segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Educação Globalizada

A educação está em constante movimento e o professor não pode ficar fora desse processo. Lidar com as mídias, que também estão em constante renovação, faz se necessário um preparo do professor em áreas que nem sempre são só metodológicas. Essa áreas englobam programação de atividades no computador, conhecimento de softwares e para isso senti uma necessidade de me especializar no uso de uma linguagem estrangeira, muito usada nesses casos que é o inglês.



A importância do inglês na carreira profissional

O aprimoramento da carreira escolhida se dá não somente pela prática no campo profissional, mas quando o indivíduo busca se especializar e agregar mais conhecimento.  A comunicação conseguiu alargar sua força com o uso da tecnologia e a relação e troca de informação entre as pessoas se tornaram mais acessíveis. Por isso, a fluência em outros idiomas é uma ferramenta essencial nesse processo.
O inglês ainda permanece no topo das línguas mais utilizadas em negócios e intercâmbios profissionais. Apesar do quadro ter mudado muito nos últimos anos, correspondente à ascensão econômica de alguns países, como a China – no Reino Unido após o espanhol, o mandarim é uma das línguas mais procuradas, o estudo do inglês desempenha um papel fundamental e seu domínio e colabora para abrir portas na esfera profissional, além de pessoal – viagens e novas amizades com pessoas de diferentes culturas.
Quem não optou por investir em línguas não deve perder tempo, é certo que mesmo que não seja usada para o campo das profissões ou carreira, saber um idioma é um caminho para entender outras culturas, conhecer sua música, literatura e forma de pensar de outros povos. A língua é, além de tudo, um transmissor cultural.
A boa notícia é que, se antes os cursos de inglês eram muito caros e distantes da realidade de muitas pessoas, hoje em dia com um pouco de dedicação e um computador, o estudante pode adentrar neste universo do aprendizado. Isso porque além de sites internacionais, como a BBC inglesa, há cursos onlines de idiomas. Podem ser gratuitos ou pagos, há possibilidade de adquirir materiais, ouvir áudios, fazer exercícios interativos e até conversar com professores nativos via Skype.
Neste sentido a internet desempenha um papel muito positivo,  de qualquer parte do mundo é possível ler notícias em inglês de jornais reconhecidos ou participar de blogs e sites com pessoas de todo o mundo. Tendo o cuidado de selecionar bons materiais, é possível aprimorar o conteúdo pessoal em relação ao idioma. Inclusive, com a diminuição das distâncias provocada pela internet, não saber o inglês cria até um hiato na comunicação, até termos da língua inglesa já entraram para nosso vocabulário. Conhecimento é sempre bem-vindo e sempre gera satisfação pessoal.
Quem visa emprego em multinacionais, a fluência em idiomas estrangeiros é uma regra, as parcerias e negócios entre empresas, além do intercâmbio de profissionais, provoca a exigência do conhecimento de outras línguas. Nas áreas de turismo e comunicação pode ser um item que decide uma vaga.
Nunca é tarde para se dedicar a um conhecimento, por isso, se você ainda não domina outro idioma, organize seu tempo e mãos a obra!


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

EDUCADOR PERFIL PROFISSIONAL

Revista Nova Escola
O nosso sistema de ensino contempla 9 anos no ensino fundamental, mais 3 anos no ensino médio e o aluno, se sente preparado para o vestibular? Ingressar em uma faculdade? O que ele aprende, como ele aprende, porque ele aprende.Vamos mergulhar dentro da escola:
  • Aluno do século XXI, inteligentes, espertos, querem respostas pra tudo e tem argumentos para tudo.
  • Educador do século XX, formação acadêmica deficitária, pois existe uma divisão de áreas e metodologias que não permitem que o educador veja o aluno de uma forma integral, completa.
  • Escola do século XIX, um sistema de regras e formação para o trabalho, sem questionamentos.

