terça-feira, 6 de setembro de 2011
Professor Ivanilson: Escolas públicas vão receber conjunto com livros e...
sábado, 20 de agosto de 2011
NOVOS PARADIGMAS DE SALA DE AULA: CINCO MANDAMENTOS PARA UMA TRANSIÇÃO FELIZ
Portal do CPPO uso das novas tecnologias educacionais na sala de aula está, hoje, num momento de profunda avaliação. Foi-se o tempo em que se comprava tecnologia por tecnologia; educação, algo fundamental para o crescimento e o amadurecimento de um país, não pode ficar nas mãos do mercado. Em todas as regiões do Brasil há, hoje, educadores e pesquisadores tentando mapear o quanto, de fato, o uso dessas soluções está ajudando o aluno a aprender mais e melhor, com menos problemas de comportamento, menos evasão escolar. Aprender é um trabalho duro que pode ou não ser facilitado pelo uso dessas novas tecnologias.
Aqui vão os 5 mandamentos de como seria caminhar em direção à sala de aula interativa da forma mais eficaz possível:
1) Manter o foco no professor, e não na tecnologia. A mera instalação na sala de aula de equipamentos interativos não garante que a classe esteja tendo uma aula interativa, com acesso a novas experiências educacionais. Mais importante do que comprar o produto A ou B é investir tempo e dinheiro para ajudar o professor a se apaixonar por esta nova infraestrutura multimídia e, a partir daí, passar a desenvolver novas aulas. Esse é um desafio importante, e que depende da diretoria de cada escola e da visão de cada fornecedor de soluções educacionais para ser vencido. O professor tem de sentir que ganha, e muito, ao abandonar seus antigos métodos em sala de aula e passar a usar de forma criativa e provocadora as novas tecnologias. Mais do que capacitar o professor quando a nova tecnologia entra na sala de aula, é fundamental manter programas de reciclagem em longo prazo.
2) Oferecer para o professor acesso a uma comunidade para o desenvolvimento de novos conteúdos e novos modelos de aula. Não cabe ao fornecedor A ou B ou à entidade educacional C ou D ser a fonte de conteúdos revolucionários, que farão o melhor uso das novas tecnologias de sala de aula. Esses personagens podem e devem suportar o desenvolvimento desses conteúdos. É papel do professor, de pesquisadores, de especialistas em educação, “inventar” novas e atraentes aulas a partir do novo ambiente educacional. Comunidades locais, comunidades interligadas por redes sociais, comunidades internacionais e comunidades voltadas ao desenvolvimento de conteúdos específicos sobre disciplinas específicas (Português, Matemática, Ciência, etc.) são essenciais para suportar a missão do professor audaz, que anseia desvendar novos horizontes e cativar os alunos ao longo de toda esta caminhada.
3) Fale com quem usa esta tecnologia antes de comprar essas soluções. Procure visitar escolas que já tenham vivido esse processo de transição – migrar de salas de aulas tradicionais para salas multimídia – para saber a verdade sobre esta tendência. Vale a pena falar com os diretores, com os professores e, se possível, acompanhar aulas que aconteçam dentro da sala multimídia. Isso dará à pessoa que busca novos horizontes na educação a percepção do que realmente faz diferença para os alunos, o que é apenas uma mudança cosmética.
4) Prepare-se para aprender muito e mudar seus paradigmas. O verdadeiro educador sabe que tudo muda nesta área e que é impossível voltar ao passado. Em 1910, a Universidade de Chicago realizou um estudo para determinar por quanto tempo um aluno conseguiria prestar atenção à aula. Chegou-se à conclusão de que 50 minutos eram o tempo máximo que um professor conseguiria prender a atenção de um aluno. Estudos recentes realizados também nos EUA mostram que, agora, o tempo máximo de concentração limita-se a intervalos de 8 minutos. Em educação, a quebra de paradigmas não tem fim. O aluno que parece não estar prestando atenção na aula, checando mensagens no Twitter, pode estar procurando informações essenciais para a discussão em sala de aula; numa universidade, o aluno que troca mensagens via Facebook com seu amigo pode estar simplesmente realizando um trabalho em grupo.
5) Nunca esqueça a importância de um conteúdo bem construído. A infraestrutura da sala multimídia pode ajudar o professor a dar uma aula brilhante, atraente, que mantém os alunos conectados a ele todo o tempo. Mas isso não diminui a importância da sólida formação em conhecimentos, da capacidade de estar sempre atualizado. Esse é um valor eterno da educação. Com as novas tecnologias educacionais, a única diferença é que a forma de transmitir esses conhecimentos também é mais atualizada.
A beleza do momento que vivemos hoje é que muitos educadores caminhaam ao encontro da cultura (inclusive cibernética) e dos comportamentos de seus alunos. Boa parte do corpo docente está pronta a ver na tecnologia uma aliada. Isso significa transformação.
Ponto de Vista de Gonçalo Margall é diretor da Sapienti, empresa pioneira no segmento de Tecnologia Educacional.
SECOM/CPP
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
INTERATIVIDADE - AMBIENTES E ESPAÇOS ESCOLARES
A Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006, ,modifica o texto da LDBEN nº 9.394/96, ampliando o ensino fundamental para nove anos de duração (inciso I do parágrafo 3º, artigo 30), estabelecendo o prazo de implantação pelos sistemas de ensino até 2010 (artigo 5º).
