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segunda-feira, 20 de abril de 2015

INDICADORES EDUCACIONAIS....... PARA QUE?

Uma chuva de indicadores educacionais e avaliações para que? Para constatar em todos eles o que já se sabe: O aluno das escolas brasileiras lê e escreve muito mal. Com esses dados, vamos refletir e estudar sobre metodologias: Piaget, Decroly, Vygotsky, Freinet e outros. Em uma nova concepção de didática, temos: “Programa Ler e Escrever”, “Programa Toda a força no ciclo I”.
Todo esse aparato de estudo e pesquisa, nos remetem às dificuldades de leitura e interpretação de textos, pois uma educação com qualidade exige a exploração da linguagem oral e escrita desde a Educação Infantil.
Já na Educação Infantil, se deve desenvolver pro professores e pais, o incentivo à leitura diversificada. Produzir leitores é um desafio, pois estes estão desaparecendo. A leitura é uma espécie de diálogo entre autor e leitor. Nesse processo o leitor constrói significados para o texto e o compreende. Param que a interação entre autor e leitor aconteça, no entanto é preciso que o leitor disponha de conhecimentos que nem sempre são obtidos em situações escolares.
A leitura é mais eficiente quando os leitores conhecem as convenções, as características, o tipo de estrutura da leitura em que vão iniciar. Será que o leitor conhece as intenções comunicativas do autor? O texto é para informar, comunicar, divertir, apresentar uma argumentação? Em que época foi escrito? Para quem? O leitor deve conhecer os vários tipos de gêneros de leitura.
O leitor deve ter um objetivo para essa leitura. Os objetivos do leitor, determinam suas estratégias de leitura e o ritmo da mesma. Ler por ler ou ler pra que
Não só de objetivos se faz uma leitura, mas também de experiências anteriores de leitura. Essas experiências anteriores de leitura e de vida, podem influenciar nas atitudes do leitor e sua capacidade de interpretar e criticar.
Um bom leitor não se faz por acaso, ele começa na infância, em casa, com a família oferecendo contato com a leitura e despertando sua importância para o entendimento. Estudar palavras soltas, sílabas isoladas e exercícios repetitivos de cópias pode sim, desestimular o interesse pela leitura e escrita.
A maneira de se encarar o ato de ler, pode sim influenciar a maneira de escrever. A leitura, como a escrita, não dever ser encarada como decodificação de sons e letras, mas sim, atividades que façam sentido para o aluno, tanto na leitura como na escrita.
O mundo está cheio de coisas escritas e provavelmente, as crianças desde cedo, já sabem que aquela “escrita”, quer dizer alguma coisa. Elas não entendem aquela “grafia estranha”, mas sabem que tem um significado e servem para transmitir uma mensagem. Quando as crianças chegam na escola, elas já levam de casa algumas experiências com leitura e escrita, feitas em casa, com a família.
Famílias, com um pouco mais de hábitos de leitura, principalmente os pais, induzem nas crianças, formas de leitura também como prazer e instrumento de comunicação pessoal. Ao mesmo tempo, muitas crianças foram escolarizadas exclusivamente com cartilhas e livros didáticos, sem ter sido convidada a folhear livros, jornais ou até mesmo um simples catálogo informativo, muitas vezes não gostam de ler.
Para uma criança, em idade escolar, não basta ser alfabetizado, tem de ser letrado. O letramento consiste na prática social da leitura e da escrita. Para Magda Soares (1998) “letramento é o resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais da leitura e escrita; é também o estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita e suas práticas sociais”.

Para formar indivíduos letrados e não só alfabetizados, precisamos criar situações de leitura com tipos de textos que circulem no meio social. Textos que façam sentido na vida social da criança. Toda a criança, deve em seu tempo escolar, saber ler e redigir uma carta, interpretar uma bula de remédio, se familiarizar com a ficha de um animal do zoológico. Pesquisar uma palavra ou tema na internet ou mesmo em um livro.

domingo, 12 de abril de 2015

RESILIÊNCIA NA EDUCAÇÃO, POSSIBILIDADE OU REALIDADE!



