Desde o nosso nascimento, até antes, fazemos “leitura”. Leitura dos gestos de nossa mãe; de nossas atitudes e a resposta frente a elas; do nosso convívio familiar; das relações das pessoas (pai, mãe, avós, irmãos, tios, empregada etc.).
Crescemos lendo os brinquedos, a interação com os colegas, a amizade, tudo isso, antes mesmo da leitura “coloquial” na entrada para a escola.
A partir do ingresso no ensino fundamental; não vamos falar aqui da educação infantil, pois para mim, a educação infantil não é para alfabetizar, mas desenvolver habilidades e competências, para o letramento e a alfabetização da criança: há uma preocupação com a leitura “escrita”, ou seja, decodificação de sons e letras, que representam a fala, na qual chamamos de “alfabetização”.
O que é alfabetização? Alfabetização é um processo de decodificação de códigos e sons, que representam a fala e a partir disso, ocorre a socialização de nossa língua. Não basta só decodificar os sons e grafia, atribuindo-lhes significados, mas se faz necessário apropriar-se dessa linguagem, dando sentido à ela e capacitando o leitor a interagir com sua vivência, interiorizando e aplicando em sua realidade. A isso eu chamo de “letramento”.
Letramento, não é só decodificar letras e som, mas interpretar todos os tipos de leitura, dando significado à elas e relacionando com a sua vivência, ou seja, realmente interpretando.
Os termos “alfabetização” e “letramento”, podem e devem vir acompanhados, mas não necessariamente são sinônimos. Caminham juntos, mas são independentes.
Um indivíduo pode estar “alfabetizado” e não entender nada do que leu e não saber o que fazer com aquele texto, ou, um indivíduo pode ser “letrado” e saber como agir nas situações sem nem precisar de um texto que o embase.
Com a preocupação em que “alfabetização” e “letramento”, necessitem caminhar juntos, qualquer tipo de leitura, deve se desenvolver um a análise metodológica dos três olhares.
A metodologia dos três olhares, sem percebermos, usamos no dia-a-dia sem dar-lhes a devida importância. Podemos compará-la às etapas que percorremos quando conhecemos alguém, ou seja:
A) UM PRIMEIRO ENCONTRO: Observamos a pessoa em suas características externas, físicas, pessoais, altura, cor dos olhos, cor dos cabelos, sorriso etc.
B) UM SEGUNDO ENCONTRO: Já temos alguns comentários sobre a personalidade daquela pessoa. Passamos a conhecê-la melhor e ela já faz sentido para nós.
C) UM TERCEIRO ENCONTRO: Se nos identificamos com ela, tem início um processo de conhecimento mais profundo. Surgem a intimidade e o prazer de estar com essa pessoa. Há um cruzar de sentidos.
Assim também acontece com relação ao texto. Ler é passar a limpo as suspeitas
levantadas num primeiro encontro. E isso só pode ser feito por etapas.
METODOLOGIA DOS TRÊS OLHARES
Metodologia apresentada em seminário de leitura, em 1993, pela professora Francisca Nóbrega. Encontra-se no Caderno de Leitura, PROLER, Fundação Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, 1994, e em Lições, Francisca Nóbrega, Vozes, 1996.
A) UM PRIMEIRO ENCONTRO OU OLHAR
Metodologia
É o olhar do ENCONTRO com o texto. É VER o texto e fazer a COLHEITA de:
- Sinais significativos
- Sugestões
- Coisas diferentes
- Suspeitas
Técnica
O QUE O TEXTO MOSTRA?
- O autor refere o que?
- O texto trabalha sobre o que?
- Que suspeita ele abre?
- Parece com o que?
- O que é o título?
B) UM SEGUNDO ENCONTRO OU OLHAR
Metodologia
É o olhar da DEVASSA. É o ACOLHIMENTO do que vi no texto. É aceitar e reconhecer sentido entre a vida vivida e a representada. É o JULGAR, um olhar analítico, observando a semântica do texto.
Técnica
COMO O AUTOR CONSTRÓI O0 TEXTO? Como o autor apresenta suas idéias? Como organiza o texto? Há uma seqüencia lógica? De que forma ele cria imagens e dá significados a elas?
B) UM TERCEIRO ENCONTRO OU OLHAR
Metodologia
É o olhar do MERGULHO no texto. É tempo de RECOLHIMENTO. De cumplicidade, entre o leitor e o texto. É o AGIR. É a hora do prazer, do desejo, da intimidade com o texto.