No papel ficou assim, mas vamos ver na prática: Estamos em 2011 e em um dos estados mais ricos da Federação – São Paulo, encontramos o ensino fundamental dividido em dois níveis: Ensino Fundamental e Ensino Fundamental de 9 anos. As crianças que freqüentam o ensino fundamental, nada mudou em termos de estrutura da escola, escolha de livros, materiais pedagógicos etc. No ensino fundamental de 9 anos, pouco coisa mudou.
Na estrutura, as escolas públicas ainda não se adequaram para receber as crianças de 6 anos com suas especificidades. Aqui aponto alguns itens que ainda não fazem parte do cotidiano do Ensino Fundamental de 9 anos nas escolas públicas
*Parque
*Brinquedoteca
*Organização curricular que integra várias linguagens.
*Presença do lúdico para o desenvolvimento do letramento.
*Redução do número de alunos por turma, pois 30 para uma única turma e um único professor é insuficiente, pois as crianças nessa faixa etária apresentam especificidades que deverão ser saciadas pelo adulto, necessitando assim de uma auxiliar dia-a-dia.
*Um projeto interdisciplinar, onde o letramento e a integração das linguagens aparecem em todos os momentos da rotina e não mais segmentado em disciplinas.
*Espaço para atividades diversas: na biblioteca, roda de estória, jogos espaço de artes, cantar e ouvir música.
Esses itens apontados anteriormente, podem ainda não estarem totalmente efetivado, mas muita coisa, o professor, a equipe gestora e os demais segmentos da escola, podem fazer acontecer.
Pense na escola que você está, descubra os espaços físicos fora da sala de aula, que você pode aproveitar para desenvolver algum tipo de atividade com seus alunos. O espaço físico de sua sala de aula, pense na possibilidade de montar “cantinhos” ex.
*Cantinho de leitura – livros, gibis, gravuras, globo terrestre, mapas, calendário.
*Cantinho de matemática – jogos, palitos, tampinhas para contagem, ábaco, material dourado, fita métrica.
*Cantinho de brincar – brinquedos lúdicos.
*Cantinho de artes – tinturas, materiais diversos, carimbos, fantoches
Você deve estar pensando: “Colocar tudo isso, mais os alunos e as carteiras?”. Não, são só indicações, que você vai estabelecendo junto com os seus alunos.
Os alunos fazem parte da construção de uma nova sala de aula, assim eles também são responsáveis pela conservação, limpeza e arrumação dos mesmos.
O plano de ensino do 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos, dispõe de objetivos no campo das linguagens, matemática e ciências naturais e humanas, tendo como base o jogo e o letramento.
Os conteúdos curriculares na modalidade disciplinar, dão espaço as atividades relacionadas às linguagens integradas (artes visuais, música, teatro, literatura e expressão corporal).
No espaço externo, que seria o parque, atividades livres ou dirigidas como os jogos de percurso e, no interior da sala, no tempo curricular “Espaço”, desenvolve-se outras linguagens opcionais como jogos de construção, regras, escrita, desenho, recorte/colagem, leitura e modelagem.
A brinquedoteca, pode ser um espaço de brincar, dentro ou fora da sala de aula. Os brinquedos podem ser disponibilizados pela escola APM/CE ou trazidos pelos próprios alunos. Além dos brinquedos, temos também o espaço da sala de informática, com softwares educativos, onde a tecnologia é disponibilizada, não só com computadores e internet, mas também o vídeo e TV.
A rotina semanal de uma classe de 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos, tem de ser diferenciada, pois tem de haver uma adequação dos recursos pedagógicos, referendando os jogos, o lúdico e a exploração do material concreto pelas crianças.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
PROFESSOR E A INTERATIVIDADE EM SALA DE AULA
Aqui, comunicação humana me direciona no processo ensino-aprendizagem que ocorre na sala de aula. A comunicação humana na escola é vista como aluno e professor, transmissor e receptor.
O professor “transmite” os conhecimentos, com a ajuda do livro didático, onde é disposto o conteúdo a ser “dado”, por níveis e o aluno “recebe” esses conteúdos, na crença de que está ‘aprendendo algo”.
Nos dias atuais, com a informação se renovando a cada instante e a importância do sujeito como colaborador dessa informação, o que se vê em sala de aula é somente a transmissão de conteúdos, que muitas vezes não é significativo para o aluno.
A partir do momento que colocarmos o aluno como sujeito do processo, necessitamos de integrá-lo no conhecimento, pois ele faz o conhecimento.
O livro didático tem de ser visto não como uma “obra acabada”, mas como elementos pré-definidos de acordo com os PCN’s, onde seria um ponto de partida para o conhecimento. O seu conteúdo não se esgota em si, mas direciona à caminhos, combinações e relações. Esses caminhos pode-se dizer que seriam “conhecimentos em rede”.
A aprendizagem não seria mais linear e unidirecional, mas sim conexões de aprendizagem bidirecional: aluno ↔ professor, além de conhecimentos externos a sala de aula, ex. Internet.
Qual o papel do professor?
Para um professor trabalhar a não linearidade, mas sim conexões de aprendizagem, ele precisa saber articular essas conexões.
O professor está preparado para essa mudança?
Nós, aqui me incluo também, nunca estamos totalmente preparados, mas temos de ter consciência de que temos de estar em constante formação e informação. Se o ensino está mudando, o nosso aluno, já não é o mesmo da década passada, obrigatoriamente o professor também tem de se renovar.
Com essa renovação, o livro didático fica ultrapassado?
