sábado, 18 de junho de 2011

ESBOÇO DO PROJETO MONOGRAFIA PNLD E WEB 2.0

ELIANA LOURENÇO MARQUES



PNLD E A WEB 2.0 – INCREMENTO E COMPLEMENTO



INTRODUÇÃO

“Um livro é mais que um conjunto articulado de idéias, é uma espécie de cumplicidade do autor de alguns pensamentos com o autor de outros pensamentos e práticas sociais que é o leitor. Sem essa cumplicidade não existe o livro.”
(Fernando José de Almeida)

A idéia de trabalhar com o livro didático, como uma das mídias impressas disponíveis na escola, não se esgota em si. Sua utilização pode ser mais incrementada se estiver atrelada a outras mídias.
A escola precisa criar um ambiente e propor situações de práticas sociais de uso da escrita as quais os alunos não tem acesso para que possam interagir intensamente com textos dos mais variados gêneros, identificar e refletir sobre seus diferentes usos sociais, produzir textos e assim construir as capacidades que lhes permitam participar das situações sociais pautadas pela cultura escrita.
O MEC “Ministério da Educação” disponibiliza o PNLD (Programa Nacional de Livros didáticos), onde são distribuídos livros didáticos para todos os alunos da rede pública. O PNLD é um programa avaliado a cada três anos, onde auxilia o professor a escolher livros com qualidade e que tiveram a aprovação de especialistas.
O PNLD é gerido pelo MEC, através da Secretaria de Educação Básica (SEB) e do Fundo Nacional de desenvolvimento da Educação (FNDE) e constitui-se basicamente das seguintes etapas:
● Inscrição das obras pelas editoras junto ao FNDE.
● Seleção técnica e avaliação pedagógica das obras por equipes contratadas pela SEB.
● Produção do Guia de Livros Didáticos. Esse material conterá “as resenhas de livros e das coleções destinadas aos anos iniciais do Ensino Fundamental, os princípios e critérios que nortearam a avaliação pedagógica, os modelos das fichas de análise. O Guia será encaminhado às escolas públicas de ensino fundamental e disponibilizado na internet com o objetivo de auxiliar os professores na escolha das obras didáticas, que serão utilizadas no período a ser estabelecido por Resolução do Conselho Deliberativo do FNDE.1
● A escolha dos livros didáticos. Etapa que deve ficar a cargo dos professores, conforme estabelece o edital de convocação para o PNLD 2010: “Os professores, em consenso, com base na análise das resenhas dos títulos contidos no Guia, escolherão as serem utilizadas em sala de aula de acordo com a proposta pedagógica da escola. [...]”. Após a escolha dos professores, ficará a cargo do diretor da escola o preenchimento e encaminhamento dessa escolha ao FNDE, via internet ou formulário impresso.2
● A aquisição dos livros didáticos pelo FNDE/MEC com base na escolha efetuada pelos professores e no censo escolar.
● A produção, ou seja, a impressão dos livros, de acordo com as especificações técnicas estabelecidas pelo Edital quanto à formato, tipo de papel, gramatura, acabamento.
● Entrega do material pelas editoras à empresa responsável pela distribuição contratada pela FNDE.
Para o PNLD 2010, o FNDE estabeleceu a seguinte estrutura de coleções:

LIVROS CONSUMÍVEIS
1ºS E 2ºS ANOS *Letramento eAlfabetização Linguística
*Alfabetização Matemática
LIVROS NÃO-CONSUMÍVEIS 2º ANO
*Ciências
*História e Geografia
LIVROS NÃO CONSUMÍVEIS PARA
3º; 4º E 5º ANO *Lingua Portuguesa
*Matemática
*ciências
*História e Geografia
LIVROS REGIONAIS NÃO CONSUMÍVEIS PARA O 4º E 5º ANO *História
*Geografia