Técnica
COMO O LEITOR REALIZA O TEXTO? Como o leitor interpreta aquilo que o autor construiu? Que sentido o texto passa a ter para o leitor? O que esse texto tem a ver com o leitor, com sua vida?
Ler um texto, mas o que é uma leitura? Posso aqui relacionar algumas leituras que são feitas no ensino fundamental, por disciplina diferentes, mas não se é dado o devido valor de “leitura”
MATEMÁTICA: Resolução de um problemas
GEOGRAFIA: O estudo de um rio
CIÊNCIAS: Um experimento científico
EDUCAÇÃO ARTÍSTICA: Uma tela de um artista
EDUCAÇÃO FÍSICA: Um jogo
PORTUGUÊS; Um texto literário.
INFORMÁTICA: Um programa de computador ex. Jogos
MÚSICA: Uma melodia.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
LÍNGUA PORTUGUESA:
“Ao aprender as respostas certas, os alunos desaprendem a arte de se aventurar e de errar, sem saber que, para uma resposta certa, Milhares de tentativas erradas devem ser feitas”.
(Rubem Alves)
OBJETIVOS GERAIS:
Contribuir para que o aluno sinta-se um leitor de sentidos do mundo, através da leitura e produção da linguagem verbal, visual e corporal; produzir textos com coerência e coesão, preocupando-se com a escrita alfabética e ortográfica.
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES:
* localizar informações explicitas e implícitas em um texto;
* estabelecer relações entre partes de um texto, produzir textos considerando sua finalidade;
* ler autonomamente textos curtos e alguns tipos longos de diferentes gêneros previstos para a série;
* revisar textos bem escritos, com a ajuda da professora;
* compreender o sentido nas mensagens orais e escritas de que é destinatário direto ou indireto;
* produzir textos (dos gêneros previstos para a série) coesos e coerentes, considerando o leitor e o objeto da mensagem;
* escrever textos previstos para a série, utilizando a escrita alfabética e preocupando-se com o uso adequado das convenções (forma ortográfica, a segmentação, a pontuação, a boa apresentação do texto etc.);
* considerar a necessidade das várias versões que a produção de texto escrito requer, empenhando-se em produzi-las com a ajuda da professora;
* Utilizar a linguagem oral com eficácia, sabendo adequá-la a intenções e situações comunicativas que requeiram: conversar num grupo, expressar sentimentos e opiniões, defender pontos de vista, relatar acontecimentos, expor sobre temas estudados;
* Participar de diferentes situações de comunicação oral, acolhendo e considerando as opiniões alheias e respeitando os diferentes modos de falar.
MATEMÁTICA:
“O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas.”
(Rubem Alves)
OBJETIVOS GERAIS:
Contribuir para que o aluno resolva situações – problema; desenvolva formas de raciocínio para interpretar resultados obtidos dos fatos e novos informações para elaborar as situações relacionadas à vida prática;
COMPETÊNCIAS e HABILIDADES:
* resolver problemas,construindo significados para as operações a partir de utilização do contexto social ;
* elaborar hipóteses;
* propor soluções e explorar possibilidades;
* identificar informações em tabelas e gráficos que permitam aos alunos validar ou negar hipóteses elaboradas.
* desenvolver e sistematizar procedimentos de cálculo por estimativa, cálculo mental e estratégias de verificação e controle de resultados.
CIÊNCIAS:
“Se me dizes, eu esqueço. Se me ensinas, eu me lembro. Se me envolves, eu aprendo”.
(Benjamim Franklin)
OBJETIVOS GERAIS:
Compreender os fenômenos naturais que ocorrem à sua volta, identificando os recursos naturais. Estimular os alunos a observar, conhecer os fenômenos biológicos e iniciar o uso da linguagem científico.
COMPETÊNCIAS e HABILIDADES:
* observar, registrar e comunicar semelhanças e diferenças em diversos ambientes a partir de observações diretas e indiretas;
* considerar o avanço tecnológico de rápidas mudanças, para que consigam lidar com os desafios que a vida lhes apresenta no dia-a-dia.
HISTÓRIA e GEOGRAFIA:
“A verdadeira tarefa docente é a de transmitir o compromisso com a pesquisa, buscando produzir construtores do saber.”