O livro didático não é ultrapassado e nunca será, ele é uma das formas de adquirir conhecimento. Uma plataforma de conteúdos e programas, onde integrado com outras mídias, favorece a expansão dos conhecimentos mais significativos para o aluno.
domingo, 7 de agosto de 2011
PESQUISA LIVRO DIDÁTICO E MÍDIAS EDUCACIONAIS
A escola deve proporcionar a utilização de uma diversidade de recursos didáticos para tornar o ensino-aprendizagem mais eficiente e mais prazeroso. Os recursos didáticos tem de ser vistos como mediadores entre o aluno e a aprendizagem. Além do livro didático, disponível em todas as escolas e escolhido pelo próprio professor, temos também as medias disponíveis, como o computador e a internet.
Aqui em São Paulo, a maioria das escolas públicas, possuem uma sala de informática, com computadores ligados em rede, Se olharmos esses dois pólos: livro didático X internet, vemos que existem alguns questionamentos e ai gostaria de sua opinião:
Para que serve o livro didático ? __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
O livro didático é considerado uma mídia? ( ) sim ( ) não Porque?___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
O que são mídias ? __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
O livro didático é produtor ou reprodutor de conteúdo ?
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O aluno “decora” esse conteúdo ou aprende a “interagir” com ele ?
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O conteúdo do livro didático é significativo para o aluno?
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A distribuição desse livro pelo MEC, garante a aprendizagem do aluno?
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O conteúdo do livro didático se esgota em si?
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Um livro adotado por três anos, pode ser/estar atualizado?
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Já sei, sou muito questionadora, mas quem não questiona, não muda, não evolui e evoluir faz parte do condicionamento humano.Podem me mandar por email, ficarei grata
Grata
Eliana Lourenço Marques
email; elicaroll@uol.com.br
sábado, 18 de junho de 2011
ESBOÇO DO PROJETO MONOGRAFIA PNLD E WEB 2.0
PNLD E A WEB 2.0 – INCREMENTO E COMPLEMENTO
INTRODUÇÃO
“Um livro é mais que um conjunto articulado de idéias, é uma espécie de cumplicidade do autor de alguns pensamentos com o autor de outros pensamentos e práticas sociais que é o leitor. Sem essa cumplicidade não existe o livro.”
(Fernando José de Almeida)
A idéia de trabalhar com o livro didático, como uma das mídias impressas disponíveis na escola, não se esgota em si. Sua utilização pode ser mais incrementada se estiver atrelada a outras mídias.
A escola precisa criar um ambiente e propor situações de práticas sociais de uso da escrita as quais os alunos não tem acesso para que possam interagir intensamente com textos dos mais variados gêneros, identificar e refletir sobre seus diferentes usos sociais, produzir textos e assim construir as capacidades que lhes permitam participar das situações sociais pautadas pela cultura escrita.
O MEC “Ministério da Educação” disponibiliza o PNLD (Programa Nacional de Livros didáticos), onde são distribuídos livros didáticos para todos os alunos da rede pública. O PNLD é um programa avaliado a cada três anos, onde auxilia o professor a escolher livros com qualidade e que tiveram a aprovação de especialistas.
O PNLD é gerido pelo MEC, através da Secretaria de Educação Básica (SEB) e do Fundo Nacional de desenvolvimento da Educação (FNDE) e constitui-se basicamente das seguintes etapas:
● Inscrição das obras pelas editoras junto ao FNDE.
● Seleção técnica e avaliação pedagógica das obras por equipes contratadas pela SEB.
● Produção do Guia de Livros Didáticos. Esse material conterá “as resenhas de livros e das coleções destinadas aos anos iniciais do Ensino Fundamental, os princípios e critérios que nortearam a avaliação pedagógica, os modelos das fichas de análise. O Guia será encaminhado às escolas públicas de ensino fundamental e disponibilizado na internet com o objetivo de auxiliar os professores na escolha das obras didáticas, que serão utilizadas no período a ser estabelecido por Resolução do Conselho Deliberativo do FNDE.1
● A escolha dos livros didáticos. Etapa que deve ficar a cargo dos professores, conforme estabelece o edital de convocação para o PNLD 2010: “Os professores, em consenso, com base na análise das resenhas dos títulos contidos no Guia, escolherão as serem utilizadas em sala de aula de acordo com a proposta pedagógica da escola. [...]”. Após a escolha dos professores, ficará a cargo do diretor da escola o preenchimento e encaminhamento dessa escolha ao FNDE, via internet ou formulário impresso.2
● A aquisição dos livros didáticos pelo FNDE/MEC com base na escolha efetuada pelos professores e no censo escolar.
● A produção, ou seja, a impressão dos livros, de acordo com as especificações técnicas estabelecidas pelo Edital quanto à formato, tipo de papel, gramatura, acabamento.
● Entrega do material pelas editoras à empresa responsável pela distribuição contratada pela FNDE.
Para o PNLD 2010, o FNDE estabeleceu a seguinte estrutura de coleções:
LIVROS CONSUMÍVEIS
1ºS E 2ºS ANOS *Letramento eAlfabetização Linguística
*Alfabetização Matemática
LIVROS NÃO-CONSUMÍVEIS 2º ANO
*Ciências
*História e Geografia
LIVROS NÃO CONSUMÍVEIS PARA
3º; 4º E 5º ANO *Lingua Portuguesa
*Matemática
*ciências
*História e Geografia
LIVROS REGIONAIS NÃO CONSUMÍVEIS PARA O 4º E 5º ANO *História
*Geografia
O livro didático vai continuar sendo um elemento chave para o ensino e a aprendizagem. Mas tenderá a ser combinado com outras tecnologias de informação. O Brasil caminha muito devagar neste aspecto, mas a direção está dada pela experiência internacional.
