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Já sei, sou muito questionadora, mas quem não questiona, não muda, não evolui e evoluir faz parte do condicionamento humano.Podem me mandar por email, ficarei grata


Grata
Eliana Lourenço Marques
email; elicaroll@uol.com.br

quinta-feira, 28 de abril de 2011

BLOG NA ESCOLA

Na sociedade de informação onde vivemos, há uma necessidade de colocarmos a informação ao alcance de qualquer pessoa. No atual sistema educacional, não há mais espaço para a educação fechada nos livros didáticos, no professor, na rigidez do currículo.
A escola deve ser um lugar de aprendizagem, um espaço onde são facultados meios para construir conhecimento, atitudes, valores e adquirir competências.
Na sociedade de informação, o desafio da escola é ousar, articular saberes, tecer redes de conhecimento integrando o saber “escolar” com o saber “universal”.
A aprendizagem se dá através da interação de conhecimentos adquiridos e experiências reais, tornando-a mais dinâmica.
Aprender significa compreender. Uma construção inclui os conhecimentos anteriores acumulados pela humanidade e o diálogo. Um texto que é inseparável da realidade, concreto e que se relaciona com o sujeito real e com outros textos, mesmo quando existe uma separação temporal entre estes textos, como acontece quando lemos um livro..
Um texto estabelece relações dialógicas intra e intertextuais, dialogam a palavra e a entonação. Um texto dialoga com outros textos, posicionando ante os que estão por vir, buscando o sentido em patamares cada vez mais coerentes.
Construir conhecimento é conferir sentido na relação dialógica entre sujeitos de linguagem, entre sujeito e texto e entre textos.
Conhecer como autoria, onde o autor é aquele que não somente cria mas, também, recria o conhecimento, reorganizando a rede de conhecimentos já estabelecida.
Os Weblogs podem ser construídos e modificados segundo as necessidades de professores e alunos, autores e organizadores do seu espaço.
A rede de sociabilidade tende a fazer novas conexões e movimentar as existentes.
A estrutura de um Blog implica lidar com códigos, com uma linguagem diferente que precisa ser aprendida para que se possa agir. Na maioria dos ambientes usados em educação, o aluno não tem a possibilidade de transformar o ambiente, sendo apenas usuário. Um Weblog possibilita um espaço para emergência da autoria, que se manifesta quando os alunos produzem textos próprios, mas também quando começam a transformar o ambiente, tanto no aspecto estético, como estrutural.
O Blog educacional, tem como funcionalidade a construção de textos narrativos, de forma colaborativa. Pode ser atualizado diariamente, de forma datada e apresentar registros de situações diárias de quem o escreve. Pode apresentar links para sites emergentes, tornando-se instrumento de divulgação de diferentes temas e assuntos. Apresenta hiperlinks que nos remetem a outros Blogs, tornando a pesquisa mais rica e diversa. As ferramentas pedagógicas seriam de trabalhar com o público, onde ocorre a interação entre locutor e receptor, com comentários e links.
Em relação a linguagem escrita, seria a produção de textos mais curtos, com o uso da linguagem de uma forma mais informal, mais próxima de uma conversa face a face.
Para Davis (2004), os professores podem propor a criação de um blog para discutir livros lidos, expor suas idéias sobre determinados assuntos, escrever e discutir sobre notícias diárias e criar projetos em grupos.
Para Barros (2005), os blogs apresentam uma excelente oportunidade para educadores promoverem a alfabetização através de narrativas e diálogos.
Para Bull (2003), como os espaços são limitados, obriga o estudante a condensar seus textos e demonstrarem como pensam enquanto trabalham como leitores e escritores.
A participação ativa, pois o blog proporciona oportunidade de discutir temas de sala de aula, onde se pensa sobre o assunto, responde-se induzindo uma maior participação dos estudantes.
Temos algumas plataformas para montar seu Blog:
WORDPRESS
TUMBLR
BLOGGER
POSTEROUS
MOVABLETYPE
JOOMLA

quarta-feira, 6 de abril de 2011

PROJETO DENGUE Convergência de mídias

EE PAULO NOGUEIRA FILHO
São Paulo SP
Data: Abril/2011 Duração: 1 bimestre 4º ano
Professor: Eliana Lourenço Marques