Falamos muito de mudanças na escola, a “escola” precisa se reinventar, tornar-se mais atrativa para o aluno. É estranho esse termo, pois a “escola” somos nós. Nós precisamos nos reinventar. Aqui falo não só de professores, mas coordenadores, diretores, funcionários, pais, alunos e comunidade e a própria Secretaria da Educação, com suas resoluções, normas, decretos e etc. e tal.
A sociedade apresenta novos desafios e busca por espaços profissionais e pessoas, por isso temos de nos preservar psicologicamente e dar as respostas ás exigências propostas. Reagir com flexibilidade e capacidade de recuperação diante dos desafios, tendo uma atitude otimista.
Em Psicologia, o termo “Resiliência” é visto como uma pressão às situações de risco e a capacidade de dar respostas a um ajustamento, ou seja, a capacidade do indivíduo se ajustar e adaptar-se a uma nova situação, como resposta à pressão ou situação de risco ou estresse. Esse processo leva a evolução do indivíduo, pois ele trabalha suas “defesas psicológicas e culturais”.
Resiliência, segundo Ruegg (1997) seria a resistência e perseverança da pessoa humana face às dificuldades que encontra. Isso não quer dizer que essas pessoas se tornem mais passivas e conformadas. Ao contrário, espera-se que elas se tornem mais fortes e equipadas para poder intervir de modo mais eficaz, na transformação da própria sociedade.
A formação do cidadão passa pela escola e a importância de se repensar no processo ensino aprendizagem. Aqui não só ensino aprendizagem aluno-professor, mas ensino aprendizagem escola-cidadão. Para uma pessoa, determinada situação pode gerar perigo e enquanto para outra, pode ser um grande desafio a sua evolução.
Garbardino (1992) “aqueles que estudam a pessoa numa perspectiva ecológica, são capazes de ver o indivíduo e seus ambientes como sistemas de formação mútuos, onde cada sistema muda no decorrer do tempo e cada um deles adapta-se como resposta às mudanças ocorridas no primeiro...”
É preciso pôr as pessoas a pensar, a refletir, a questionar e a questionar-se e não a responder a perguntas colocadas pelos outros e, aqui entram professores e educadores, reduzindo o conhecimento do que está implícito na pergunta.
Os alunos e professores deveriam interagir nos processos de ensino-aprendizagem como colocadores de questões inovadoras e desafiantes e não como respondentes a perguntas feitas e estereotipadas sobre os saberes adquiridos e estáticos.
A resiliência aplicada na escola, mexe não só com a forma, mas mexe com o conteúdo e principalmente com sua estrutura organizacional.
TAVARES, José - Resiliência e educação -2001


sábado, 2 de fevereiro de 2013

ACORDO PEDAGÓGICO



Educar não é um papel fácil. Exige aprofundamento teórico, sensibilidade, paciência e, principalmente amor e dedicação para tal ofício. No dia a dia, nos confrontamos com situações difíceis e desafiadoras, mas somos recompensados ao ver o sorriso de uma criança frente a novas descobertas, a satisfação de ver um aluno resolvendo uma questão até a satisfação do aluno, na conquista de novos horizontes, no final de uma etapa. O professor tem de trazer para a sua prática, a filosofia, pois filósofo é: “Indivíduo que investiga princípio e fundamentos...que procura formular uma reflexão, sintetiza, ou relaciona as metodologias e o conhecimento...” (Dicionário Houaiss)
 Uma escola comprometida com valores como disciplina, cidadania, respeito, somadas a atuação conjunta de uma família formada por estudantes, familiares, professores e equipe técnica pedagógica, constrói-se uma trajetória de sucesso. Aqui podemos fazer um acordo pedagógico que consiste na conscientização das regras sociais de boa convivência, a importância de um bom relacionamento com os colegas e funcionários da escola. Esse acordo tem de ser elaborado entre a família, escola e alunos.  


Os anos iniciais do ensino fundamental representam um tempo de ganhar autonomia, de dominar leitura e escrita, de criar rotina e hábito de estudos, de expressar idéias de forma organizada, relatar fatos, lugares e pessoas. Tempo de conhecer o mundo pelos livros e imaginar-se neles. Os anos finais representam um tempo de comunicar-se com competência. Tempo de empregar o raciocínio lógico para compreender o mundo, chegar a conclusões e utilizar tecnologia para ampliar as aquisições, de construir vínculos, de exercitar o respeito incondicional às diferenças.
A escola para dar certo não depende só do professor, mas toda uma estrutura. Cada um tem de fazer a sua parte.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM NA SALA DE AULA