Quanto mais livros didáticos possibilitarem uma “conversa” com outros materiais e, principalmente outras mídias, mais se dará uma redefinição do papel do texto escrito como material de apoio ao ensino e aprendizagem.
Na escola, temos os livros didáticos disponíveis para todos os alunos. Assim, abrimos os seguintes questionamentos:
■ Para que serve o livro didático?
■ O livro didático é considerado uma mídia?
■ O que é uma mídia?
■ O livro didático é produtor ou reprodutor de conteúdo?
■ O aluno “decora” esse conteúdo ou aprende a “interagir” com ele?
■ O conteúdo do livro didático é significativo para o aluno?
■ A distribuição desse livro pelo MEC garante a aprendizagem do aluno?
■ O conteúdo do livro didático se esgota em si?
■ Um livro adotado por três anos pode estar sempre atualizado?
Na escola onde trabalho, os livros didáticos são escolhidos com critérios e aguardado pelo professor, para nortear o seu planejamento.
Além do livro didático distribuído pelo MEC, a escola disponibiliza outros recursos didáticos como a sala de informática, onde existe nove computadores ligados em rede e uma impressora.
Apesar desses recursos disponíveis na escola, em 2008, nosso IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo) não atingiu a meta estabelecida. Com base nesse dado, nosso projeto pedagógico voltou-se ao uso de todos os recursos disponíveis para alcançar a aprendizagem do aluno, pois tudo o que ajuda a aprendizagem, cumpre à escola patrocinar: computadores, cadernos, livros, vídeo e todo o material escolar.
No ano de 2009, nosso IDESP foi de 120% da meta, repetindo-se também esse índice no IDESP de 2010.
http://idesp.edunet.sp.gov.br/arquivos2008/037667.pdf
http://idesp.edunet.sp.gov.br/arquivos2009/037667.pdf
http://idesp.edunet.sp.gov.br/arquivos2010/037667.pdf
JUSTIFICATIVA
[...] Para aprender tudo com maior facilidade, devem utilizar-se quanto mais sentidos se possa... Por exemplo: Devem ir juntos sempre o ouvido com a vista e a língua com as mãos [...]
J. A. Comenio
A Escola Estadual Paulo Nogueira Filho é uma escola de ensino fundamental I da capital no Estado de São Paulo. Possui 10 salas do 1º ao 5º ano no período da manhã e 10 salas do 1º ao 5º ano no período da tarde.
No ano de 2005 a escola ganhou mais um espaço. A sala de informática, com 10 computadores ligados em rede e uma impressora.
Durante os anos de 2005, 2006 e 2007, a sala de informática era pouco utilizada, pois a maioria dos professores não sabia como ou não se interessavam em integrar esse tipo de mídia em suas aulas. Paralelo a isso, tínhamos a sala de leitura, em um outro espaço, com cerca de 2000 livros paradidáticos e uns 500 livros didáticos de diversas áreas e séries, além daqueles já distribuídos para o aluno no começo do ano.
Os livros paradidáticos eram emprestados para os alunos semanalmente, onde eles traziam trabalhos e resenhas desse material. Durante o momento de leitura, o professor formava turmas e aplicava um reforço de conteúdo, utilizando os livros didáticos disponíveis ali.
No ano de 2008, passou a ocupar o mesmo espaço a “sala de leitura” e a “sala de informática”. A partir daí, comecei a fazer um trabalho com os professores sobre o uso mais criativo da sala de informática.
Como os computadores não eram em número suficiente para todos os alunos, a classe era dividida em turmas, onde uma turma fazia leitura e a outra turma fazia pesquisa na internet ou site de jogos.
Assim, muitos professores começaram a trabalhar os temas do livro didático, desenvolvendo pequenos projetos, onde o objetivo era de que o aluno pesquisasse seu próprio conhecimento, a partir do conteúdo dado pelo professor e que muitas vezes, já tinham indicações de pesquisa no próprio livro didático.
No ano de 2008, não conseguimos atingir a nossa meta do IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação em São Paulo). Questionamo-nos e chegamos a conclusão de que teríamos de renovar a nossa prática pedagógica.Mas tinha algo que está despontando como uma saída: Esses projetos que foram desenvolvidos na sala de informática, foram um chamariz para os alunos, pois eles se envolveram bastante e tivemos bons resultados. Chegamos a conclusão de que a nossa prática pedagógica deve estar pautada na utilização de vários recursos para ensinar e aprender. As aulas integradas com as mídias são mais motivadoras e faz com que o aluno se torne o sujeito da aprendizagem. O livro didático pode ser “atualizado” e reformulado, de acordo com as necessidades do educando. A aprendizagem se torna mais significativa, tanto para o aluno, como também para o professor, pois ele observa resultados positivos em relação ao desempenho do aluno.
Conforme o quadro:
GRÁFICO 1: Órgãos do sentido e a captação do mundo exterior
Fonte: CASTRO (1986)
GRÁFICO 2 - Tempo necessário para a assimilação das qualidades essenciais de um objeto
Fonte: P. F. JAMOV (1971)
Os estudantes participam mais ativamente e com diferentes mecanismos sensoriais, pois mudanças nas atividades (visual, auditiva, prática), levam a uma maior retenção na memória dos conhecimentos aprendidos. Ao comparar a retenção na memória, ao cabo de três dias (72 horas), de um mesmo conceito aprendido por diferentes vias, os estudantes podiam recordar:
10% do que leram; 20% do que escutaram; 30% do que viram; 50% do que viram e escutaram; 70% do que discutiram; 90% do que explicaram e realizaram praticamente. 3
Como educadores não podemos fechar os olhos aos progressos e avanços das novas tecnologias. Temos o dever de conhecer as tecnologias, entrar no seu interior, na sua lógica para que a utilizemos no sentido de alcançar nossos fins, realizar nossos projetos. 4
Focando o olhar no nosso planejamento, vimos que podemos utilizar vários recursos para ensinar o conteúdo. A partir daí, fizemos um levantamento dos recursos e mídias disponíveis na escola, incrementando assim nossa didática e envolvendo os alunos para uma aprendizagem mais significativa e com resultados. Na escola temos computador, internet, CD, DVD, livros didáticos e livros paradidáticos e com esses recursos, podemos incrementar os conteúdos do livro didático.
