domingo, 31 de março de 2013

O PROFESSOR PESQUISADOR E O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM


O processo de aprendizagem se dá em diferentes dimensões.
Conhecimento: Situações em que o educador precisa pensar, comparar, analisar, argumentar, pesquisar, descobrir, articulando conhecimento já construído com os novos, buscando assim conhecimentos significativos.
Afetivo Emocional: Capacidades e limitações no convívio com outras pessoas, construindo parcerias, valores, cooperação, respeito, atenção e solidariedade.
Comunicacional: efetivar propostas de articulação dos conhecimentos construídos com as situações concretas do dia a dia. Desafiar o educando a comunicar-se com as pessoas. Elaborar produção de mão própria. Tomar decisões próprias. participar de grupos de discussão e estudos.
Atitudes e Valores: valores éticos, políticos, sociais, valorizando o conhecimento e a sua autorealização para o bem comum da sociedade. Trabalhar valores como compromisso, responsabilidade, democracia, respeito á individualidade com enfoque na convivência diária.
O papel do professor pesquisador, reflete sobre suas ações, buscando fundamentação teórica, permitindo um movimento dialético de construção do conhecimento sobre si e sobre a sua ação. Esses questionamentos fertilizam um "novo fazer", com um "novo olhar".
Para que esse processo se instale, é necessário que nos espaços escolares, os educadores consigam enxergar as limitações do ato educativo, recriando e redimensionando idéias e iniciativas concretas, visando a transformação.
O professor precisa ser pesquisador, ler a realidade criticamente e intervir de forma alternativa na atitude cotidiana reconstruindo-a.
Criar situações de aprendizagem que promovam a autonomia, recriação, motivando as criações dos alunos como protagonistas e sujeitos do processo. É fundamental valorizar as experiências dos educandos e formar ambientes com materiais de fácil acesso aos alunos e ligados a suas realidades e necessidades curriculares.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

DOCENTE PESQUISADOR



Devido à digitalização das informações, as pessoas encontram-se mergulhadas na cultura digital ao realizar suas atividades cotidianas, como fazer uma compra de supermercado, dar um telefonema, sacar dinheiro no banco etc., mesmo sem se dar conta disso. As tecnologias digitais estimulam a inserção social. A escola, na sua maioria realidade não se tem espaço e nem tempo para se tratar de tecnologias digitais.
 A sensação que se tem é de que a mídia continua fora da escola. Serve só para passar "vídeo". O computador? Você ouve a seguinte pergunta; Funciona/ O que tem lá? -Essa semana estou dando matéria, vou a semana que vem.... Não adianta ter esse espaço se isso não estiver na formação do professor e inserido nas prioridades da escola. Senão o computador da sala dos professores serve para o pessoal da secretaria fazer histórico e imprimir. As tecnologias estão mudando rápido, a sociedade está em constante transformação e a escola ainda carrega giz, lousa e mimeógrafo.
A aprendizagem e a construção do conhecimento significam poder fazer algo com aquilo que foi aprendido: relacionar, explicar, comparar, criticar e, mudar e transformar a realidade a que este mesmo conhecimento se refere. Não bastam alunos e professores saberem manejar computadores ou entendam linguagens computadorizadas, é preciso que consigam relacionar os aspectos das tecnologias da informação com as práticas sociais e culturais.
Para que esses recursos sejam utilizados na escola a serviço da aprendizagem, se faz necessário que os professores sejam familiarizados com esses recursos. Que a relação professor X material a ser trabalhado, seja limpa e sem medos, O professor precisa superar a idéia do “fazer”, da mera transmissão de conhecimentos, para a produção e à “compreensão”, partindo de propostas pedagógicas mais dinâmicas e ativas.
Os processos metodológicos só ganham significado se forem ao encontro do fazer diário, pessoal, com os alunos. A pesquisa precisa ser assumida como norteadora da ação educativa, mas se fazendo necessário provocar no educando o desejo de aprender. “O que mobiliza um aluno, o que o introduz em uma aprendizagem, o que lhe permite assumir as dificuldades da mesma, ou até mesmo as provas, é o desejo de saber e a vontade de conhecer” (MEIRIEU, 1998).
O professor pesquisador é aquele que pesquisa ou que reflete sobre a sua prática. Portanto, aqui temos o paradigma do professor reflexivo,  indagador, , que é um professor que assume a sua própria realidade escolar como um objeto de pesquisa, como objeto de reflexão, com objeto de análise.
A sala de aula precisa ganhar vida, resignificando para constituir de um espaço de reflexão entre educador e educando, refletindo, discutindo, reconstruindo saberes e gerando aprendizagens significativas.
Os processos interativos entre educandos e educadores, a partir de processos de pesquisa, que chamamos de “pesquisa-ação crítica”, pode nos trazer alguns benefícios; A pesquisa nos induz a organizar as informações e a interpretá-las, produzindo conhecimento. Focaliza nossa atenção a pensar sobre o nosso pensar, pois produzimos nossa própria consciência. Cria uma orientação analítica de nosso trabalho. Ajuda-nos a aprender a ensinar a nos mesmos.
Na (re) construção das competências do educador como pesquisador, ele demarca um espaço a ser ocupado - temática docente na qual ele vai se dedicar: Conhece autores, teorias, organiza um processo sistemático de pesquisa e elaboração própria: Promove formulações didáticas na construção de material próprio.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