Não é só de leitura e escrita que se formam os alunos, mas também pensar na organização dos espaços, nos agrupamentos e nos desafios.
A escola é, por excelência, um lugar de leitura. Antes da leitura da palavra, já existia e leitura de mundo, inclusive, a leitura de mundo vem antes da escrita.
Para se formar leitores - um dos principais desafios da escola – é importante pensarmos em critérios de escolha para compor o acervo da classe.
Para aprender a ler e para aprender a gostar de ler, é fundamental que as experiências dos alunos com a leitura sejam bem planejadas desde o início.
O sucesso de uma atividade depende de diversas variáveis, desde a organização dos alunos até aquilo que você fala, passando pelos materiais utilizados e até mesmo pela maneira como você direciona a explicação de um assunto.
Na organização dos espaços de leitura na sala de aula, não existe privilégio de um tipo de leitura, em detrimento de outro, mas sim, as leituras se complementando e dando significado para o aluno.
LER PARA


APRENDER ESTUDAR ENTENDER PARTICIPAR

SORRIR CONSTRUIR ATUAR REFLETIR

EMOCIONAR VIVER INTERAGIR MODIFICAR

ADAPTAR QUESTIONAR ACEITAR RELACIONAR

A sala de aula deve proporcionar essa ligação entre o saber do aluno e o saber cultural que permeia a escola.
Alguns exemplos de espaços de leitura em sala de aula:

Cantinho dos livros
Livros didáticos e paradidáticos
Fichas de leitura
Gravuras para produção de texto
Fichas com dificuldades ortográficas
Fichas com dificuldades gramaticais

Cantinho dos jogos
Jogos de raciocínio
Jogos de cooperação
Jogos de desafios
Jogos de conhecimentos

Cantinho de atividades diversas
Mapas
Globo Terrestre
Relógio
Material para experiências

Cantinho dos brinquedos
Brinquedos individuais e coletivos

Cantinho interativo
Computador se tiver na sala.
Jogos de computador
Lista de sites de pesquisa
CD / DVD
Pen Drive

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

NATUREZA DO PROJETO PEDAGÓGICO

A aprendizagem humana é uma associação de conhecimentos já adquiridos com os novos conhecimentos.
O processo ensino-aprendizagem é uma integração entre instrução e educação, seria uma apropriação dos conhecimentos, não só pela lógica, mas principalmente pela formação de sentimentos, qualidades e atitudes.
O projeto didático é uma idéia mais ampla, onde o professor e alunos imaginam uma ação, traçam um plano para torná-la real, realizam esse plano, controlam o processo, respondem aos acontecimentos imprevistos e chegam ao resultado projetado.
Um projeto é uma forma de ação pedagógica, onde ele pode ser interdisciplinar, porque parte de questões reais concretas e contextualizadas, envolvendo assim as diferentes áreas do conhecimento. O produto do projeto deve ser próximo das práticas sociais dos alunos. A avaliação deve ser feita durante todo o processo, pois dela dependem os passos seguintes e os ajustes. O tempo de duração vai depender da concordância em que a questão inicial foi respondida.
Quando propomos a estudar problemas reais, em vez dos conteúdos geralmente demarcados para uma determinada disciplina, acabamos tendo que adotar uma abordagem que envolve várias disciplinas de forma integrada.
Quando pensamos no significado da palavra “projeto”, nos remetemos a duas vertentes:
• Projeto de pesquisa - onde refere-se à:
Integração filosófica, técnica, científica, estética, própria das sociedades do conhecimento.
Hipóteses, problematizações.
Investigações, bibliografias, teorias ou práticas, experimentações, uso de critérios de verdade.
Busca de conclusões novas aceitáveis em uma determinada comunidade acadêmica, de grupo social específico.
Verbos bastante usuais
Investigar Conceituar Estudar
Descobrir Analisar Observar
Demonstrar Compreender Inferir
• Projeto pedagógico / didático – onde refere-se à:
Busca de melhorias na realidade de transformações sócio-educacionais, fundamentadas na práxis, próprias das sociedades da informação.
Ações a partir de temas da atualidade, de caráter interdisciplinar e estruturante ou complementar no currículo escolar.
Público alvo delimitado, prazos estabelecidos, metas a serem alcançadas.
Traz atualização das informações e de algumas condutas.
São alternativas de integração mediante necessidades circunstanciais de uma determinada comunidade.
Verbos bastante usuais
Apresentar Favorecer Promover
Desenvolver Formar Construir
Propiciar Auxiliar Realizar
Tanto o projeto pedagógico quanto o projeto de pesquisa caminham juntos nos processos educacionais, pois o desenvolvimento de pesquisas interferem diretamente nos projetos pedagógicos e vice-versa.
A pesquisa científica é a realização de um estudo planejado, sendo o método de abordagem do problema é o que caracteriza o aspecto científico da investigação. Quanto a abordagem ela pode ser quantitativa e qualitativa.
Na abordagem qualitativa, tem o ambiente como fonte de dados. As questões são estudadas no ambiente em que elas apresentam. Dados descritivos, retratando um maior número de elementos existentes da realidade estudada. A utilização deste tipo de abordagem defere da abordagem quantitativa pelo fato de não utilizar dados estatísticos como o centro de análise de um problema, não tendo portanto. A prioridade de numerar ou medir unidade.
Na abordagem quantitativa, esta relacionado ao emprego de recursos e técnicas estatísticas que visem quantificar os dados coletados. No seu desenvolvimento, deve-se formular hipóteses e classificar a relação entre variáveis para garantir a precisão dos resultados.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