O livro didático é um grande aliado do trabalho do professor. Uma de suas principais funções deve ser a de representar uma fonte de referência do conhecimento organizado, sistematizado e historicamente produzido, tanto para alunos quanto para professores. Outra função é contribuir para o trabalho docente de modo a lhe possibilitar uma organização didática baseada em determinadas concepções de aprendizagem.
O livro didático não deve ser seguido pelo professor como uma regra, sem uma análise crítica da proposta, mas sim reconhecido como o regente de sua ação pedagógica, podendo selecionar e elaborar atividades que sejam adequadas à realidade e as necessidades dos alunos.
A articulação de todos esses recursos, a partir do livro didático disponível para cada aluno, faz da aprendizagem algo mais significativo para o aluno.
O livro didático vai continuar sendo um elemento chave para o ensino e a aprendizagem, mas tenderá a ser combinado com outras tecnologias de informação.
O Brasil caminha muito devagar neste aspecto, mas a direção já está dada pela experiência internacional.
Quanto mais livros didáticos possibilitarem uma “conversa” com outros materiais, melhor será a integração dos contextos de interatividade dos meios de ensino. Isso provavelmente levará a uma redefinição do papel do livro didático como material de apoio ao ensino e a aprendizagem. As editoras já estão atentas para isto e algumas ensaiam a produção de livros combinados com softwares.
Podemos assim incrementar o livro didático com a internet nas várias áreas:
MATEMÁTICA E TECNOLOGIA
A criança tem contato com a matemática, desde pequenina, quando faz a contagem de brinquedos, desenhos (representações) de espaço e objetos, classificação de seus brinquedos e como e onde guardá-los. A escola assume um papel de fazer o elo entre a sua cultura desenvolvida no seio familiar e a cultura escolar.
A abordagem matemática valoriza a construção do conhecimento matemático, as brincadeiras infantis, os jogos, as experimentações, introduzindo a criança ao pensar matemático.
A matemática produz modelos de diversas situações, incluindo as práticas sociais e de outras áreas do conhecimento.
Competências
• Identificar as relações e conceitos matemáticos.
• Usar o raciocínio matemático para a compreensão do mundo que o cerca.
• Avaliar os resultados obtidos na solução de situações problemas.
• No campo da informação, o desafio é organizar e classificar dados a partir de critérios.
• A interação de grandezas e medidas até o trabalho com grandezas mais complexas, como a velocidade.
• Envolver os alunos com situações que dêem significado aos números e às operações.
• Capacidade de contar coleções, comparar e quantificar grandezas e realizar codificações.
• O pensamento geométrico surge da interação espacial com os objetos e movimentos no mundo físico e desenvolver-se por meio das competências de localização, visualização, representação e construção de figuras.
Os recursos didáticos para o ensino de matemática
Materiais didáticos de manipulação:
• Material dourado: utilizado para auxiliar a criança a entender no registro numérico, a idéia dos agrupamentos (base 10) e trocas.
• Jogos e brinquedos; exploram conhecimentos matemáticos em contextos próprios do mundo infantil.
• Livros de histórias infantis; onde a criança é chamada a intervir, dar opiniões, antecipar o que vai acontecer utilizar a sua criatividade, propondo novos finais e a obra pode ser aproveitada para o aluno identificar conceitos e discutir procedimentos matemáticos. Após ler a história, o professor poderá supor situações do cotidiano escolar em que escolha e decisão dependam da coleta, organização e tratamento de dados. Com livros de experimentos, teremos a oportunidade de propor a organização dos resultados dos experimentos em tabelas e gráficos para uma melhor observação dos resultados.
• O sistema de numeração decimal é contemplado e está incluído em obras com situações em que as operações adquirem sentido.
• Interação espacial com os objetos e os movimentos no mundo físico, desenvolvendo por meio de competências de localização, visualização, representação e construção das figuras.
• Observar figuras nas superfícies dos objetos do mundo físico.
• Enfocar a atribuição de significados aos conteúdos matemáticos, destacamos a contextualização e a interdisciplinariedade. Muitas obras trazem situações que articulem naturalmente os conceitos e procedimentos matemáticos com o conhecimento de outras áreas.
SITES INTERESSANTES
Matemática - ICMC/USP
http://educar.sc.usp.br/matematica/index.html
Curso de Matemática para professores de 1ª a 4ª série. São cinco módulos que enfocam desde o surgimento dos números até as operações com frações. Além de textos teóricos, há várias sugestões de exercícios.
Centro de Aperfeiçoamento do Ensino de Matemática (CAEM) - IME/USP
http://www.ime.usp.br/caem/caem.php
Lista de cursos, oficinas, publicações e links sobre Matemática.