(Pedro Demo)
OBJETIVOS GERAIS:
Reconhecer os problemas sociais do meio em que vive; desenvolver habilidades de observação, representação e busca de informações em fontes adequadas. Formação do pensamento histórico a partir de experiências sociais vividas direta ou indiretamente pelas crianças, em seu espaço e tempo e em outros espaços e outros tempos.
Identificar e comparar os elementos naturais e sociais que os compõem e as relações de interdependência entre os espaços produzidos no campo e na cidade.
HABILIDADES e COMPETÊNCIAS:
• comparar acontecimentos na linha do tempo, reconhecendo semelhanças e diferenças sociais, econômicas e culturais.
terça-feira, 1 de junho de 2010
TECNOLOGIA E SALA DE AULA
Na era da tecnologia, uma infinidade de mídias, especialmente as que visam a comunicação em massa, fazem parte da vida das pessoas como se fosse algo indissolúvel delas próprias. Essas mídias: TV; Internet; rádio; revista; jornal; Cd; DVD; cinema, visam o controle comportamental das pessoas e estão carregadas de ideologias que acabam por citar padrões de comportamento, definindo o que é belo, o que oferece status, poder, controle. As mídias são usadas para manipular, ao mesmo tempo em que são manipuladas.
A escola, em épocas passadas, era tida como “detentora” dos saberes, mas hoje, encontra-se em partes, desorientada, assim como muitos pais, por não conseguirem dar conta de acompanhar a evolução tecnológica. Os professores deveriam ser o elo de ligação entre os conhecimentos e os alunos, agora ocupam um papel coadjuvante no processo, ou por falta de conhecimento, insegurança ou mesmo criticidade.
O nosso sistema educacional é fragmentado e vem “de cima para baixo”, muitas vezes assim, não indo de encontro a realidade do aluno e o seu objetivo de aprender na escola.
A aprendizagem se faz em qualquer lugar, com os vários tipos de mídias que dispomos. Então: Porque aprender na escola? O que aprender na escola? Para que aprender na escola?
A educação escolar supõe uma seleção no interior da cultura e um reelaborar dos conteúdos da cultura a serem transmitidos, ou seja, os conteúdos a serem recortados entre todos os conhecimentos sistematizados e acumulados historicamente pela sociedade, que deverão fazer parte do currículo.
Essa abordagem pedagógica parece mais adequada às necessidades do cidadão do século XIX, que precisa, cada vez mais, desenvolver as habilidades de pesquisa, trabalho coletivo e de produção de conhecimento. (ver: Ramal, 2000; Bracewell et alii., 1998; Riel e Becker, 2000; Barbosa et alii., 2002; Morais, 2000, Kenski, 2003)
Muitas vezes o professor tem medo de utilizar essas ferramentas, por isso na minha escola, estamos oferecendo um curso de aperfeiçoamento e compreensão das novas tecnologias.
A escola possui um acervo de TV Escola, onde estamos organizando no acervo da sala de multimídia.
Pelo acesso à Internet, temos o Portal do Professor, onde se apresenta várias formas e recursos para o uso das TIC’s na escola.
O site http://www.dominiopublico.com.br/ e o http://www.educarede.org.br/ .
Com a Internet a pesquisa escolar pode se transmitir com o data show para todos os alunos, como uma grande TV.
Apesar desse recurso, temos também a TV Educativa – TV Cultura, onde entre os programas exibidos temos: Almanaque Educação, programa em que dois adolescentes apresentam temas que vão desde economia até tecnologia. Nossa Língua, sobrte a Lingua Portuguesa.
“A aula sai das paredes da sala e ganha o mundo” – Fernando Almeida.
Com a sala multimídia, integrada ao curso de mídias, o professor pode explorar os recursos tecnológicos, visando um maior aprofundamento dos conteúdos do livro didático, pois os livros apresentam outras interações de aprendizagem. Ex. Busca e pesquisa em sites, vídeos e/ou livros paradidáticos.
A escola, em épocas passadas, era tida como “detentora” dos saberes, mas hoje, encontra-se em partes, desorientada, assim como muitos pais, por não conseguirem dar conta de acompanhar a evolução tecnológica. Os professores deveriam ser o elo de ligação entre os conhecimentos e os alunos, agora ocupam um papel coadjuvante no processo, ou por falta de conhecimento, insegurança ou mesmo criticidade.
O nosso sistema educacional é fragmentado e vem “de cima para baixo”, muitas vezes assim, não indo de encontro a realidade do aluno e o seu objetivo de aprender na escola.