O livro didático vai continuar sendo um elemento chave para o ensino e a aprendizagem. Mas tenderá a ser combinado com outras tecnologias de informação. O Brasil caminha muito devagar neste aspecto, mas a direção está dada pela experiência internacional.
Quanto mais livros didáticos possibilitarem uma “conversa” com outros materiais e, principalmente outras mídias, mais se dará uma redefinição do papel do texto escrito como material de apoio ao ensino e aprendizagem.
Na escola, temos os livros didáticos disponíveis para todos os alunos. Assim, abrimos os seguintes questionamentos:
■ Para que serve o livro didático?
■ O livro didático é considerado uma mídia?
■ O que é uma mídia?
■ O livro didático é produtor ou reprodutor de conteúdo?
■ O aluno “decora” esse conteúdo ou aprende a “interagir” com ele?
■ O conteúdo do livro didático é significativo para o aluno?
■ A distribuição desse livro pelo MEC garante a aprendizagem do aluno?
■ O conteúdo do livro didático se esgota em si?
■ Um livro adotado por três anos pode estar sempre atualizado?
Na escola onde trabalho, os livros didáticos são escolhidos com critérios e aguardado pelo professor, para nortear o seu planejamento.
Além do livro didático distribuído pelo MEC, a escola disponibiliza outros recursos didáticos como a sala de informática, onde existe nove computadores ligados em rede e uma impressora.
Apesar desses recursos disponíveis na escola, em 2008, nosso IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo) não atingiu a meta estabelecida. Com base nesse dado, nosso projeto pedagógico voltou-se ao uso de todos os recursos disponíveis para alcançar a aprendizagem do aluno, pois tudo o que ajuda a aprendizagem, cumpre à escola patrocinar: computadores, cadernos, livros, vídeo e todo o material escolar.
No ano de 2009, nosso IDESP foi de 120% da meta, repetindo-se também esse índice no IDESP de 2010.
http://idesp.edunet.sp.gov.br/arquivos2008/037667.pdf
http://idesp.edunet.sp.gov.br/arquivos2009/037667.pdf
http://idesp.edunet.sp.gov.br/arquivos2010/037667.pdf

JUSTIFICATIVA

[...] Para aprender tudo com maior facilidade, devem utilizar-se quanto mais sentidos se possa... Por exemplo: Devem ir juntos sempre o ouvido com a vista e a língua com as mãos [...]
J. A. Comenio


A Escola Estadual Paulo Nogueira Filho é uma escola de ensino fundamental I da capital no Estado de São Paulo. Possui 10 salas do 1º ao 5º ano no período da manhã e 10 salas do 1º ao 5º ano no período da tarde.
No ano de 2005 a escola ganhou mais um espaço. A sala de informática, com 10 computadores ligados em rede e uma impressora.
Durante os anos de 2005, 2006 e 2007, a sala de informática era pouco utilizada, pois a maioria dos professores não sabia como ou não se interessavam em integrar esse tipo de mídia em suas aulas. Paralelo a isso, tínhamos a sala de leitura, em um outro espaço, com cerca de 2000 livros paradidáticos e uns 500 livros didáticos de diversas áreas e séries, além daqueles já distribuídos para o aluno no começo do ano.
Os livros paradidáticos eram emprestados para os alunos semanalmente, onde eles traziam trabalhos e resenhas desse material. Durante o momento de leitura, o professor formava turmas e aplicava um reforço de conteúdo, utilizando os livros didáticos disponíveis ali.
No ano de 2008, passou a ocupar o mesmo espaço a “sala de leitura” e a “sala de informática”. A partir daí, comecei a fazer um trabalho com os professores sobre o uso mais criativo da sala de informática.
Como os computadores não eram em número suficiente para todos os alunos, a classe era dividida em turmas, onde uma turma fazia leitura e a outra turma fazia pesquisa na internet ou site de jogos.
Assim, muitos professores começaram a trabalhar os temas do livro didático, desenvolvendo pequenos projetos, onde o objetivo era de que o aluno pesquisasse seu próprio conhecimento, a partir do conteúdo dado pelo professor e que muitas vezes, já tinham indicações de pesquisa no próprio livro didático.
No ano de 2008, não conseguimos atingir a nossa meta do IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação em São Paulo). Questionamo-nos e chegamos a conclusão de que teríamos de renovar a nossa prática pedagógica.Mas tinha algo que está despontando como uma saída: Esses projetos que foram desenvolvidos na sala de informática, foram um chamariz para os alunos, pois eles se envolveram bastante e tivemos bons resultados. Chegamos a conclusão de que a nossa prática pedagógica deve estar pautada na utilização de vários recursos para ensinar e aprender. As aulas integradas com as mídias são mais motivadoras e faz com que o aluno se torne o sujeito da aprendizagem. O livro didático pode ser “atualizado” e reformulado, de acordo com as necessidades do educando. A aprendizagem se torna mais significativa, tanto para o aluno, como também para o professor, pois ele observa resultados positivos em relação ao desempenho do aluno.
Conforme o quadro:



GRÁFICO 1: Órgãos do sentido e a captação do mundo exterior
Fonte: CASTRO (1986)


GRÁFICO 2 - Tempo necessário para a assimilação das qualidades essenciais de um objeto
Fonte: P. F. JAMOV (1971)

Os estudantes participam mais ativamente e com diferentes mecanismos sensoriais, pois mudanças nas atividades (visual, auditiva, prática), levam a uma maior retenção na memória dos conhecimentos aprendidos. Ao comparar a retenção na memória, ao cabo de três dias (72 horas), de um mesmo conceito aprendido por diferentes vias, os estudantes podiam recordar:
10% do que leram; 20% do que escutaram; 30% do que viram; 50% do que viram e escutaram; 70% do que discutiram; 90% do que explicaram e realizaram praticamente. 3
Como educadores não podemos fechar os olhos aos progressos e avanços das novas tecnologias. Temos o dever de conhecer as tecnologias, entrar no seu interior, na sua lógica para que a utilizemos no sentido de alcançar nossos fins, realizar nossos projetos. 4
Focando o olhar no nosso planejamento, vimos que podemos utilizar vários recursos para ensinar o conteúdo. A partir daí, fizemos um levantamento dos recursos e mídias disponíveis na escola, incrementando assim nossa didática e envolvendo os alunos para uma aprendizagem mais significativa e com resultados. Na escola temos computador, internet, CD, DVD, livros didáticos e livros paradidáticos e com esses recursos, podemos incrementar os conteúdos do livro didático.
O livro didático é um grande aliado do trabalho do professor. Uma de suas principais funções deve ser a de representar uma fonte de referência do conhecimento organizado, sistematizado e historicamente produzido, tanto para alunos quanto para professores. Outra função é contribuir para o trabalho docente de modo a lhe possibilitar uma organização didática baseada em determinadas concepções de aprendizagem.
O livro didático não deve ser seguido pelo professor como uma regra, sem uma análise crítica da proposta, mas sim reconhecido como o regente de sua ação pedagógica, podendo selecionar e elaborar atividades que sejam adequadas à realidade e as necessidades dos alunos.
A articulação de todos esses recursos, a partir do livro didático disponível para cada aluno, faz da aprendizagem algo mais significativo para o aluno.
O livro didático vai continuar sendo um elemento chave para o ensino e a aprendizagem, mas tenderá a ser combinado com outras tecnologias de informação.
O Brasil caminha muito devagar neste aspecto, mas a direção já está dada pela experiência internacional.
Quanto mais livros didáticos possibilitarem uma “conversa” com outros materiais, melhor será a integração dos contextos de interatividade dos meios de ensino. Isso provavelmente levará a uma redefinição do papel do livro didático como material de apoio ao ensino e a aprendizagem. As editoras já estão atentas para isto e algumas ensaiam a produção de livros combinados com softwares.
Podemos assim incrementar o livro didático com a internet nas várias áreas:

MATEMÁTICA E TECNOLOGIA
A criança tem contato com a matemática, desde pequenina, quando faz a contagem de brinquedos, desenhos (representações) de espaço e objetos, classificação de seus brinquedos e como e onde guardá-los. A escola assume um papel de fazer o elo entre a sua cultura desenvolvida no seio familiar e a cultura escolar.
A abordagem matemática valoriza a construção do conhecimento matemático, as brincadeiras infantis, os jogos, as experimentações, introduzindo a criança ao pensar matemático.
A matemática produz modelos de diversas situações, incluindo as práticas sociais e de outras áreas do conhecimento.
Competências
• Identificar as relações e conceitos matemáticos.
• Usar o raciocínio matemático para a compreensão do mundo que o cerca.
• Avaliar os resultados obtidos na solução de situações problemas.
• No campo da informação, o desafio é organizar e classificar dados a partir de critérios.
• A interação de grandezas e medidas até o trabalho com grandezas mais complexas, como a velocidade.
• Envolver os alunos com situações que dêem significado aos números e às operações.
• Capacidade de contar coleções, comparar e quantificar grandezas e realizar codificações.
• O pensamento geométrico surge da interação espacial com os objetos e movimentos no mundo físico e desenvolver-se por meio das competências de localização, visualização, representação e construção de figuras.