A mágia dos números
http://nautilus.fis.uc.pt/mn/p_index.html
Jogos matemáticos de raciocínio e lógica, excelentes para serem utilizados como motivação.
http://www.somatematica.com.br
http://www.exercicios-de-matematica.com
http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/obino/exercicios.htm
http://www.prof2000.pt/users/rosaritos/testes/index.htm
http://matematicananet.com/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=336&Itemid=29
http://web.educom.pt/pr1305/mat_problema.htm
HISTÓRIA E TECNOLOGIA
O livro didático foi e sempre será solicitado, pois é um programa governamental de apoio a educação. Bem, todo o ano se escolhe o livro para o ano seguinte, PNLD.
Na escolha do livro, tem de se ficar atento, pois o livro deve ser de acordo com a realidade escolar e da classe. Aqui me pego em algumas questões:
1º A escolha é para essa mesma classe o ano que vem ou escolho para a série deste ano, sem me preocupar se no próximo ano, as séries terão o mesmo perfil das séries deste ano? Falo séries, porque a mudança de série para ano está sendo gradativa, pois ainda estamos trabalhando com séries, mas os livros chegaram como se já fosse ano.
2º O livro é só um apoio ou faço o meu plano a partir do seu conteúdo exposto?
3º Se trabalho com projetos, remetendo a interdisciplinaridade, pra que livros separados por séries?
4º Aqui, no caso, história corre-se o risco das informações estarem defasadas?
Segundo “MACHADO, Sobre livros didáticos, quatro pontos”,
“Insistimos em que livro didático precisa ter seu papel redimensionado, diminuindo-se sua importância relativamente a outros instrumentos didáticos, como o caderno, seu par complementar, e outros materiais, de um amplo espectro que inclui textos paradidáticos, não didáticos, jornais, revistas, redes informacionais etc. a articulação de todos esses recursos, tendo em vista as metas projetadas para as circunstâncias concretas vivenciadas por seus alunos, é uma tarefa da qual o professor jamais poderá abdicar e sem a qual seu ofício perde muito do seu fascínio.
É importante registrar que, ao pretender a diminuição da importância relativa do livro, situamo-nos bem distantes daqueles que, algumas vezes, pretendem sua simples eliminação; temos como assentado que, utilizado de modo adequado, o livro mais precário é melhor do que nenhum livro, enquanto o mais sofisticado dos livros torna-se pernicioso, se utilizado de modo catequético.”
O ensino de história faz uso de diferentes linguagens por meio de fotografias, filmes, textos variados, objetos, poesias, literatura, música e outros para a compreensão do processo de construção da realidade e dos documentos históricos. O livro didático aqui, não é um simples transmissor de conhecimentos, mas o de facilitador para que esse conhecimento seja reconstruído e reinventado por alunos e professores visando a autonomia intelectual e moral.
A realização de pesquisas é a peça-chave em todo o processo de ensino. Ademais, em um mundo saturado de imagens, notícias, sons que nos chegam de todos os lados, a busca e a seleção de informações passa a ser fundamental. Os livros nos trazem o incentivo à busca de informações em diferentes fontes de pesquisa – entrevistas, livros, internet etc.
No ensino fundamental I, podemos desenvolver unidades de estudo, que seguem uma linha mestra, aprofundando os conceitos de permanência/mudança, semelhança/diferença, anterioridade/simultaneidade, sociedade/relações sociais, cultura, economia e política.
Os livros de história devem apresentar ao aluno, gradativamente, a História e a formação do povo brasileiro. Para isso, parte-se da identidade individual e familiar de cada aluno, para grupos mais amplos, como a comunidade, a cidade, o país.
Na http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Cronologia_da_hist%C3%B3ria_do_mundo, temos uma completa linha do tempo, onde podemos explorar com os alunos que tudo se tem uma causa e um efeito. Os fatos estão todos inter-relacionados e interdependem entre si.
O tema Identidade como tema central, oferece situações didáticas que possibilitam o aluno a falar de sua própria identidade, tanto individual quanto social. No http://www.museudapessoa.net, o aluno pode conhecer mas mais variadas histórias de pessoas, fatos e lugares. Pode também se cadastrar e escrever a sua própria estória. Para inserir o indivíduo na sociedade, podemos explorar o site http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/index.htm
O tema Vida em comunidade o aluno identifica os diferentes grupos sociais de que faz parte e percebe os diferentes papéis que desempenha em cada um deles, explorando as situações de convívio – trabalho, lazer, festas, costumes. No site http://pibmirim.socioambiental.org/quem-sao temos uma explanação do povo indígena.
QUADRO TEÓRICO DE REFERÊNCIA
PRINCÍPIOS NORTEADORES DO TRABALHO PEDAGÓGICO – UMA PROPOSTA À INTERDISCIPLINARIEDADE *Ana Helena de Freitas Gil
*Ana Maria Veloso
*Eliane Kloster Ribeiro Hamann
*Lourdes Sirtoli de Oliveira
*Oralda Adur de Souza
*Reinaldo Hermann Júnior
Roberto Costacurta Alves Pinto
*Santina Célia Bordini
*Simone Regina Manosso Cartaxo
Essa publicação aborda os princípios norteadores de uma proposta de trabalho pedagógico e um referencial teórico – prático relacionado ao processo ensino-aprendizagem, abordando as várias áreas do conhecimento.
O material é formado por:
• Livros “Aventura do Aprender”, onde há uma seqüência de atividades que poderão ser realizadas em casa ou na escola. Os livros contemplam atividades de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, Geografia, Arte e Educação Física.
• Encartes com o propósito de enriquecer as atividades propostas nos livros.
• Passaporte do leitor, onde o aluno registra os principais enfoques de obras literárias infantis.