ACORDO PEDAGÓGICO



Educar não é um papel fácil. Exige aprofundamento teórico, sensibilidade, paciência e, principalmente amor e dedicação para tal ofício. No dia a dia, nos confrontamos com situações difíceis e desafiadoras, mas somos recompensados ao ver o sorriso de uma criança frente a novas descobertas, a satisfação de ver um aluno resolvendo uma questão até a satisfação do aluno, na conquista de novos horizontes, no final de uma etapa. O professor tem de trazer para a sua prática, a filosofia, pois filósofo é: “Indivíduo que investiga princípio e fundamentos...que procura formular uma reflexão, sintetiza, ou relaciona as metodologias e o conhecimento...” (Dicionário Houaiss)
 Uma escola comprometida com valores como disciplina, cidadania, respeito, somadas a atuação conjunta de uma família formada por estudantes, familiares, professores e equipe técnica pedagógica, constrói-se uma trajetória de sucesso. Aqui podemos fazer um acordo pedagógico que consiste na conscientização das regras sociais de boa convivência, a importância de um bom relacionamento com os colegas e funcionários da escola. Esse acordo tem de ser elaborado entre a família, escola e alunos.  


Os anos iniciais do ensino fundamental representam um tempo de ganhar autonomia, de dominar leitura e escrita, de criar rotina e hábito de estudos, de expressar idéias de forma organizada, relatar fatos, lugares e pessoas. Tempo de conhecer o mundo pelos livros e imaginar-se neles. Os anos finais representam um tempo de comunicar-se com competência. Tempo de empregar o raciocínio lógico para compreender o mundo, chegar a conclusões e utilizar tecnologia para ampliar as aquisições, de construir vínculos, de exercitar o respeito incondicional às diferenças.
A escola para dar certo não depende só do professor, mas toda uma estrutura. Cada um tem de fazer a sua parte.

domingo, 27 de janeiro de 2013

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE X FORMAÇÃO DE PROFESSORES

O ano letivo está começando e junto com ele, temos a preocupação de fazermos o trabalho na educação com qualidade. Mas afinal, o que entendemos como “Qualidade na educação?”.

A educação é um ambiente complexo a partir de qualquer lógica que se escolha. Com a inclusão de diversos grupos, se requer outras formas de se pensar em educação e a escola. Aqui entra o ambiente físico, material, recursos e humanos. O professor deve ser um catalisador de inovações e trabalhar com grupos heterogêneos desenvolvendo no aluno a capacidade de resolver problemas, elaborar, executar a acompanhar projetos.