EDUCAÇÃO FÍSICA E TECNOLOGIA

A educação física pode ser considerada Educação, na medida em que reconhece o ser humano como arquiteto de si mesmo e de uma sociedade melhor e mais humana, onde não é necessário levar vantagem em tudo.
A criança quando brinca se transporta para um mundo imaginário e através do lúdico a criança adquire seus valores, símbolos, habilidades, desenvolvem sua linguagem explorando o ambiente e se inserindo em seu grupo social.
Segundo Winnicot: “A brincadeira é a melhor maneira da criança comunicar-se, ou seja, um instrumento que ela possui para relacionar-se com outras crianças. Brincando a criança aprende sobre o mundo que a cerca e tem a oportunidade de procurar a melhor forma de integrar-se a esse mundo que já encontra pronto ao nascer.”
Freire & Oliveira (2004), verificaram que os conteúdos conceituais propostos para as séries iniciais do ensino fundamental aparecem em cinco grandes blocos.
1. Conhecimento de si mesmo, suas possibilidades de movimento e limitações.
2. O corpo e as alterações fisiológicas causadas pelo exercício e seus benefícios para a saúde.
3. Características das atividades e suas exigências específicas: formas de realização, as regras dos jogos ou modalidades esportivas, a relação espaço-tempo, ritmo, velocidade, intensidade , fluidez.
4. Análise da realização de movimentos culturalmente determinados em sua própria localidade, na mídia e em seus companheiros.
5. Os aspectos da historicidade e as características sociais do movimento humano.
Existe nas mídias em geral, um cultuamento do corpo em movimento, a forma física ideal, relacionando o físico ideal com a felicidade de cada um. Como toda a mídia, ela apresenta o lado “positivo” e o lado “negativo”. Por isso, o professor deve buscar na própria mídia, relatos sobre qualidade de vida, saúde, forma física. Integrando as mídias nas aulas de educação física, temos condições de ampliar ao aluno, sobre os seguintes aspectos:
• Jogos (cooperação, competição, raciocínio)
• Brincadeiras
• Danças e cantigas
• Modalidades esportivas
www.objetoseducacionais2.mec.gov.br
WWW.saudeemovimento.com.br
WWW.mundoeducacaofisica.com.br
WWW.atividadeseducativas.com.br
http://www.cdof.com.br/recrea11.htm
http://www.ojogos.com.br
http://www.jogos360.com.br

sábado, 11 de setembro de 2010

LIVRO DIDÁTICO E AS TECNOLOGIAS

Após a visita à Bienal do Livro, me senti voltando no tempo, tempo do livro impresso, informações em folhas impressas e ai, temos na escola o livro didático,produzido no ano anterior, ou seja: Cadê as informações em tempo real? Tá ai, fui pesquisar, sobre o livro didático e as tecnologias..
No texto de Rodiney Marcelo, encontramos uma nova forma de fazer escolar, pois com a globalização, ou seja, universalização dos povos, onde se apresenta um caráter inclusivo em tempo e espaço. Essa inclusão se dá por particularidades que devem ser respeitadas.

A escola sempre foi e ainda é uma máquina “engessada” de formar cidadãos críticos e agora passa a não moldar mais, mas sim ser “moldada” pela sociedade. Atualmente, a escola tem de desenvolver uma prática contextualizada à realidade do aluno “O aluno forma a escola e não mais a escola forma o aluno” e não mais “despejar” um conteúdo elaborado por técnicos.