• Agenda para organizar as atividades diárias.
• Suplementos de Geografia e História, com conteúdo específico sobre as Unidades da Federação, acompanham os materiais da série correspondente.
• Um CD-ROM com atividades relacionadas ao livro, acompanha o conjunto de materiais do aluno.
• Agenda para o professor, que traz uma exposição sobre referenciais teóricos e metodológicos, dispostos convenientemente nas áreas do conhecimento, com seus conteúdos distribuídos em séries e bimestres.
LER E ESCREVER - COMPROMISSO EM TODAS AS ÁREAS *Iara Conceição Bitencout Neves
*Jusamara Vieira de Souza
*Neiva Otero Schaffer
*Paulo Coimbra Guedes
*Renata Klusener
Esse livro foi organizado por professores que integram a equipe do Núcleo de Integração Universidade & Escola (NIUS/UFRGS), onde se oportuniza o encontro de diferentes práticas e orientações teóricas, com vistas a qualificar a educação, fortalecendo a ação pedagógica em todas as áreas do conhecimento.
O livro contribui para a formação de alunos e professores leitores/escritores, que é um passo fundamental para a construção de uma sociedade leitora.
A partir de alguns questionamentos colocados:
• Como reverter a má qualidade de leitura e de escrita dos estudantes em geral?
• A quem compete a responsabilidade de reverter essa situação?
• O que seria ler e escrever nas diferentes áreas do conhecimento do currículo escolar?
Os organizadores dessa obra, desenvolvem uma reflexão sobre o desenvolvimento da leitura e escrita em todas as áreas do conhecimento a saber:
• Ler e escrever em artes visuais
• Idéias e palavras na/da ciência ou leitura e escrita: o que a ciência tem a ver com isso?
• Ler e escrever também com o corpo em movimento.
• Leitura e escrita na geografia ontem e hoje. Ler e escrever a geografia para dizer a sua palavra e construir o seu espaço. Ler a paisagem, o mapa, o livro.
• Leitura e escrita na história.
• Os desafios (?) do ensinar a ler e a escrever em língua estrangeira.
• Não apenas o texto, mas o diálogo em língua escrita é o conteúdo da aula de português.
• A literatura e o leitor. Ler e escrever literatura: a mediação do professor.
• Ler, escrever e compreender a matemática, ao invés de tropeçar nos símbolos. Leitura e escrita na matemática.
• Sobre as múltiplas formas de ler e escrever música.
• Ler e escrever na biblioteca.
O LIVRO DIDÁTICO NO SISTEMA DE ENSINO PÚBLICO NO BRASIL *Guiomar Namo de Mello
Um manual de uso do livro didático no Brasil, sua relação com o currículo, sua qualidade, sua praticidade e a sua integração com as demais mídias. (softwares)
PROGRAMA NACIONAL DO LIVRO DIDÁTICO http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=668&id=12391&option=com_content&view=article
Um site sobre o PNLD:
Um breve histórico. Escolha do livro didático. Guia do livro didático
O LIVRO DIDÁTICO EM QUESTÃO http://tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/161240LivroDidatico.pdf
É uma série de programas do Salto para o Futuro/TV Escola, que tem como proposta geral fazer uma reflexão sobre o papel do livro didático na escola.
São explanados relatos de experiências pedagógicas bem sucedidas
utilizando o livro didático em cinco programas da série contribuindo assim para o aperfeiçoamento na utilização do livro didático nas escolas, especialmente em relação aos livros disponibilizados pelo PNLD – Programa Nacional do Livro Didático do MEC.
PGM 1 - O livro didático de Ciências
PGM 2- O livro didático de Matemática
PGM 3- O livro didático de Geografia
PGM 4- O livro didático de História
PGM 5 - O livro didático de Língua Portuguesa
A INTERNET COMO FONTE DE PESQUISA PARA O ENSINO
FUNDAMENTAL E MÉDIO Cassia Furtado, CRB-13/310
Aborda-se sobre a Internet como instrumento pedagógico, enriquecendo
os recursos bibliográficos da biblioteca escolar. Identifica-se sites especializados
para a pesquisa escolar do ensino fundamental e médio.
OBJETIVOS
Incrementar o uso do livro didático que já é uma mídia impressa, disponível nas escolas pelo PNLD, complementando-o com as demais mídias como a WEB 2.0, tornando assim a aprendizagem mais significativa e motivadora.
Trabalhar o conteúdo dos livros didáticos, “intercambeando” com a WEB 2.0, para que esses conteúdos sejam atualizados e significativos para os alunos e não somente um “repertório de informações impressas”.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
• Debate com o professor, acerca da escolha dos livros didáticos.
• Com o livro em mãos, discutimos por área de conhecimento os temas que poderiam ser trabalhados, utilizando a WEB 2.0.
• Confecção de uma apostila com os temas pré definidos e os sites de sugestão para o trabalho.
• Uso semanal da sala de informática para o desenvolvimento do projeto.
PERÍODO ETAPAS DESENVOLVIDAS
JANEIRO
FEVEREIRO Diagnóstico das necessidades e dificuldades levantadas na avaliação do ano anterior
Com base nos resultados, efetuar uma pesquisa bibliográfica.
MARÇO Elaborar um projeto que contemple sanar as necessidades diagnosticadas.
ABRIL Explanação do projeto para aprovação e interferências positivas.
Entrega do projeto flexível, com divisão do trabalho em etapas.
MAIO Desenvolvimento do trabalho.
Atividades por etapas.
Atualização dos dados.
Readequação do conteúdo.