A qualidade na educação está em buscar um novo currículo educacional, novas relações de ensino e principalmente na formação polivalente e diversificada de professores. A formação de professores apresenta alguns desafios a serem enfrentados. Aqui temos a importância da pesquisa na formação e no exercício da docência, rumo a uma aprendizagem significativa. “gestão pedagógica de pesquisa” (Kronbauer,2008).

A dinâmica das informações sociais dá a escola uma necessidade de ressignificar suas práticas pedagógicas, buscando novos sentidos na relação professor aluno. As verdades absolutas dão lugar às incertezas, o conhecimento lógico e definido dá lugar ao conhecimento provisório.

A construção do conhecimento engrenado nas complexas redes sociais pressupõe um processo pedagógico com objetivos e estratégias pedagógicas diferenciadas. A sala de aula passa a ser palco de discursos, argumentações e pesquisas. O princípio pedagógico de investigação em que, aluno e professor constroem vida, saberes e conhecimentos.

No campo da educação, surge a necessidade de se trabalhar a potencialização dos indivíduos. Assim sendo, teríamos de ter uma proposta pedagógica que favoreça o potencial individual de cada aluno.

A escola se mostra como articuladora de um conjunto de saberes que formam o estatuto do cidadão adulto – o que as pessoas têm de saber: saberes passados de geração em geração. Geralmente se trabalha de uma forma exaustiva os conteúdos sés estabelecer uma relação entre eles e os conhecimentos de ordem existencial, presentes no dia a dia das pessoas.

O processo pedagógico tem de ser direcionado à formação intelectual através da interação do indivíduo com novas formas de conhecimento, ressignificando-a.

A pesquisa como norteadora da ação pedagógica, provoca no educador o desejo de aprender e se integrar no contexto educacional. O professor deve irrigar na pesquisa afetividade, vínculo e prazer. Podemos assim chamar de pesquisa ação-crítica, ele faz, questiona, reformula, refaz e questiona novamente.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O LIVRO DIDÁTICO NAS ESCOLAS



No Brasil, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) consiste na distribuição de livros didáticos a todas as escolas públicas no país, subsidiando assim o trabalho pedagógico dos professores. O programa é executado a cada três anos, mas anualmente existe a reposição de livros, de acordo com o número de alunos matriculados no ano anterior.
No Guia de escolha do livro didático, temos reflexões sobre sua escolha e uso.

O que pode torná-lo atraente é o uso adequado à situação particular de cada escola. Podemos exigir – e obter – bastante de um livro, desde que conheçamos bem nossas necessidades e sejamos capazes de entender os limites do LD e ir além deles. Por isso mesmo, o melhor, em todo e qualquer livro, está nas oportunidades que ele oferece de acesso ao mundo da escrita e à cultura letrada; tal como nas páginas de Internet, que são tão melhores quanto mais articulações ou links estabelecerem com outras páginas. (MEC,2010)

            O livro didático disponível na escola ainda apresenta algumas características que, segundo MELLO, 1999 o aluno, nas primeiras séries ou alfabetização, pode escrever e desenhar no próprio livro, ou seja, ele é “descartável”. Esses livros são comprados em grandes quantidades todos os anos. Nas séries seguintes, o livro é entregue ao aluno no início do ano letivo para uso individual (inclusive para levar para casa), mas ao final do ano devolver a escola em bom estado e cabe à escola recuperar e zelar pelo livro.Os livros paradidáticos são livros informativos, de literatura, livros sobre temas específicos, de histórias infantis, entre outros. São adquiridos em função de objetivos curriculares específicos de cada série, ciclo ou classe.
            Devido a organização curricular e pedagógica do sistema de ensino brasileiro, os livros do ensino fundamental I podem ser organizados por série, a começar da famosa “cartilha” de alfabetização, porque a professora até esse ponto é única ou polivalente. A partir do ensino fundamental II e ensino médio, o currículo é disciplinarista e o livro didático é escrito com uma disciplina específica.
No que diz respeito à qualidade do livro didático, passa a ter impacto: nas avaliações do MEC, nas novas orientações curriculares, inclusive com os temas transversais que não pertencem a nenhuma disciplina específica, mas deverão estar presentes em todas elas onde couber (saúde, meio-ambiente, direitos humanos, sexualidade entre outros. O processo de escolha do livro didático é ao mesmo tempo de formação e de formulação do projeto pedagógico da escola.
Para o ensino médio, o projeto escolar segue o caminho da interatividade, pois os professores podem escolher os pacotes de materiais que interagem entre si (livro do aluno, livro do professor, software, cartazes etc.).
Segundo SILVA, 2010