                
O professor é o elo essencial, pois ele é aluno, educador e escola ao mesmo tempo. Aqui pretendo falar da formação do educador, para que possamos "alinhar" esses três séculos em um. Esse profissional tem de ter uma formação geral humanista/cristã.
Posicionamento, contra as desigualdades, garantindo a todos, as mesmas oportunidades de desenvolvimento das potencialidades.
 Formação específica em seu papel político como agente transformador da cultura.
 Habilidade de interpretar e fazer conexões com vivências de cunho ambiental, econômico, político, social, cultural e educacional. Dialogando com essas vivências no intuito de realizar ações que promovam a qualidade da escola. O processo ensino-aprendizagem deve estar voltado para uma formação integral do aluno, preparando-o para uma atuação ética, sustentável e transformadora na vida pessoal, social, política e no mundo do trabalho.
O profissional deverá ter uma atitude de ação/reflexão/ação ou seja, exige uma atitude reflexiva, fundada na realidade educacional e na pesquisa para a construção de uma prática pedagógica emancipadora. Com o conhecimento social e político, podemos construir uma escola que queremos, ou seja, centrada no ensino contextualizado, na transversalidade dos conteúdos escolares referenciados no conhecimento da realidade, do projeto de educação nacional, do sistema educativo, da escola como instituição de ensino, das diferentes tendências pedagógicas de ensino e aprendizagem do desenvolvimento humano.
Sua prática deve atender à demanda da sociedade brasileira, do sistema de ensino e do diálogo entre educadores nos diferentes níveis do sistema (entre educador e aluno e educador e comunidade).
A formação desse profissional exige o direito e o dever de ter  assegurado, a formação continuada em serviço, centrada na análise, reflexão e efetivação de ações, visando uma educação de qualidade pra todos.
Desenvolver habilidades e competências que expressem a compreensão do educador a respeito da relação entre a escola e a sociedade em geral, a comunicação local, a sua função social e os espaços de atuação nos diferentes níveis de ensino.



quarta-feira, 1 de maio de 2013

ESPAÇO ESCOLAR, ESPAÇO DE CULTURAS



A relação entre crianças de tipos diferentes: brancas, negras, gordas, magras, altas, baixas etc. pode ser tensa em sala de aula, pois pode haver um discurso discriminatório que incorporado por algumas crianças, pode trazer comportamentos introvertidos.
O cotidiano escolar pode apresentar estereótipos que atendam em arte o padrão dominante. Essas imagens são passadas para crianças e jovens que incorporam facilmente o estereótipo de uma ideologia dominante e intensificando uma inferioridade de alguns grupos. De acordo com Ana Célia da Silva (1989 – pg56) “a inculcação do estereótipo inferiorizante visa produzir a rejeição em si próprio, do seu padrão estético, bem como de seus semelhantes.”
A diversidade entre grupos tornam-se pontos de conflito, pois de um lado existe um eu que pensa igual e vive de modo “estável”. Do outro lado, existe um outro, que não pensa como eu e “desestabiliza” a aparente “ordem”.
A palavra ordem aqui vista como estabilidade ou manutenção de um esquema social. Aqui existem dois olhares: A sociedade do eu, tudo o que for mais civilizado X A sociedade do outro, marcada por idéias etnocêntricas que se caracterizam como primitivas, não humanizadas, ou seja, um intruso que trará desordem. Aqui a desordem é vista como destruição e para que isso não ocorra, o eu busca a neutralização do outro, pois mantendo o outro excluído e dominado, permanece uma ilusão de equilíbrio. A ordem é vivida na ausência da diferença.
Na interação entre o eu e o outro, entramos em uma dimensão desconhecida, desestabilizando as estruturas já vigentes e formando novas estruturas, gerando transformações e cooperações entre grupos. Esse processo atribui a construção de uma nova ordem social.
O espaço escolar foi organizado para cumprir uma função social, ou seja, preparar um indivíduo para atuar na sociedade. Com isso, faz-se necessário manter ativos os controles sociais, ou seja, regras aplicadas ao cotidiano escolar que garantam a efetivação do processo educativo.
A escola como espaço institucional, faz-se a pergunta: “Que tipo de cidadão se constrói nesse espaço?” Para responder a essa pergunta, temos de olhar o tipo de ensino administrado nessa escola. O que vemos é um ensino pautado em padrões que atendem as necessidades de um grupo dominante, desconsiderando a pluralidade cultural. Na prática, é uma “imposição” de valores dominantes e conseqüentemente, a utilização de recursos que variam desde a retaliação ou punição até a segregação e marginalização de grupos considerados “outros”.
Dentro do ambiente escolar, temos de trabalhar o “eu” e o “outro”, discutindo as diferenças entre eles, para a construção das relações sociais. Repensar o currículo é redimensionar  as ações que superem essa crise de socialização.
O primeiro passo é a conscientização de todos os envolvidos no processo e a compreensão das dificuldades na vida coletiva. Incluir no currículo, a reflexão, a discussão e o entendimento dos conceitos de identidade como: gênero, etnia, sexualidade, tolerância, preconceito, descriminação, violência etc.
A formação do indivíduo, para a vida e para o mercado de trabalho está baseada, cada vez mais na obtenção de habilidades, atitudes e valores. Não é mais só informação, mas sim conhecimento de si e do outro. Como agir com esses conhecimentos. Ai está o diferencial e este só será construído através da Educação.