JUNHO Desenvolvimento do trabalho.
Atividades por etapas.
JULHO Desenvolvimento do trabalho.
Atividades por etapas.
AGOSTO Atividades por etapas.
Sondagem.
Parada pedagógica reflexiva.
Pontos positivos
Pontos negativos
SETEMBRO Coleta de dados.
Tabulação.
Análise.
Atividades por etapas.
OUTUBRO Descrição / Análise.
Atividades conclusivas.
NOVEMBRO Revisão das atividades.
Conclusão dos trabalhos realizados.
DEZEMBRO Conclusão.
Exposição dos trabalhos realizados.
Relatório final.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esse projeto não é um fim em si mesmo, uma idéia acabada, pois ele é cíclico. Coloco aqui como cíclico, pois a cada ano, apesar do livro ser o mesmo por 3 anos, muda-se o perfil do aluno. Assim também se muda o foco dos trabalhos realizados na WEB 2.0.
Um exemplo pode dar: No 2º ano, trabalha-se a questão da água, ilustrada no livro de ciências. No ano seguinte, o novo 2º ano, já não se interessa por “água”, mas sim sobre o folclore, relatado no livro de história.
O livro didático aqui tem de ser visto como um “esqueleto” dos conteúdos organizados de acordo com os PCN’s, pronto para ser “revestido” com informações atualizadas e significativas.
A partir disso, ele deixa de ser, segundo Jean – Claude Forquin: “o conjunto dos conteúdos cognitivos e simbólicos que, selecionados, organizados, “normatizados”, “rotinizados”, sob o efeito dos imperativos da didatização, constituem habitualmente o objeto de uma transmissão deliberada no contexto das escolas”. 5
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALMEIDA, FERNANDO JOSÉ DE: Os computadores na escola.
FURTADO, CÁSSIA: A internet como fonte de pesquisa para o ensino fundamental e médio.
KANASHIRO, CINTIA S.: Livro didático. Discussão na perpectiva de vertentes de análise e compreensão da natureza complexa.
MELLO, GUIOMAR NAMO: O livro didático no sistema de ensino público no Brasil.
Vários autores LER E ESCREVER - COMPROMISSO EM TODAS AS ÁREAS
Vários organizadores PRINCÍPIOS NORTEADORES DO TRABALHO PEDAGÓGICO – UMA PROPOSTA À INTERDISCIPLINARIEDADE
Artigos
• Mídias na Educação – Ciclo Intermediário – Módulo Informática
• Programa Ler e Escrever – Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
• Brasil, Secretaria da Educação Básica – Acervos complementares. AS áreas do conhecimento nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental.
• Aprendizagem colaborativa mediada por computador – Lúcio José Carlos Batista – Julho/2006
Cursos
METODOLOGIAS DE ENSINO DA LEITURA EM TODOS OS COMPONENTES CURRICULARES DO CICLO I DO ENSINO FUNDAMENTAL (LER PARA APRENDER – Formação continuada – Teia do Saber – SEE/SP - Módulo I e II
Sites
WWW.mec.gov.br/PNLD
http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/midia-impressa-midia-sonora-midia-audiovisual-reconstruindo-.htm
http://tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/161240LivroDidatico.pdf
segunda-feira, 13 de junho de 2011
PROJETO DE PESQUISA LIVRO DIDÁTICO E A WEB 2.0
O Livro Didático Contribui Até Que Ponto Para O Professor?
Autor: Paulo Marcelo PaulekLIVRO DIDÁTICO CONTRIBUI ATÉ QUE PONTO PARA O PROFESSOR?
Será que o livro didático contribuiu ou contribui para o conhecimento da população brasileira?
A primeira resposta possível; certamente seria com uma outra questão que ainda poderira ser muito pior. E se não existisse o livro didático, como seria o ensino em nosso país?
O ensino no Brasil é baseado no livro didático, e isso foi compreendido, como a fonte principal do conhecimento, basta apenas trabalhar diariamente com o livro didático,
que o conhecimento é absorvido facilmente, tanto para quem ensina como para quem aprende.
Vendo por esse lado entendemos que o livro didático contribui e muito para o desenvolvimento da sociedade brasileira, o que faltou até hoje foi uma visão de que o livro didático é um objeto muito importante, para quem da importância para o mesmo, até porque muitos olham o livro didático como um objeto padronizado que não faz o aluno pensar e muito menos o professor cumprir suas tarefas com perfeição. Mas esquecem que ele é apenas um instrumento de apoio para o professor, e deixam para o livro o serviço que é do professor.
O professor tem que saber que a utilização do livro didático é apenas para tornar seu trabalho mais fácil e rápido para determinadas situações. O papel do professor vai além de um livro didático e o conteúdo exposto no livro didático é apenas para orientar o trabalho do professor. E saber interpretar os sentidos que estão nele, é apenas um conhecimento que o professor deverá saber.
A atitude de cada professor é a busca pelo conhecimento, pois ele deverá ser um pesquisador, um conhecedor dos mecanismos que irão ajuda-lo na sua carreira educacional.
Não devemos ver o livro didático, como um instrumento único e perfeito, com todas as respostas feitas e finalizadas. Não é este o caminho que devemos seguir.
E sim de profissionais preparados e informados com o que passa ao seu redor, pois é preciso aprender e sempre, pois são as inúmeras competências que poderam nos ajudar na nossa caminhada escolar.
http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/o-livro-didatico-contribui-ate-que-ponto-para-o-professor-1270835.html
Perfil do Autortranquilo, professor, pai de família, trabalhador, honesto.