O livro segue e seguirá sendo a chave da primeira alfabetização, essa que em lugar de encerrar-se sobre a cultura letrada, deve hoje buscar as bases para a segunda alfabetização que nos abrem múltiplas escrituras que conformam o mundo do audiovisual e da informática.


O livro didático, não seria uma “obra” acabada, mas seus elementos predeterminados seriam definidos por um algoritmo combinatório (receita de possibilidades de como o processamento se dará).
No caso do livro didático existe todo um currículo pré determinado que tenha necessariamente de corresponder aos objetivos propostos à educação em cada segmento. A cada leitura, a “obra” assume leituras diferentes, mas dentro dos limites inscritos no potencial dado pelo algoritmo. O algoritmo define a disponibilidade combinatória no programa fornecido pelo prepotente.  (Orientações Curriculares/MEC)

domingo, 8 de julho de 2012

PRESENÇA DAS TECNOLOGIAS NA ESCOLA


O impacto das mudanças tecnológicas se evidencia na educação, quando os alunos trazem para a escola questões de um mundo conectado e inter-relacionado e os professores se sentem desafiados a imergirem nessa cultura dentro da escola.
Almeida, 2009 descreveu em seu livro, na sua primeira edição 1984 sobre as barbáries que ameaçavam o mundo: Tsunamis, perseguições entre etnias, violências dos fundamentalismos religiosos, massacres de minorias, desnutrições endêmicas. Mediante este histórico, não se pode dizer que a tecnologia é isenta dessas responsabilidades, mas sim, que seu uso pode ajudar a resolvê-las.
No Brasil, o cenário da escola era de salas cheias, acesso a computadores nem sempre fácil, poças condições de biblioteca, professores não concursados e com salários baixíssimos, a maior parte dos alunos com renda até dois salários mínimos, formação insuficiente dos professores.
Vinte anos passados (1984-2005), as políticas públicas para o ensino básico (1ª a8ª séries) foram eficazes em relação às matrículas, com um aumento de 68,5% em quinze anos. Quanto ao ensino médio, constatou-se um aumento de 139,2%. Nos cursos superiores, o salto foi de 184,2% em 18 anos.
Paralelo a esses dados, temos a fome e o fenômeno da seca, inundações, desmatamento, invasões de terra e uma população jovem de classes pobres, com menos de 25 anos, que substitui livros de estudo e diplomas por armamento.
No início do século XXI, a nossa educação cresce de uma forma caótica e desordenada. A Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional [nº9394/96], discutida no congresso, mas sujeita a todo o tipo de manipulação e interesses corporativos. A Lei [n5692/71] representou um progresso para a educação, foi criado o FUNDEF (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental), orçamentos participativos, sistemas de avaliação e além da melhoria dos programas de merenda escolar e transporte, distribuição de livros didáticos a nível nacional.  A Lei [nº 7044/82] vem redimensionar a profissionalização em sua universalidade. Na crise dos anos 80, inicia-se o debate do computador na educação.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           
A inserção na sociedade de informação, segundo ALMEIDA, 2005 não é só ter acesso à tecnologia, mas saber utilizá-la na busca e seleção de informações para a resolução de problemas do cotidiano. O uso da TIC’s na educação visa a criação de uma rede de conhecimentos, favorecendo a democratização do acesso à informação, a troca de informações e experiências e o desenvolvimento humano, social, cultural e  educacional. “Ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo.” (Freire, 1993, p.9)
Segundo PERROTTI, 2008, nas últimas décadas foram se associando iniciativas com o foco na relação entre Educação e Informação.
A partir dos anos 70, houve uma mobilização crescente em vista a apropriação de saberes informacionais (PERROTTI, PIERUCCINI, 2008) relacionados ao processo de conhecer o conhecimento.