DENGUE
OBJETIVOS: Desenvolver no aluno a consciência de pequenas ações que podem erradicar doenças e promover uma vida mais saudável.
CONTEÚDO: Doenças transmissíveis DENGUE
• Formas de contágio
• tratamento
• prevenção
• dados da doença
METODOLOGIA:
1. A partir do conteúdo trabalhado “água”, entramos em doenças contagiosas “DENGUE”.
2. Na escola, passamos um vídeo didático explicativo sobre a dengue. http://www.youtube.com/watch?v=s2h_BtlrHbc
3. Fomos explorar sobre essa doença em nosso município. Pela internet http://www.combateadengue.com.br , fomos buscar dados sobre a doença. Montamos em um processador de texto, informações, prevenção, tratamento, formas de contágio sobre a doença. Em uma planilha de dados, elaboramos um gráfico sobre o avanço da doença em nosso Estado.. Esse material foi gravado em um CD e o material para exposição, foi impresso.
4. Pesquisa de campo com máquina fotográfica, a busca de focos da doença nas dependências da escola e residência.
5. Na coleta de material e fotos, formamos grupos para a confecção de cartazes informativos.
6. Elaboramos um seminário onde cada grupo iria apresentar seu trabalho.
7. Em um dia previamente agendado, fizemos a exposição dos trabalhos e a apresentação dos seminários para as demais classes da escola. Esse seminário foi realizado no palco do páteo externo, com a supervisão do professor da classe e com o uso do microfone..
MÍDIAS UTILIZADAS: computador, internet, impressora, CD, vídeo, máquina fotográfica, livro didático, microfone. Neste caso, a partir do livro didático, mídia impressa, as demais mídias foram se acrescentando, culminando assim com a apresentação do trabalho.

terça-feira, 8 de março de 2011

O QUE TEMOS E O QUE QUEREMOS

Achei essa matéria interessante sobre o ponto de vista do que temos na escola e o que queremos e o que precisamos fazer para conseguir, não só esperar vir "de cima". Será que não temos recursos? Será que o que nos falta é um pouco de ousadia, de mudar algo?
Temos sim o livro didático, mas será que ele não é necessário, justamente para nos provocar uma mudança? Vamos olhar esse livro como um objeto a ser questionado e modificado, e não mais como um objeto de reprodução. Talvez, ai esteja o início de nossa inserção nas mídias.

Precisamos de “tanta” educação?


Walber Aguiar *

We Don’t need all education.



Menino, hoje tem aula, hora de levantar! Foi o grito da mãe naquela manhã quente de fevereiro. Muita preguiça, falta de costume, tempo livre demais, um saco ter que interromper tudo. Agora acabou a colônia de férias, a viagem para o sítio. Começa a correria do ano letivo, um período tido como opressor, a começar dos duzentos dias(vinte a mais) que em nada acrescentam.

Bruscamente o ano começa. O peso da responsabilidade entra na mochila nova, o compromisso com os pais e com o futuro incerto não faz da escola um jardim de delícias. Daí o fato da mesma oscilar entre o prazer da descoberta e o pesar da mesmice.

É momento de reproduzir os velhos métodos pedagógicos dos teóricos do século XX, especialistas em rachar fios de cabelo ao meio, como diria Nietzsche. Praticaremos a pedagogia centrada, voltada para o aluno? Usaremos as velhas desculpas: Professor ganha pouco. Não é valorizado. As escolas estão sucateadas. “Os alunos não querem nada”. “Vou fazer outro curso e mudar de profissão”.

Uma boa reflexão vem do filme “Sociedade dos Poetas Mortos”. Ali se vê um educador preocupado não apenas com o utilitarismo determinista, com o lucro que salta dos livros (pergunte aos donos de escola), mas com a vida, com a questão vocacional, com aquilo que se faz por vontade, por desejo. É hora de rasgar, de queimar os livros didáticos cheios de definiçõezinhas e respostas prontas. Os manuais de Maria Januária e outros autores positivistas que não questionam, apenas vomitam conteúdos para que os alunos engulam o subproduto daquilo que os professores arremessam em seus cadernos frios e sem vida.

Educadores estão em falta. Eles são “como as velhas árvores. Possuem uma fase, um nome, uma estória a ser contada. Habitam um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos, sendo que cada aluno é uma entidade sui generis, portador de um nome, sofrendo tristezas e alimentando esperanças. E a educação é algo pra acontecer neste espaço invisível e denso que se estabelece a dois. O educador habita um mundo onde a interioridade faz a diferença, em que as pessoas se definem por suas visões, paixões e horizontes utópicos”. (Conversas com quem gosta de ensinar – Rubem Alves.Cortez Editora)

Por sua vez o professor é um funcionário da educação institucionalizada, daquela que se arvora em gerenciar sonhos, vocações, na ânsia de fabricar mais um robozinho da engrenagem educacional, do monstro que devora bocados substanciais do orçamento sem transformar quase nada à sua volta.