Tendo em vista essas mudanças que estão ocorrendo, fazer uma educação preocupada com as necessidades dos alunos, discutiremos a inserção das TIC’s como forma de facilitar o processo de ensino-aprendizagem e inserção do presente jovem na sociedade tecnológica.

Para um educador progressista atuar de forma eficiente no uso das TIC’s , faz-se necessário um embasamento teórico, levando-o a descobrir novas formas de conhecer e atuar no seu campo de trabalho.

Esse repensar das políticas educacionais, onde se assume responsabilidades coerentes ao momento de mudança, todos devem participar.

Com o uso das ferramentas tecnológicas, o tempo e o espaço não são mais problemas, pois um sistema educacional se faz em um espaço de formação inclusiva, respeitando as diferenças, justamente pelo profundo conhecimento do indivíduo e seu espaço.

O uso dessas tecnologias ainda é limitado, pois a idéia de que o computador pode vir a substituir o professor ainda perdura. As TIC’s tem de ser encarada não como soberana ao professor, mas sim como ferramenta de interlocução entre professor e aluno no processo que deveria ter o formato somatório à prática docente, no que se refere a metodologia,objetivos e conteúdos.

A escola tem de se resignificar o tempo e os espaços de aprendizagem. Um exemplo disso seria o livro didático escolhido no ano anterior, que ele nos traga dicas e complementos que envolvam outras mídias. Ex. Sites de pesquisa; recomendações de livros e filmes; atividades de expressão oral envolvendo rádio.

A maioria dos livros didáticos, no manual do professor, vem sugestões para aprofundar o conteúdo na internet, interagindo o aluno na sociedade, fazendo da sua aprendizagem mais significativa e próxima da sua realidade.

O livro didático na verdade pode ser encarado como um eixo de temas a serem trabalhados nas séries/anos e a partir desses temas, aprofundar de acordo com o perfil da turma e sua realidade.

sábado, 7 de agosto de 2010

RESILIÊNCIA E EDUCAÇÃO

Neste texto sobre resiliência,podemos direcionar nossas idéias sobre educação.


O medo do fracasso é um dos motivos pelos quais desenvolvemos resistência à aprendizagem. Adquirir um novo conhecimento exige persistência, dedicação e esforço; requer tempo, renúncia a várias formas mais imediatas de prazer, e, principalmente, abdicar do conforto oferecido pelas habilidades já dominadas. Aprender um novo idioma, por exemplo, demanda investimento financeiro e intelectual. Envolve frustração, insistência, leituras, conversas, testes, mais leituras, e, ao final, muita alegria e o descortinamento de novas possibilidades culturais e profissionais.

O maior problema parece ser a dificuldade de trilhar os árduos passos necessários para o aprendizado, pois estamos imersos em uma cultura na qual se deposita demasiada esperança na sorte, no jeitinho, nos milagres de loterias e “realities shows”. A impressão generalizada é a de que o esforço pessoal, o zelo, o aprofundamento dos estudos de nada valem, pois o mundo é dos espertos e não dos dedicados. Boa parte dos heróis midiáticos parece ungida pela fortuna sem necessidade de perseverar em objetivos educacionais ou profissionais, bafejados por boa estrela em pontos de ônibus ou passeios em shoppings, sem vicissitudes existenciais, sem sofrimentos visíveis.

Não é bem assim, para cada pessoa que obteve sucesso instantâneo há milhares de outras que não o conseguiram; e mesmo os aparentes felizardos muitas vezes atingiram suas metas com sacrifícios, algum talento e muita sorte. Na vida real erramos, somos criticados e ficamos constrangidos.

Como superar o receio dos tropeços, a vergonha da exposição pública de insuficiências, das faltas, das ignorâncias? Alguns pais, e com as melhores intenções, cultivam excessivamente o desejo da vitória em seus filhos, esquecendo-se de pontuar o difícil caminho para obtê-la, e muitos desses filhos crescerão com a sensação de que o sucesso lhes é devido, por decreto e sem esforço. À primeira frustração correrão a buscar culpado externo, eventualmente sua escola, que não ensinou corretamente, ou seja, de forma fácil e sem atribulações, todo o necessário para evitar o malogro.