A aprendizagem se faz em qualquer lugar, com os vários tipos de mídias que dispomos. Então: Porque aprender na escola? O que aprender na escola? Para que aprender na escola?
A educação escolar supõe uma seleção no interior da cultura e um reelaborar dos conteúdos da cultura a serem transmitidos, ou seja, os conteúdos a serem recortados entre todos os conhecimentos sistematizados e acumulados historicamente pela sociedade, que deverão fazer parte do currículo.
Essa abordagem pedagógica parece mais adequada às necessidades do cidadão do século XIX, que precisa, cada vez mais, desenvolver as habilidades de pesquisa, trabalho coletivo e de produção de conhecimento. (ver: Ramal, 2000; Bracewell et alii., 1998; Riel e Becker, 2000; Barbosa et alii., 2002; Morais, 2000, Kenski, 2003)
Muitas vezes o professor tem medo de utilizar essas ferramentas, por isso na minha escola, estamos oferecendo um curso de aperfeiçoamento e compreensão das novas tecnologias.
A escola possui um acervo de TV Escola, onde estamos organizando no acervo da sala de multimídia.
Pelo acesso à Internet, temos o Portal do Professor, onde se apresenta várias formas e recursos para o uso das TIC’s na escola.
O site http://www.dominiopublico.com.br/ e o http://www.educarede.org.br/ .
Com a Internet a pesquisa escolar pode se transmitir com o data show para todos os alunos, como uma grande TV.
Apesar desse recurso, temos também a TV Educativa – TV Cultura, onde entre os programas exibidos temos: Almanaque Educação, programa em que dois adolescentes apresentam temas que vão desde economia até tecnologia. Nossa Língua, sobrte a Lingua Portuguesa.
“A aula sai das paredes da sala e ganha o mundo” – Fernando Almeida.
Com a sala multimídia, integrada ao curso de mídias, o professor pode explorar os recursos tecnológicos, visando um maior aprofundamento dos conteúdos do livro didático, pois os livros apresentam outras interações de aprendizagem. Ex. Busca e pesquisa em sites, vídeos e/ou livros paradidáticos.
terça-feira, 11 de maio de 2010
PROJETO DE INFORMÁTICA NA ESCOLA
EE PAULO NOGUEIRA FILHO
SALA DE INFORMÁTICA
JUSTIFICATIVA
Tecnologias são os meios, os apoios, as ferramentas que utilizamos para que os alunos aprendam.
O professor pode integrar o conteúdo dos livros didáticos, com outras mídias para a pesquisa e//ou aprofundamento dos conteúdos
OBJETIVO
Promover um espaço onde o professor pode trabalhar com os alunos, através das mídias, no caso internet, desenvolvendo assim uma maior motivação e aprofundamento do conteúdo a ser desenvolvido.
PÚBLICO ALVO
Alunos e professor do ensino fundamental l
DURAÇÃO DO PROJETO
Ao longo do ano, de acordo com o planejamento do professor.
METODOLOGIA
Com a disponibilidade do livro didático, o professor pode, através das indicações no próprio livro, desenvolver pesquisas e curiosidades da cada área do conhecimento.
O livro didático que temos, em todas as áreas, apresentam sugestões de atividades, onde são utilizadas as demais mídias. Internet, rádio, CD etc.
AVALIAÇÃO
O professor deverá fazer o registro das atividades desenvolvidas e os tópicos de dúvidas.
CRONOGRAMA
MANHÃ
2ª Feira 3ª Feira 4ª Feira 5ª Feira 6ª Feira
07:00 as 9:00
Intervalo
09:00 as 11:00
TARDE
2ª Feira 3ª Feira 4ª Feira 5ª Feira 6ª Feira
13:00 as159:00
Intervalo
15:00 as 17:00
ORGANIZAÇÃO DO USO DA SALA DE INFORMÁTICA
Tema a ser trabalhado
_____________________________________________________________________________
Quantidade de aulas
____________________________________________________________________________
Pesquisa prévia, antes de interagir com os alunos
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Recursos utilizados
Planilha de texto ( ) Internet ( ) Excel ( ) Fotos ( )
Pen-drive ( ) Impressora ( ) máquina fotográfica ( )
NORMAS DE USO
Desligar o computador, após o uso.
Não comer na sala de informática.
Se organizar para salvar os trabalhos, para que não ultrapasse o horário estipulado.
