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sexta-feira, 19 de agosto de 2011
INTERATIVIDADE - AMBIENTES E ESPAÇOS ESCOLARES
A Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006, ,modifica o texto da LDBEN nº 9.394/96, ampliando o ensino fundamental para nove anos de duração (inciso I do parágrafo 3º, artigo 30), estabelecendo o prazo de implantação pelos sistemas de ensino até 2010 (artigo 5º).
No papel ficou assim, mas vamos ver na prática: Estamos em 2011 e em um dos estados mais ricos da Federação – São Paulo, encontramos o ensino fundamental dividido em dois níveis: Ensino Fundamental e Ensino Fundamental de 9 anos. As crianças que freqüentam o ensino fundamental, nada mudou em termos de estrutura da escola, escolha de livros, materiais pedagógicos etc. No ensino fundamental de 9 anos, pouco coisa mudou.
Na estrutura, as escolas públicas ainda não se adequaram para receber as crianças de 6 anos com suas especificidades. Aqui aponto alguns itens que ainda não fazem parte do cotidiano do Ensino Fundamental de 9 anos nas escolas públicas
*Parque
*Brinquedoteca
*Organização curricular que integra várias linguagens.
*Presença do lúdico para o desenvolvimento do letramento.
*Redução do número de alunos por turma, pois 30 para uma única turma e um único professor é insuficiente, pois as crianças nessa faixa etária apresentam especificidades que deverão ser saciadas pelo adulto, necessitando assim de uma auxiliar dia-a-dia.
*Um projeto interdisciplinar, onde o letramento e a integração das linguagens aparecem em todos os momentos da rotina e não mais segmentado em disciplinas.
*Espaço para atividades diversas: na biblioteca, roda de estória, jogos espaço de artes, cantar e ouvir música.
Esses itens apontados anteriormente, podem ainda não estarem totalmente efetivado, mas muita coisa, o professor, a equipe gestora e os demais segmentos da escola, podem fazer acontecer.
Pense na escola que você está, descubra os espaços físicos fora da sala de aula, que você pode aproveitar para desenvolver algum tipo de atividade com seus alunos. O espaço físico de sua sala de aula, pense na possibilidade de montar “cantinhos” ex.
*Cantinho de leitura – livros, gibis, gravuras, globo terrestre, mapas, calendário.
*Cantinho de matemática – jogos, palitos, tampinhas para contagem, ábaco, material dourado, fita métrica.
*Cantinho de brincar – brinquedos lúdicos.
*Cantinho de artes – tinturas, materiais diversos, carimbos, fantoches
Você deve estar pensando: “Colocar tudo isso, mais os alunos e as carteiras?”. Não, são só indicações, que você vai estabelecendo junto com os seus alunos.
Os alunos fazem parte da construção de uma nova sala de aula, assim eles também são responsáveis pela conservação, limpeza e arrumação dos mesmos.
O plano de ensino do 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos, dispõe de objetivos no campo das linguagens, matemática e ciências naturais e humanas, tendo como base o jogo e o letramento.
Os conteúdos curriculares na modalidade disciplinar, dão espaço as atividades relacionadas às linguagens integradas (artes visuais, música, teatro, literatura e expressão corporal).
No espaço externo, que seria o parque, atividades livres ou dirigidas como os jogos de percurso e, no interior da sala, no tempo curricular “Espaço”, desenvolve-se outras linguagens opcionais como jogos de construção, regras, escrita, desenho, recorte/colagem, leitura e modelagem.
A brinquedoteca, pode ser um espaço de brincar, dentro ou fora da sala de aula. Os brinquedos podem ser disponibilizados pela escola APM/CE ou trazidos pelos próprios alunos. Além dos brinquedos, temos também o espaço da sala de informática, com softwares educativos, onde a tecnologia é disponibilizada, não só com computadores e internet, mas também o vídeo e TV.
A rotina semanal de uma classe de 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos, tem de ser diferenciada, pois tem de haver uma adequação dos recursos pedagógicos, referendando os jogos, o lúdico e a exploração do material concreto pelas crianças.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
PROFESSOR E A INTERATIVIDADE EM SALA DE AULA
Com a presença das tecnologias em sala de aula, criaram-se nas escolas, as salas de aula “interativa”. Fui buscar o significado do termo ‘Interatividade” e, lendo o livro SALA DE AULA INTERATIVA, o autor expõe que “Interatividade não é apenas fruto de uma tecnicidade informática, mas um processo em curso de reconfiguração das comunicações humanas em toda a sua amplitude.”
