segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

DOCENTE PESQUISADOR



Devido à digitalização das informações, as pessoas encontram-se mergulhadas na cultura digital ao realizar suas atividades cotidianas, como fazer uma compra de supermercado, dar um telefonema, sacar dinheiro no banco etc., mesmo sem se dar conta disso. As tecnologias digitais estimulam a inserção social. A escola, na sua maioria realidade não se tem espaço e nem tempo para se tratar de tecnologias digitais.
 A sensação que se tem é de que a mídia continua fora da escola. Serve só para passar "vídeo". O computador? Você ouve a seguinte pergunta; Funciona/ O que tem lá? -Essa semana estou dando matéria, vou a semana que vem.... Não adianta ter esse espaço se isso não estiver na formação do professor e inserido nas prioridades da escola. Senão o computador da sala dos professores serve para o pessoal da secretaria fazer histórico e imprimir. As tecnologias estão mudando rápido, a sociedade está em constante transformação e a escola ainda carrega giz, lousa e mimeógrafo.
A aprendizagem e a construção do conhecimento significam poder fazer algo com aquilo que foi aprendido: relacionar, explicar, comparar, criticar e, mudar e transformar a realidade a que este mesmo conhecimento se refere. Não bastam alunos e professores saberem manejar computadores ou entendam linguagens computadorizadas, é preciso que consigam relacionar os aspectos das tecnologias da informação com as práticas sociais e culturais.
Para que esses recursos sejam utilizados na escola a serviço da aprendizagem, se faz necessário que os professores sejam familiarizados com esses recursos. Que a relação professor X material a ser trabalhado, seja limpa e sem medos, O professor precisa superar a idéia do “fazer”, da mera transmissão de conhecimentos, para a produção e à “compreensão”, partindo de propostas pedagógicas mais dinâmicas e ativas.
Os processos metodológicos só ganham significado se forem ao encontro do fazer diário, pessoal, com os alunos. A pesquisa precisa ser assumida como norteadora da ação educativa, mas se fazendo necessário provocar no educando o desejo de aprender. “O que mobiliza um aluno, o que o introduz em uma aprendizagem, o que lhe permite assumir as dificuldades da mesma, ou até mesmo as provas, é o desejo de saber e a vontade de conhecer” (MEIRIEU, 1998).
O professor pesquisador é aquele que pesquisa ou que reflete sobre a sua prática. Portanto, aqui temos o paradigma do professor reflexivo,  indagador, , que é um professor que assume a sua própria realidade escolar como um objeto de pesquisa, como objeto de reflexão, com objeto de análise.
A sala de aula precisa ganhar vida, resignificando para constituir de um espaço de reflexão entre educador e educando, refletindo, discutindo, reconstruindo saberes e gerando aprendizagens significativas.
Os processos interativos entre educandos e educadores, a partir de processos de pesquisa, que chamamos de “pesquisa-ação crítica”, pode nos trazer alguns benefícios; A pesquisa nos induz a organizar as informações e a interpretá-las, produzindo conhecimento. Focaliza nossa atenção a pensar sobre o nosso pensar, pois produzimos nossa própria consciência. Cria uma orientação analítica de nosso trabalho. Ajuda-nos a aprender a ensinar a nos mesmos.
Na (re) construção das competências do educador como pesquisador, ele demarca um espaço a ser ocupado - temática docente na qual ele vai se dedicar: Conhece autores, teorias, organiza um processo sistemático de pesquisa e elaboração própria: Promove formulações didáticas na construção de material próprio.