O termo infoeducação proposto em 2000 (ESTEVE, 2005, p.491), intitulando um seminário franco-brasileiro, realizado na Escola de Comunicação e Artes, da Universidade de São Paulo, assinalava um novo olhar para as relações entre Educação e Informação. Na “era da informação”, essa relação rompe com a educação tradicional disciplinar, articulando diferentes saberes e fazeres em redes dinâmicas de conhecimento e de atuação.
Na escola, as relações face a face, ainda prioritárias nos modos de comunicação pedagógica. Prevaleceu o discurso pedagógico centrado na voz e na autoridade única do mestre. Neste modelo, os mestres transmitiam conteúdos consagrados anos e anos e os discípulos, ouvir, memorizar e responder quando interpelados. Lentamente vemos o aparecimento nas salas de aula de materiais impressos de diferentes níveis, como cartilhas, livros didáticos, paradidáticos, jornais. Materiais estes distribuídos pelo Estado, evidenciando que a vos do professor já não é mais exclusiva como fonte de informação. Paralelo a isso, vemos a chegada de TV, e computadores ligados a Internet como recursos didáticos disponíveis na escola, reforçando a idéia de que a voz do professor já não é mais a única forma de comunicação.
Não basta só ter acesso a informação, mas temos de saber avaliá-las, julgá-las, selecioná-las em relação a nossa realidade social. Por isso temos a urgência da adoção do termo infoeducação na pauta educacional do país. A infoeducação pode ser concebida como um conjunto articulado de saberes e fazeres, direcionado nas relações entre Informação e Educação. Esta seria um modo de atuar e de interrogar a informação, de compreendê-la e de participar de seus processos.
Das instituições educativas que devem se ocupar da infoeducação, a escola é um pilar fundamental, indispensável e diferenciado, pois ela em nosso mundo continua sendo o ponto de chegada e o ponto de partida da trama sociocultural onde se dá a apropriação de saberes de forma sistemática.
Nos programas de infoeducação para crianças da Educação Infantil e das primeiras séries do Ensino Fundamental, só poderá fazer sentido se a experiência for concreta, pois é pela vivência efetiva que as aprendizagens vão se construindo.
A integração das TIC’s na educação proporciona ao aluno estabelecer múltiplas conexões, tornando-se mais participativo, comunicativo e criativo. Nas últimas décadas, houve uma aceleração no processo de desenvolvimento das tecnologias e a escola não pode ficar alheia a esse fato.
Para POCHO, 2005 a tecnologia é apresentada não como objeto de consumo, mas sim como uma possibilidade educativa. Com o crescimento educacional mais crítico a partir dos anos 80, a tecnologia educacional constitui-se em um
‘estudo teórico-prático da utilização das tecnologias, objetivando o conhecimento, a análise e a utilização crítica destas tecnologias, ela serve de instrumento aos profissionais e pesquisadores para realizar um trabalho pedagógico de construção do conhecimento e de interpretação e aplicação das tecnologias presentes na sociedade’ (SAMPAIO&LEITE, 1999,p.25)
            Tecnologias educacionais são os meios, os apoios, as ferramentas que utilizamos para uma efetiva aprendizagem, visando a uma renovação da educação mediante o desenvolvimento integral do aluno, que está inserido num processo de transformação social. Em todas as áreas do conhecimento, podemos integrar as mais variadas mídias.
            A proposta de utilização das tecnologias na escola se faz necessária, pois estas são frutos da produção humana, por parte da sociedade como a escrita e devem ser democratizadas e desmistificadas. Os alunos devem ser educados para o domínio, manuseio, criação e interpretação de novas linguagens e formas de expressão e comunicação. A escola deve fazer o aluno aprender a aprender, a criar, a inventar soluções próprias diante dos desafios.