Aqui, comunicação humana me direciona no processo ensino-aprendizagem que ocorre na sala de aula. A comunicação humana na escola é vista como aluno e professor, transmissor e receptor.
O professor “transmite” os conhecimentos, com a ajuda do livro didático, onde é disposto o conteúdo a ser “dado”, por níveis e o aluno “recebe” esses conteúdos, na crença de que está ‘aprendendo algo”.
Nos dias atuais, com a informação se renovando a cada instante e a importância do sujeito como colaborador dessa informação, o que se vê em sala de aula é somente a transmissão de conteúdos, que muitas vezes não é significativo para o aluno.
A partir do momento que colocarmos o aluno como sujeito do processo, necessitamos de integrá-lo no conhecimento, pois ele faz o conhecimento.
O livro didático tem de ser visto não como uma “obra acabada”, mas como elementos pré-definidos de acordo com os PCN’s, onde seria um ponto de partida para o conhecimento. O seu conteúdo não se esgota em si, mas direciona à caminhos, combinações e relações. Esses caminhos pode-se dizer que seriam “conhecimentos em rede”.
A aprendizagem não seria mais linear e unidirecional, mas sim conexões de aprendizagem bidirecional: aluno ↔ professor, além de conhecimentos externos a sala de aula, ex. Internet.
Qual o papel do professor?
Para um professor trabalhar a não linearidade, mas sim conexões de aprendizagem, ele precisa saber articular essas conexões.
O professor está preparado para essa mudança?
Nós, aqui me incluo também, nunca estamos totalmente preparados, mas temos de ter consciência de que temos de estar em constante formação e informação. Se o ensino está mudando, o nosso aluno, já não é o mesmo da década passada, obrigatoriamente o professor também tem de se renovar.
Com essa renovação, o livro didático fica ultrapassado?
O livro didático não é ultrapassado e nunca será, ele é uma das formas de adquirir conhecimento. Uma plataforma de conteúdos e programas, onde integrado com outras mídias, favorece a expansão dos conhecimentos mais significativos para o aluno.
Aqui, comunicação humana me direciona no processo ensino-aprendizagem que ocorre na sala de aula. A comunicação humana na escola é vista como aluno e professor, transmissor e receptor.
O professor “transmite” os conhecimentos, com a ajuda do livro didático, onde é disposto o conteúdo a ser “dado”, por níveis e o aluno “recebe” esses conteúdos, na crença de que está ‘aprendendo algo”.
Nos dias atuais, com a informação se renovando a cada instante e a importância do sujeito como colaborador dessa informação, o que se vê em sala de aula é somente a transmissão de conteúdos, que muitas vezes não é significativo para o aluno.
A partir do momento que colocarmos o aluno como sujeito do processo, necessitamos de integrá-lo no conhecimento, pois ele faz o conhecimento.
O livro didático tem de ser visto não como uma “obra acabada”, mas como elementos pré-definidos de acordo com os PCN’s, onde seria um ponto de partida para o conhecimento. O seu conteúdo não se esgota em si, mas direciona à caminhos, combinações e relações. Esses caminhos pode-se dizer que seriam “conhecimentos em rede”.
A aprendizagem não seria mais linear e unidirecional, mas sim conexões de aprendizagem bidirecional: aluno ↔ professor, além de conhecimentos externos a sala de aula, ex. Internet.
Qual o papel do professor?
Para um professor trabalhar a não linearidade, mas sim conexões de aprendizagem, ele precisa saber articular essas conexões.
O professor está preparado para essa mudança?
Nós, aqui me incluo também, nunca estamos totalmente preparados, mas temos de ter consciência de que temos de estar em constante formação e informação. Se o ensino está mudando, o nosso aluno, já não é o mesmo da década passada, obrigatoriamente o professor também tem de se renovar.
Com essa renovação, o livro didático fica ultrapassado?
O livro didático não é ultrapassado e nunca será, ele é uma das formas de adquirir conhecimento. Uma plataforma de conteúdos e programas, onde integrado com outras mídias, favorece a expansão dos conhecimentos mais significativos para o aluno.
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