Quando vier para a sala de informática, organizar a sala em grupos, sendo que só dispomos de 8 computadores.
Conversar com os alunos sobre acessar a internet seguramente.
INTERNET SEGURA
Jamais forneça senha a terceiros.
Preste atenção no endereço que está navegando.
Não clique em algum arquivo que você não conheça a origem.
Salve sempre seus trabalhos ao término da aula, pois assim você poderá recuperá-los na aula seguinte.
Ouvir o colega com atenção e respeito, pois a interação é muito importante. A dúvida de um pode ser a dúvida de todos.
Não apontar lápis, dispor de restos de borracha nas mesas do computador, pois esta sujeira danifica o equipamento.
Em caso de dúvidas, chame o professor.
Ao vir para a sala de informática, já tenha em mãos uma idéia do que procurar ou do que fazer.
Tome cuidado com cabos e fios, pois estes são sensíveis e podem desligar impossibilitando o uso do computador.
SALA DE INFORMÁTICA
PROF.ª ELIANA
domingo, 9 de maio de 2010
GESTÃO DA COMUNICAÇÃO NA ESCOLA
Na escola, pensamos comunicação:
Um bom trabalho passa pela identificação de idéias, ou seja, uma idéia é discutida por vários segmentos e essa discussão gera um corpo único. Para que isso ocorra, é fundamental a comunicação em todos os níveis e em todos os segmentos.
Como se fazer isso?
Bilhetes impressos para que os alunos levem em suas agendas, os informes da escola para os pais.
Atendimento aos pais, em horário disponível do professor, ou a qualquer tempo com a coordenação pedagógica.
Agenda do aluno, onde o professor e os pais, podem se comunicar.
Para incrementar essa comunicação e termos uma maior participação dos alunos, podemos criar uma "rádio escolar". Com os nossos recursos e discutindo com alunos do 4º e 5º ano, podemos criar um canal de comunicação, onde no horário da entrada e intervalo, com o auxílio de um microfone, um amplificador e um rádio com CD, poderão dar informes para os alunos e a escola também.
Esses informes seriam elaborados por uma equipe formada de alunos, professores e pais, com o objetivo de informar pais, alunos e professores sobre os projetos desenvolvidos na escola. Muitas vezes, os projetos só se desenvolvem em sala de aula ou por série. Desta forma, estes seriam socializados para as demais séries/ano.
No horário do intervalo, os alunos começariam a aprender a ouvir os informes, pois lá também estariam assuntos de seu interesse. Assim sendo, o intervalo que costumeiramente é um espaço de dispersão, aos poucos se transformaria em um espaço de atenção e integração entre os alunos e professores.
sábado, 24 de abril de 2010
EDUCAÇÃO X INSTRUÇÃO
Partindo do pressuposto que em todas as reformas pedagógicas, buscou-se a trazer a luz, semelhanças e diferenças entre instruir e educar. No passado, quem educava era a família, enquanto que o papel da escola era instruir. Com as transformações sociais vindas com o capitalismo, a preocupação era formar indivíduos instruídos e educados para o trabalho. O “educado” aqui, me refiro a acatar o sistema capitalista como mão de obra explorada e barata. Daí o termo Educar para o trabalho.
Com essa transformação pedagógica, onde a escola, além de instruir, passou também a educar, iniciou-se um nebuloso conflito educacional:
INSTRUÇÃO X EDUCAÇÃO
INSTRUÇÃO; Formar indivíduos capazes de enfrentar e resolver seus problemas, buscar soluções para resolver situações. Ou seja, fazer uso da inteligência, pois ai o homem se distingue dos animais.
EDUCAÇÃO: O educativo se logra com a formação de valores, sentimentos que identificam o homem como ser social, compreendendo o desenvolvimento de convicções, vontade e outros elementos da esfera volutiva e afetiva, que junto com a cognitiva permitam falar de um processo de ensino-aprendizagem que tem por fim a formação multilateral da personalidade humana. (Fernandéz, 1998).
O processo ensino-aprendizagem é uma integração entre instrução e educação, seria uma apropriação dos conhecimentos, não só pela lógica, mas principalmente pela formação de sentimentos, qualidades e atitudes.
Essas duas vertentes precisam andar juntas, mas como fazer isso, se temos uma sociedade voltada a resolver os problemas sem se preocupar com a qualidade ou sentimento do outro? Tem até uma célebre frase: Quem muito pensa nada faz.