Os recursos didáticos para o ensino de matemática
Materiais didáticos de manipulação:
• Material dourado: utilizado para auxiliar a criança a entender no registro numérico, a idéia dos agrupamentos (base 10) e trocas.
• Jogos e brinquedos; exploram conhecimentos matemáticos em contextos próprios do mundo infantil.
• Livros de histórias infantis; onde a criança é chamada a intervir, dar opiniões, antecipar o que vai acontecer utilizar a sua criatividade, propondo novos finais e a obra pode ser aproveitada para o aluno identificar conceitos e discutir procedimentos matemáticos. Após ler a história, o professor poderá supor situações do cotidiano escolar em que escolha e decisão dependam da coleta, organização e tratamento de dados. Com livros de experimentos, teremos a oportunidade de propor a organização dos resultados dos experimentos em tabelas e gráficos para uma melhor observação dos resultados.
• O sistema de numeração decimal é contemplado e está incluído em obras com situações em que as operações adquirem sentido.
• Interação espacial com os objetos e os movimentos no mundo físico, desenvolvendo por meio de competências de localização, visualização, representação e construção das figuras.
• Observar figuras nas superfícies dos objetos do mundo físico.
• Enfocar a atribuição de significados aos conteúdos matemáticos, destacamos a contextualização e a interdisciplinariedade. Muitas obras trazem situações que articulem naturalmente os conceitos e procedimentos matemáticos com o conhecimento de outras áreas.

SITES INTERESSANTES
Matemática - ICMC/USP
http://educar.sc.usp.br/matematica/index.html
Curso de Matemática para professores de 1ª a 4ª série. São cinco módulos que enfocam desde o surgimento dos números até as operações com frações. Além de textos teóricos, há várias sugestões de exercícios.

Centro de Aperfeiçoamento do Ensino de Matemática (CAEM) - IME/USP
http://www.ime.usp.br/caem/caem.php
Lista de cursos, oficinas, publicações e links sobre Matemática.

A mágia dos números
http://nautilus.fis.uc.pt/mn/p_index.html
Jogos matemáticos de raciocínio e lógica, excelentes para serem utilizados como motivação.
http://www.somatematica.com.br
http://www.exercicios-de-matematica.com
http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/obino/exercicios.htm
http://www.prof2000.pt/users/rosaritos/testes/index.htm
http://matematicananet.com/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=336&Itemid=29
http://web.educom.pt/pr1305/mat_problema.htm