Para ser um lugar de aprendizado, não de paginação de conteúdos, para ser vista como a geografia de prazer e não de pesar, a escola deve deixar de ser o “mundinho” cheio de livros obsoletos e alunos desmotivados pela chatice metodológica que as grades curriculares apresentam. Nada de grades. Nada de armadilhas didáticas, nada de reducionismo intelectual cultuado sob a forma de método infalível. Nada de “coar o mosquito e engolir o camelo”. Nada de decorar fórmulas, de proibir bonés e outros adereços. O aluno não pode ficar fora da escola sob o pretexto de estar sem farda ou de usar chinelo.

Antes de ser aluno, ele é gente, sujeito às mesmas paixões e aos mesmos sentimentos que o professor e outros funcionários. A escola tem que se converter em lugar de alegria, de arte, de filosofia, de invenção, de criatividade, de menos repressão e mais liberdade. Deixem em paz o chiclete, o celular. Deixem o aluno falar. Também é preciso premiar os que nada escrevem, pois se não o fazem é porque a escola ainda não os encantou, ainda não mostrou a eles que da ludicidade nasce a poesia, o gesto, a beleza de ser sem ser fabricado.

O menino dormiu e foi pra escola. Sonhou que sua mãe o chamava, sonhou que a escola era um circo. Acordou mais disposto, mais leve, mais feliz...

* Poeta, professor de filosofia, historiador e membro da Academia Roraimense de Letras - wd.aguiar@gmail.com

segunda-feira, 7 de março de 2011

PROJETOS INTEGRANDO MÍDIAS E LIVRO DIDÁTICO

A aprendizagem por projetos é uma alternativa de trabalho em sala de aula que procura superar as práticas habituais, levando em consideração que:

*o aluno deve ser o sujeito da sua própria aprendizagem;

*o objetivo final da aprendizagem escolar é que o aluno saiba utilizar seus saberes em situações não-escolares;

*a construção do conhecimento é mediada pelo modo de aprender dos alunos e de ensinar dos professores.
Esta aprendizagem configura um processo dinâmico, possibilitando a formação de sujeitos participativos e autônomos, em contraste com a forma de aula tradicional em que só o professor tem o que falar para apresentar os conteúdos e os alunos apenas ouvem.
Várias mídias serão de suma importância para a execução deste projeto. Todos os processos vivenciados pela busca da aprendizagem escolar são valiosos para a efetivação da educação de qualidade que tanto se almeja.
A utilização das diferentes tecnologias integrada ao currículo dentro da visão de transformação da escola representa um complexo desafio. Requer uma mudança nas metodologias e estratégias de trabalho na atuação de cada docente. O currículo precisa ser concebido como uma construção social, adotando-se uma postura educacional ousada e flexível sabendo fazer a mediação da aprendizagem através das tecnologias.
O Livro Didático que não sai de moda e que tem a maior fonte de bibliografias e conteúdos impressos mundialmente, a Internet, que é febre de novidade na tecnologia e que possui uma vasta grade de informações pertinentes ao trabalho que pretendo desenvolver, o Projetor de Imagem que transmitirá as criações dos estudantes e até mesmo as informações extraídas diretamente da internet e outras mídias.
O projeto, portanto, precisa se adaptado às situações existentes. Outro aspecto importante em relação ao projeto é que ele precisa integrar conteúdos de várias disciplinas para que produza resultados mais satisfatórios. Dentro dessa perspectiva o projeto pode ser trabalhado de forma articulada, integrando mídias e vários saberes. Nesse caso o projeto não precisa ter apenas um único autor.
Atualmente, com a inserção das TIC’s na escola, esses livros também trazem modelos de recursos didáticos, com o uso das tecnologias, representadas como ferramentas pedagógicas onde se acredita que o ensino se tornaria mais atraente e prazeroso.
O livro didático trabalha todos os gêneros textuais, pois se dá a integração do sujeito através da linguagem e o texto é expressão dela. Na sua prática de leitura e produção de texto, se leva em consideração os conhecimentos prévios dos alunos, recursos semióticos e intenções comunicativas.
NOTÍCIA: Tv, Internet, jornal
REPORTAGEM: Tv, Internet, Jornal, Rádio
ENTREVISTA: Tv, Internet, Jornal, Revista, Rádio, Vídeo
EDITORIAL: Jornal, revista, Internet
ARTIGO DE OPINIÃO: Revista, Jornal, Internet, redes sociais
CRÔNICA: Livros, Jornal, Internet, rádio
POESIA: Livro, Jornal, Internet