domingo, 31 de março de 2013

O PROFESSOR PESQUISADOR E O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM


O processo de aprendizagem se dá em diferentes dimensões.
Conhecimento: Situações em que o educador precisa pensar, comparar, analisar, argumentar, pesquisar, descobrir, articulando conhecimento já construído com os novos, buscando assim conhecimentos significativos.
Afetivo Emocional: Capacidades e limitações no convívio com outras pessoas, construindo parcerias, valores, cooperação, respeito, atenção e solidariedade.
Comunicacional: efetivar propostas de articulação dos conhecimentos construídos com as situações concretas do dia a dia. Desafiar o educando a comunicar-se com as pessoas. Elaborar produção de mão própria. Tomar decisões próprias. participar de grupos de discussão e estudos.
Atitudes e Valores: valores éticos, políticos, sociais, valorizando o conhecimento e a sua autorealização para o bem comum da sociedade. Trabalhar valores como compromisso, responsabilidade, democracia, respeito á individualidade com enfoque na convivência diária.
O papel do professor pesquisador, reflete sobre suas ações, buscando fundamentação teórica, permitindo um movimento dialético de construção do conhecimento sobre si e sobre a sua ação. Esses questionamentos fertilizam um "novo fazer", com um "novo olhar".
Para que esse processo se instale, é necessário que nos espaços escolares, os educadores consigam enxergar as limitações do ato educativo, recriando e redimensionando idéias e iniciativas concretas, visando a transformação.
O professor precisa ser pesquisador, ler a realidade criticamente e intervir de forma alternativa na atitude cotidiana reconstruindo-a.
Criar situações de aprendizagem que promovam a autonomia, recriação, motivando as criações dos alunos como protagonistas e sujeitos do processo. É fundamental valorizar as experiências dos educandos e formar ambientes com materiais de fácil acesso aos alunos e ligados a suas realidades e necessidades curriculares.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