HISTÓRIA E TECNOLOGIA
O livro didático foi e sempre será solicitado, pois é um programa governamental de apoio a educação. Bem, todo o ano se escolhe o livro para o ano seguinte, PNLD.
Na escolha do livro, tem de se ficar atento, pois o livro deve ser de acordo com a realidade escolar e da classe. Aqui me pego em algumas questões:
1º A escolha é para essa mesma classe o ano que vem ou escolho para a série deste ano, sem me preocupar se no próximo ano, as séries terão o mesmo perfil das séries deste ano? Falo séries, porque a mudança de série para ano está sendo gradativa, pois ainda estamos trabalhando com séries, mas os livros chegaram como se já fosse ano.
2º O livro é só um apoio ou faço o meu plano a partir do seu conteúdo exposto?
3º Se trabalho com projetos, remetendo a interdisciplinaridade, pra que livros separados por séries?
4º Aqui, no caso, história corre-se o risco das informações estarem defasadas?
Segundo “MACHADO, Sobre livros didáticos, quatro pontos”,
“Insistimos em que livro didático precisa ter seu papel redimensionado, diminuindo-se sua importância relativamente a outros instrumentos didáticos, como o caderno, seu par complementar, e outros materiais, de um amplo espectro que inclui textos paradidáticos, não didáticos, jornais, revistas, redes informacionais etc. a articulação de todos esses recursos, tendo em vista as metas projetadas para as circunstâncias concretas vivenciadas por seus alunos, é uma tarefa da qual o professor jamais poderá abdicar e sem a qual seu ofício perde muito do seu fascínio.
É importante registrar que, ao pretender a diminuição da importância relativa do livro, situamo-nos bem distantes daqueles que, algumas vezes, pretendem sua simples eliminação; temos como assentado que, utilizado de modo adequado, o livro mais precário é melhor do que nenhum livro, enquanto o mais sofisticado dos livros torna-se pernicioso, se utilizado de modo catequético.”
O ensino de história faz uso de diferentes linguagens por meio de fotografias, filmes, textos variados, objetos, poesias, literatura, música e outros para a compreensão do processo de construção da realidade e dos documentos históricos. O livro didático aqui, não é um simples transmissor de conhecimentos, mas o de facilitador para que esse conhecimento seja reconstruído e reinventado por alunos e professores visando a autonomia intelectual e moral.
A realização de pesquisas é a peça-chave em todo o processo de ensino. Ademais, em um mundo saturado de imagens, notícias, sons que nos chegam de todos os lados, a busca e a seleção de informações passa a ser fundamental. Os livros nos trazem o incentivo à busca de informações em diferentes fontes de pesquisa – entrevistas, livros, internet etc.
No ensino fundamental I, podemos desenvolver unidades de estudo, que seguem uma linha mestra, aprofundando os conceitos de permanência/mudança, semelhança/diferença, anterioridade/simultaneidade, sociedade/relações sociais, cultura, economia e política.
Os livros de história devem apresentar ao aluno, gradativamente, a História e a formação do povo brasileiro. Para isso, parte-se da identidade individual e familiar de cada aluno, para grupos mais amplos, como a comunidade, a cidade, o país.
Na http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Cronologia_da_hist%C3%B3ria_do_mundo, temos uma completa linha do tempo, onde podemos explorar com os alunos que tudo se tem uma causa e um efeito. Os fatos estão todos inter-relacionados e interdependem entre si.
O tema Identidade como tema central, oferece situações didáticas que possibilitam o aluno a falar de sua própria identidade, tanto individual quanto social. No http://www.museudapessoa.net, o aluno pode conhecer mas mais variadas histórias de pessoas, fatos e lugares. Pode também se cadastrar e escrever a sua própria estória. Para inserir o indivíduo na sociedade, podemos explorar o site http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/index.htm
O tema Vida em comunidade o aluno identifica os diferentes grupos sociais de que faz parte e percebe os diferentes papéis que desempenha em cada um deles, explorando as situações de convívio – trabalho, lazer, festas, costumes. No site http://pibmirim.socioambiental.org/quem-sao temos uma explanação do povo indígena.


QUADRO TEÓRICO DE REFERÊNCIA

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO TRABALHO PEDAGÓGICO – UMA PROPOSTA À INTERDISCIPLINARIEDADE *Ana Helena de Freitas Gil
*Ana Maria Veloso
*Eliane Kloster Ribeiro Hamann
*Lourdes Sirtoli de Oliveira
*Oralda Adur de Souza
*Reinaldo Hermann Júnior
Roberto Costacurta Alves Pinto
*Santina Célia Bordini
*Simone Regina Manosso Cartaxo
Essa publicação aborda os princípios norteadores de uma proposta de trabalho pedagógico e um referencial teórico – prático relacionado ao processo ensino-aprendizagem, abordando as várias áreas do conhecimento.
O material é formado por:
• Livros “Aventura do Aprender”, onde há uma seqüência de atividades que poderão ser realizadas em casa ou na escola. Os livros contemplam atividades de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, Geografia, Arte e Educação Física.
• Encartes com o propósito de enriquecer as atividades propostas nos livros.
• Passaporte do leitor, onde o aluno registra os principais enfoques de obras literárias infantis.
• Agenda para organizar as atividades diárias.
• Suplementos de Geografia e História, com conteúdo específico sobre as Unidades da Federação, acompanham os materiais da série correspondente.
• Um CD-ROM com atividades relacionadas ao livro, acompanha o conjunto de materiais do aluno.
• Agenda para o professor, que traz uma exposição sobre referenciais teóricos e metodológicos, dispostos convenientemente nas áreas do conhecimento, com seus conteúdos distribuídos em séries e bimestres.