Essa confusão entre instrução ligada ao conhecimento e educação ligada a valores, podemos ilustrar da seguinte forma:
“Onde está à educação na escola em os professores são agredidos, humilhados, desprezados?” assim como “Existem professores incompetentes, que trabalham sem vocação?”
Fiz-me estes questionamentos e os coloquei no fórum para provocar discussões sobre o tema e obtive uma resposta acertada, sobre o processo ensino-aprendizagem.
Para que o processo ensino-aprendizagem seja concretizado, se faz necessário, primeiro a clareza sobre “educação” e “instrução”. A partir daí, podemos ir ao produto desse processo que é o conhecimento que nada mais é do que a construção social.
A construção social do conhecimento está interligada a interesses econômicos, sociais e afetivos. Aqui entra o vínculo entre aluno e professor, não só pelo aspecto de informação ou transmissão do conhecimento, mas também no aspecto educacional, ou seja, valores, condutas etc.
Os componentes do processo ensino-aprendizagem passam a serem vistos da seguinte forma:
Aluno
Quem? Sujeito receptivo de conhecimento. Sujeito com qualidades, modo de vida, valores que em alguns casos, esses são ignorados pela própria sociedade em que vive
Professor
Articulador entre o conhecimento sistemático e a clareza de valores e atitudes de seus alunos. Aqui pode ser um articulador entre sesu próprios conhecimentos lógicos e seus valores e convicções. Uma pessoa só pode transmitir conhecimento se os conhece ou os tem incorporado em seus valores. “Acredita no que está fazendo.”
Problema
Aqui vejo a necessidade do aprendiz e do educador, pois o educador tem o desafio de ver seu objetivo alcançado integralmente, tanto no aspecto instrutivo quanto no aspecto educativo
Objetivo
Para que ensinar? O que isto me acrescenta na minha formação como pessoa, de uma forma integral, ou seja, o desenvolvimento de todas as potencialidades humanas com equilíbrio entre os aspectos cognitivos, afetivos, psicomotores e sociais. Considera-se aí que, apesar da preponderância eventual de um aspecto, o homem é uno, integral e não pode evoluir plenamente senão pela conjugação de suas capacidades globais
Conteúdo
O que aprender? O que aprendo faz sentido em minha vida fora da escola
Ex. O aluno leva uma hora para se deslocar de sua casa para a escola, para aprender sobre resistência do chuveiro
Métodos
Como desenvolver o processo? Recursos utilizados pelo professor e mesmo pelos próprios alunos, para que esse conhecimento seja incorporado e seja significativo para alunos e professores.
Recursos
Com o que? Recursos físicos e humanos, utilizados para o desenvolvimento dessa aprendizagem. Aqui entra o valor de cada recurso, não só valor monetário, mas a importância que o professor dá a cada recurso e a clareza de este recurso o levará ao alcance de seus objetivos no processo ensino-aprendizagem.
As reflexões sobre o caráter sistêmico dos componentes do processo de ensino-aprendizagem e suas relações são importantes em função do caráter bilateral da comunicação entre professor-aluno; aluno-aluno; grupo-professor; professor-professor
domingo, 18 de abril de 2010
PORQUE ENSINAR GEOGRAFIA NOS ANOS INICIAIS? PARA QUE?
O ensino de geografia nos anos iniciais do ensino fundamental, fornece subsídios para que a criança se situe em seu lugar de vivência, por meio da apreensão da paisagem que ela pode observar. Aprender a se relacionar socialmente com outras pessoas de diferentes faixas etárias, ampliando a noção de espaço. Buscar a organização de sua experiência e expectativa para com o território em que vive.
A natureza onde a ação dos indivíduos se faz notar nas formas de apropriação do espaço, como a produção da cidade e campo, a construção de vias, os movimentos de população, a produção de resíduos sólidos, os deslocamentos das pessoas para o lazer etc.
A geografia, por meio de suas atividades de leitura de textos que tratam de suas temáticas, pode auxiliar na alfabetização e no letramento, favorecendo a ampliação do conhecimento do aluno.
O estudo desta disciplina proporciona as crianças em seu nível de conhecimento sobre o lugar em que vivem, podendo fazer relações com outros lugares, pois elas convivem com ambientes (familiar e escolar), questionam e apresentam suas próprias concepções sobre a natureza e a sociedade.