DOCENTE PESQUISADOR



Devido à digitalização das informações, as pessoas encontram-se mergulhadas na cultura digital ao realizar suas atividades cotidianas, como fazer uma compra de supermercado, dar um telefonema, sacar dinheiro no banco etc., mesmo sem se dar conta disso. As tecnologias digitais estimulam a inserção social. A escola, na sua maioria realidade não se tem espaço e nem tempo para se tratar de tecnologias digitais.
 A sensação que se tem é de que a mídia continua fora da escola. Serve só para passar "vídeo". O computador? Você ouve a seguinte pergunta; Funciona/ O que tem lá? -Essa semana estou dando matéria, vou a semana que vem.... Não adianta ter esse espaço se isso não estiver na formação do professor e inserido nas prioridades da escola. Senão o computador da sala dos professores serve para o pessoal da secretaria fazer histórico e imprimir. As tecnologias estão mudando rápido, a sociedade está em constante transformação e a escola ainda carrega giz, lousa e mimeógrafo.
A aprendizagem e a construção do conhecimento significam poder fazer algo com aquilo que foi aprendido: relacionar, explicar, comparar, criticar e, mudar e transformar a realidade a que este mesmo conhecimento se refere. Não bastam alunos e professores saberem manejar computadores ou entendam linguagens computadorizadas, é preciso que consigam relacionar os aspectos das tecnologias da informação com as práticas sociais e culturais.
Para que esses recursos sejam utilizados na escola a serviço da aprendizagem, se faz necessário que os professores sejam familiarizados com esses recursos. Que a relação professor X material a ser trabalhado, seja limpa e sem medos, O professor precisa superar a idéia do “fazer”, da mera transmissão de conhecimentos, para a produção e à “compreensão”, partindo de propostas pedagógicas mais dinâmicas e ativas.
Os processos metodológicos só ganham significado se forem ao encontro do fazer diário, pessoal, com os alunos. A pesquisa precisa ser assumida como norteadora da ação educativa, mas se fazendo necessário provocar no educando o desejo de aprender. “O que mobiliza um aluno, o que o introduz em uma aprendizagem, o que lhe permite assumir as dificuldades da mesma, ou até mesmo as provas, é o desejo de saber e a vontade de conhecer” (MEIRIEU, 1998).
O professor pesquisador é aquele que pesquisa ou que reflete sobre a sua prática. Portanto, aqui temos o paradigma do professor reflexivo,  indagador, , que é um professor que assume a sua própria realidade escolar como um objeto de pesquisa, como objeto de reflexão, com objeto de análise.
A sala de aula precisa ganhar vida, resignificando para constituir de um espaço de reflexão entre educador e educando, refletindo, discutindo, reconstruindo saberes e gerando aprendizagens significativas.
Os processos interativos entre educandos e educadores, a partir de processos de pesquisa, que chamamos de “pesquisa-ação crítica”, pode nos trazer alguns benefícios; A pesquisa nos induz a organizar as informações e a interpretá-las, produzindo conhecimento. Focaliza nossa atenção a pensar sobre o nosso pensar, pois produzimos nossa própria consciência. Cria uma orientação analítica de nosso trabalho. Ajuda-nos a aprender a ensinar a nos mesmos.
Na (re) construção das competências do educador como pesquisador, ele demarca um espaço a ser ocupado - temática docente na qual ele vai se dedicar: Conhece autores, teorias, organiza um processo sistemático de pesquisa e elaboração própria: Promove formulações didáticas na construção de material próprio.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

ACORDO PEDAGÓGICO



Educar não é um papel fácil. Exige aprofundamento teórico, sensibilidade, paciência e, principalmente amor e dedicação para tal ofício. No dia a dia, nos confrontamos com situações difíceis e desafiadoras, mas somos recompensados ao ver o sorriso de uma criança frente a novas descobertas, a satisfação de ver um aluno resolvendo uma questão até a satisfação do aluno, na conquista de novos horizontes, no final de uma etapa. O professor tem de trazer para a sua prática, a filosofia, pois filósofo é: “Indivíduo que investiga princípio e fundamentos...que procura formular uma reflexão, sintetiza, ou relaciona as metodologias e o conhecimento...” (Dicionário Houaiss)
 Uma escola comprometida com valores como disciplina, cidadania, respeito, somadas a atuação conjunta de uma família formada por estudantes, familiares, professores e equipe técnica pedagógica, constrói-se uma trajetória de sucesso. Aqui podemos fazer um acordo pedagógico que consiste na conscientização das regras sociais de boa convivência, a importância de um bom relacionamento com os colegas e funcionários da escola. Esse acordo tem de ser elaborado entre a família, escola e alunos.  


Os anos iniciais do ensino fundamental representam um tempo de ganhar autonomia, de dominar leitura e escrita, de criar rotina e hábito de estudos, de expressar idéias de forma organizada, relatar fatos, lugares e pessoas. Tempo de conhecer o mundo pelos livros e imaginar-se neles. Os anos finais representam um tempo de comunicar-se com competência. Tempo de empregar o raciocínio lógico para compreender o mundo, chegar a conclusões e utilizar tecnologia para ampliar as aquisições, de construir vínculos, de exercitar o respeito incondicional às diferenças.
A escola para dar certo não depende só do professor, mas toda uma estrutura. Cada um tem de fazer a sua parte.