LER E ESCREVER - COMPROMISSO EM TODAS AS ÁREAS *Iara Conceição Bitencout Neves
*Jusamara Vieira de Souza
*Neiva Otero Schaffer
*Paulo Coimbra Guedes
*Renata Klusener
Esse livro foi organizado por professores que integram a equipe do Núcleo de Integração Universidade & Escola (NIUS/UFRGS), onde se oportuniza o encontro de diferentes práticas e orientações teóricas, com vistas a qualificar a educação, fortalecendo a ação pedagógica em todas as áreas do conhecimento.
O livro contribui para a formação de alunos e professores leitores/escritores, que é um passo fundamental para a construção de uma sociedade leitora.
A partir de alguns questionamentos colocados:
• Como reverter a má qualidade de leitura e de escrita dos estudantes em geral?
• A quem compete a responsabilidade de reverter essa situação?
• O que seria ler e escrever nas diferentes áreas do conhecimento do currículo escolar?
Os organizadores dessa obra, desenvolvem uma reflexão sobre o desenvolvimento da leitura e escrita em todas as áreas do conhecimento a saber:
• Ler e escrever em artes visuais
• Idéias e palavras na/da ciência ou leitura e escrita: o que a ciência tem a ver com isso?
• Ler e escrever também com o corpo em movimento.
• Leitura e escrita na geografia ontem e hoje. Ler e escrever a geografia para dizer a sua palavra e construir o seu espaço. Ler a paisagem, o mapa, o livro.
• Leitura e escrita na história.
• Os desafios (?) do ensinar a ler e a escrever em língua estrangeira.
• Não apenas o texto, mas o diálogo em língua escrita é o conteúdo da aula de português.
• A literatura e o leitor. Ler e escrever literatura: a mediação do professor.
• Ler, escrever e compreender a matemática, ao invés de tropeçar nos símbolos. Leitura e escrita na matemática.
• Sobre as múltiplas formas de ler e escrever música.
• Ler e escrever na biblioteca.




O LIVRO DIDÁTICO NO SISTEMA DE ENSINO PÚBLICO NO BRASIL *Guiomar Namo de Mello
Um manual de uso do livro didático no Brasil, sua relação com o currículo, sua qualidade, sua praticidade e a sua integração com as demais mídias. (softwares)



PROGRAMA NACIONAL DO LIVRO DIDÁTICO http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=668&id=12391&option=com_content&view=article

Um site sobre o PNLD:
Um breve histórico. Escolha do livro didático. Guia do livro didático


O LIVRO DIDÁTICO EM QUESTÃO http://tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/161240LivroDidatico.pdf

É uma série de programas do Salto para o Futuro/TV Escola, que tem como proposta geral fazer uma reflexão sobre o papel do livro didático na escola.
São explanados relatos de experiências pedagógicas bem sucedidas
utilizando o livro didático em cinco programas da série contribuindo assim para o aperfeiçoamento na utilização do livro didático nas escolas, especialmente em relação aos livros disponibilizados pelo PNLD – Programa Nacional do Livro Didático do MEC.
PGM 1 - O livro didático de Ciências
PGM 2- O livro didático de Matemática
PGM 3- O livro didático de Geografia
PGM 4- O livro didático de História
PGM 5 - O livro didático de Língua Portuguesa


A INTERNET COMO FONTE DE PESQUISA PARA O ENSINO
FUNDAMENTAL E MÉDIO Cassia Furtado, CRB-13/310
Aborda-se sobre a Internet como instrumento pedagógico, enriquecendo
os recursos bibliográficos da biblioteca escolar. Identifica-se sites especializados
para a pesquisa escolar do ensino fundamental e médio.



OBJETIVOS

Incrementar o uso do livro didático que já é uma mídia impressa, disponível nas escolas pelo PNLD, complementando-o com as demais mídias como a WEB 2.0, tornando assim a aprendizagem mais significativa e motivadora.
Trabalhar o conteúdo dos livros didáticos, “intercambeando” com a WEB 2.0, para que esses conteúdos sejam atualizados e significativos para os alunos e não somente um “repertório de informações impressas”.


PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

• Debate com o professor, acerca da escolha dos livros didáticos.
• Com o livro em mãos, discutimos por área de conhecimento os temas que poderiam ser trabalhados, utilizando a WEB 2.0.
• Confecção de uma apostila com os temas pré definidos e os sites de sugestão para o trabalho.
• Uso semanal da sala de informática para o desenvolvimento do projeto.

PERÍODO ETAPAS DESENVOLVIDAS
JANEIRO
FEVEREIRO Diagnóstico das necessidades e dificuldades levantadas na avaliação do ano anterior
Com base nos resultados, efetuar uma pesquisa bibliográfica.

MARÇO Elaborar um projeto que contemple sanar as necessidades diagnosticadas.

ABRIL Explanação do projeto para aprovação e interferências positivas.
Entrega do projeto flexível, com divisão do trabalho em etapas.

MAIO Desenvolvimento do trabalho.
Atividades por etapas.
Atualização dos dados.
Readequação do conteúdo.

JUNHO Desenvolvimento do trabalho.
Atividades por etapas.

JULHO Desenvolvimento do trabalho.
Atividades por etapas.

AGOSTO Atividades por etapas.
Sondagem.
Parada pedagógica reflexiva.
Pontos positivos
Pontos negativos

SETEMBRO Coleta de dados.
Tabulação.
Análise.
Atividades por etapas.

OUTUBRO Descrição / Análise.
Atividades conclusivas.

NOVEMBRO Revisão das atividades.
Conclusão dos trabalhos realizados.

DEZEMBRO Conclusão.
Exposição dos trabalhos realizados.
Relatório final.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esse projeto não é um fim em si mesmo, uma idéia acabada, pois ele é cíclico. Coloco aqui como cíclico, pois a cada ano, apesar do livro ser o mesmo por 3 anos, muda-se o perfil do aluno. Assim também se muda o foco dos trabalhos realizados na WEB 2.0.
Um exemplo pode dar: No 2º ano, trabalha-se a questão da água, ilustrada no livro de ciências. No ano seguinte, o novo 2º ano, já não se interessa por “água”, mas sim sobre o folclore, relatado no livro de história.
O livro didático aqui tem de ser visto como um “esqueleto” dos conteúdos organizados de acordo com os PCN’s, pronto para ser “revestido” com informações atualizadas e significativas.
A partir disso, ele deixa de ser, segundo Jean – Claude Forquin: “o conjunto dos conteúdos cognitivos e simbólicos que, selecionados, organizados, “normatizados”, “rotinizados”, sob o efeito dos imperativos da didatização, constituem habitualmente o objeto de uma transmissão deliberada no contexto das escolas”. 5


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, FERNANDO JOSÉ DE: Os computadores na escola.
FURTADO, CÁSSIA: A internet como fonte de pesquisa para o ensino fundamental e médio.
KANASHIRO, CINTIA S.: Livro didático. Discussão na perpectiva de vertentes de análise e compreensão da natureza complexa.
MELLO, GUIOMAR NAMO: O livro didático no sistema de ensino público no Brasil.
Vários autores LER E ESCREVER - COMPROMISSO EM TODAS AS ÁREAS
Vários organizadores PRINCÍPIOS NORTEADORES DO TRABALHO PEDAGÓGICO – UMA PROPOSTA À INTERDISCIPLINARIEDADE

Artigos
• Mídias na Educação – Ciclo Intermediário – Módulo Informática
• Programa Ler e Escrever – Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
• Brasil, Secretaria da Educação Básica – Acervos complementares. AS áreas do conhecimento nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental.
• Aprendizagem colaborativa mediada por computador – Lúcio José Carlos Batista – Julho/2006
Cursos
METODOLOGIAS DE ENSINO DA LEITURA EM TODOS OS COMPONENTES CURRICULARES DO CICLO I DO ENSINO FUNDAMENTAL (LER PARA APRENDER – Formação continuada – Teia do Saber – SEE/SP - Módulo I e II


Sites
WWW.mec.gov.br/PNLD
http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/midia-impressa-midia-sonora-midia-audiovisual-reconstruindo-.htm
http://tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/161240LivroDidatico.pdf