O que as crianças podem aprender no ensino de geografia
*Observar
*Descrever
*Representar e construir explicações
*Estimular a criança a observar e compreender as diferentes manifestações da natureza e a apropriação e transformação dela pela ação de sua coletividade, de seu grupo social.
*Reconhecer semelhanças e diferenças nos modos de diferentes grupos sociais.
*Utilizar a observação e a descrição na leitura direta e indireta da paisagem, sobretudo por meio de ilustrações e da linguagem oral.
*Reconhecer no seu cotidiano, os referenciais espaciais de localização, orientação e distância de modo a deslocar-se com autonomia.
*Representar os lugares onde vivem.
Existem alguns conceitos básicos que devemos introduzir na vida desse estudante:
LUGAR; deve ser compreendido na escala de vivência do aluno e na sua formação do horizonte mais próximo de suas práticas cotidianas, isto é, no seu percurso para a escola, por meio de suas brincadeiras, no território específico de sua residência.
PAISSAGEM; o que se descortina aos olhos do observador, seja ele o aluno ou o professor, permitindo visualizar as diferenças nas relações da sociedade com a natureza, diferenciando-se a cidade do campo e o estabelecimento industrial da via de circulação: as pessoas dos objetos fixos; os diferentes componentes da vegetação as ondulações do relevo etc.
ESPAÇO; o ambiente global de relações da sociedade e pode ser exemplificado pelo uso da telefonia, pela observação dos aviões em movimento, pelas fotografias que abrangem grandes áreas, pelas imagens de satélite na internet etc.
TERRITÓRIO;se traduz pelas relações de apropriação do espaço, como a propriedade (a casa) onde o aluno vive, as praças como espaços públicos etc.
Os recursos didáticos
Os livros são fundamentais, pois apresentam, além de informações precisas, imagens para leitura e exploração. Os mapas com representação de cidades e países, as matérias extraídas de jornais e revistas, as maquetes com material disponível nas casas dos alunos. Esses recursos podem ser usados em diferentes situações, ou seja, na sala de aula ou em ambientes abertos (por meio de músicas e desenhos), assim como na organização de diálogos com os familiares dos alunos.
Partindo do pressuposto que a criança precisa aprender a ler, é levado em conta de que a leitura é antes de tudo, um objeto de ensino, é preciso ser sentido do ponto de vista do aluno. É preciso garantir condições para que as crianças aprendam os significados das palavras e das imagens. A linguagem por imagens e por desenhos é uma forma de comunicação que pode ser estimulada desde os anos iniciais de escolarização.
A imagem tanto pode ser lidas como textos completos, quanto podem completar o sentido do texto verbal ou mesmo ilustrá-lo, estimulando o estudante a ativar o conhecimento prévio, mesmo que no nível do senso comum.
Grupos temáticos
Circulação e transportes: as crianças vão à escola e os diferentes meios de transportes utilizados, destacando as paisagens típicas das regiões do Brasil e as diversas necessidades cotidianas.
Mundo do trabalho: observação de diferentes profissões em diferentes tempos e lugares, mostrando-se locais de trabalho de cada profissional e como ele se comporta (seja bombeiro, médico, serralheiro, professor, bóia-fria, açougueiro etc).
Relações cidade-campo: permite mostrar, por meio das vivências das crianças, como se pode viver na cidade e fazer uma relação com o mundo rural para conviver com dinâmicas sociais diferentes. Através de comparação entre diferentes paisagens, modo de vida e consumoe hábitos culturais, favorecendo assim o respeito á natureza.
Sites de pesquisa
Informações sobre ambiente e mudanças climáticas
Site italiano dedicado à Geografia
Amazônia – Tesouro da Humanidade
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/grp_l.php?t=030
Informações, fotos, depoimentos, análises, entrevistas que poderão subsidiar os educadores no desenvolvimento de projetos, por meio de um trabalho multi e interdisciplinar, sobre questões referentes a região amazônica.
Uma viagem pelo litoral brasileiro
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/ciencias/maravista/index.htm
Informações sobre o litoral brasileiro em uma viagem da foz do Rio Parnaiba, no Maranhão, passando pela Ilha de Trindade, o ponto mais distante do mar territorial brasileiro, até chegar a foz da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul.
http://educacao.uol.com.br/geografia
http://www.brasilescola.com/geografia
http://www.sogeografia.com.br/
http://www.suapesquisa.com/geografia
http://www.ibge.gov.br/home
Assinar:
Postagens (Atom)