Nenhum professor ensina sem ter desenvolvido em longos anos de estudo suas habilidades e conhecimentos, ninguém aprende por magia ou mero compromisso apenas com o resultado. Obstáculos fazem parte do processo educacional, alguns fracassos ensinam mais que certos triunfos.

O ser humano desta nova era deve possuir resiliência. Resiliência, em Resistência dos Materiais, é a propriedade de um corpo se deformar quando submetido à determinada tensão e retomar sua forma original depois de cessada a aplicação da força que o deformara. Em termos educacionais é a qualidade de ser adaptável a novas situações e conhecimentos, sem perder a determinação original e os fundamentos éticos e cognitivos, já que o conteúdo vem antes da técnica. Afinal, comunicadas oralmente, escritas em pergaminho, impressas em papel, transmitidas pela internet, as palavras do pensador de mais de dois mil anos atrás têm maior importância que o meio em que são divulgadas: “conhece a ti mesmo”. Autoconhecimento não é simples, e envolve muitos enganos. Precisamos ver nossos fracassos como outra forma de aprendizagem.



Texto de Wanda Camargo, coordenadora da Comissão do Processo Seletivo das Faculdades integradas do Brasil (UniBrasil).

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terça-feira, 1 de junho de 2010

TECNOLOGIA E SALA DE AULA

Na era da tecnologia, uma infinidade de mídias, especialmente as que visam a comunicação em massa, fazem parte da vida das pessoas como se fosse algo indissolúvel delas próprias. Essas mídias: TV; Internet; rádio; revista; jornal; Cd; DVD; cinema, visam o controle comportamental das pessoas e estão carregadas de ideologias que acabam por citar padrões de comportamento, definindo o que é belo, o que oferece status, poder, controle. As mídias são usadas para manipular, ao mesmo tempo em que são manipuladas.

A escola, em épocas passadas, era tida como “detentora” dos saberes, mas hoje, encontra-se em partes, desorientada, assim como muitos pais, por não conseguirem dar conta de acompanhar a evolução tecnológica. Os professores deveriam ser o elo de ligação entre os conhecimentos e os alunos, agora ocupam um papel coadjuvante no processo, ou por falta de conhecimento, insegurança ou mesmo criticidade.

O nosso sistema educacional é fragmentado e vem “de cima para baixo”, muitas vezes assim, não indo de encontro a realidade do aluno e o seu objetivo de aprender na escola.

A aprendizagem se faz em qualquer lugar, com os vários tipos de mídias que dispomos. Então: Porque aprender na escola? O que aprender na escola? Para que aprender na escola?

A educação escolar supõe uma seleção no interior da cultura e um reelaborar dos conteúdos da cultura a serem transmitidos, ou seja, os conteúdos a serem recortados entre todos os conhecimentos sistematizados e acumulados historicamente pela sociedade, que deverão fazer parte do currículo.

Essa abordagem pedagógica parece mais adequada às necessidades do cidadão do século XIX, que precisa, cada vez mais, desenvolver as habilidades de pesquisa, trabalho coletivo e de produção de conhecimento. (ver: Ramal, 2000; Bracewell et alii., 1998; Riel e Becker, 2000; Barbosa et alii., 2002; Morais, 2000, Kenski, 2003)

Muitas vezes o professor tem medo de utilizar essas ferramentas, por isso na minha escola, estamos oferecendo um curso de aperfeiçoamento e compreensão das novas tecnologias.

A escola possui um acervo de TV Escola, onde estamos organizando no acervo da sala de multimídia.

Pelo acesso à Internet, temos o Portal do Professor, onde se apresenta várias formas e recursos para o uso das TIC’s na escola.

O site http://www.dominiopublico.com.br/  e o http://www.educarede.org.br/  .

Com a Internet a pesquisa escolar pode se transmitir com o data show para todos os alunos, como uma grande TV.

Apesar desse recurso, temos também a TV Educativa – TV Cultura, onde entre os programas exibidos temos: Almanaque Educação, programa em que dois adolescentes apresentam temas que vão desde economia até tecnologia. Nossa Língua, sobrte a Lingua Portuguesa.

A aula sai das paredes da sala e ganha o mundo” – Fernando Almeida.

Com a sala multimídia, integrada ao curso de mídias, o professor pode explorar os recursos tecnológicos, visando um maior aprofundamento dos conteúdos do livro didático, pois os livros apresentam outras interações de aprendizagem. Ex. Busca e pesquisa em sites, vídeos e/ou livros paradidáticos.