            A presença das tecnologias no cotidiano escolar se faz necessárias, pois são formas de produção e apropriação do conhecimento, permite ao aluno familiarizar-se com elas, desmistificando-as, além de dinamizar o trabalho pedagógico.
            A educação tem a ver com a tecnologia, justamente porque esse avanço tecnológico não chegou à grande maioria das pessoas por não ter acesso ou conhecimento sobre ele. Assim sendo, cabe a escola propiciar condições de agir com e sobre as tecnologias a serviço de um projeto pedagógico, visando à autonomia dos educandos e sua inclusão na sociedade.
            Com base em um trabalho sobre TE, desenvolvido por Thiagarajan e Pasigna (1988), podemos agrupar as tecnologias em dois grupos:
             Tecnologias independentes são as que não dependem de recursos elétricos ou eletrônicos para serem usadas. Um exemplo aqui seria o livro infantil, pois é um material impresso, composto de histórias, geralmente ilustradas. O professor pode produzir esse tipo de livro, escolhendo com eles vários temas a serem trabalhados, redigindo histórias e montando um livro no coletivo. Sua utilização traz ao aluno o desenvolvimento e gosto pela leitura, raciocínio lógico da linguagem escrita e enriquecimento nas diversas áreas do currículo. A partir de um tema estudado no livro, podemos realizar uma discussão de um filme, programa de rádio ou TV. Analisar e interpretar ilustrações e personagens e uma recriação de uma nova história a partir de novos conhecimentos.
            Tecnologias dependentes são aquelas que dependem de um ou vários recursos elétricos ou eletrônicos para serem produzidas ou utilizadas. Aqui me refiro ao computador, pois dependendo do programa, ele pode ser usado como orientador na correção e análise de trabalhos dos alunos armazenando e processando informações, pois é um meio de comunicação, através da utilização da Internet. Com o advento da Internet, muitas escolas de ensino fundamental já estão conectadas a outras no país e no mundo.
            Apesar de todos os avanços tecnológicos, a sala de aula, ainda hoje, é um espaço de combinação de atividades entre professor e aluno, caracterizando assim o processo ensino-aprendizagem. Segundo Moran[1] a escola precisa partir da vivência do aluno, preocupações, necessidades, curiosidades e construir um currículo que faça sentido em sua vida, despertando interesse. Precisa-se de gestores e educadores bem remunerados e formados em conhecimentos teóricos e práticos nas novas tecnologias, suas formas e uso.
            A escola, não se encontra em sintonia com a emergência da interatividade. Mantém fechada em si mesma e alheia a nova dimensão comunicacional. Ao longo dos anos, ela vai deixando de ser reprodutora de conteúdos, onde só o professor “recita” e o aluno “entende” e passa a ter um modelo de comunicação emergente, constante, focada na interatividade, ou seja, no diálogo. Segundo SILVA, 2010 a interatividade não é apenas fruto da tecnologia informática, mas um processo de resignificação das comunicações humanas em toda a sua amplitude. Na nossa estrutura educacional, não temos uma sala de aula interativa na sua totalidade, mas o aluno que a freqüenta pede uma nova aprendizagem. A antiga aprendizagem tradicional deixa de ser focada no professor e passa a ser focada no aluno. Aqui temos um conceito de interatividade como uma reinvenção da sala de aula em uma prática comunicacional entre os três eixos enlaçados: Aluno Currículo Professor

Figura 2:A relação em mão dupla: professor, aluno e currículo
A sala de aula passa a ser redefinida como um espaço para informações, debates, organização de projetos, pesquisa, de comunicação online e intercomunicação. O espírito crítico que domina a sociedade de informação, também precisa estar presente na sala de aula. Aqui o autor faz uma relação de produtor/consumidor/produto, que paralelo, na escola, podemos identificar como professor/conteúdo/aluno. O consumidor não é mais tão manipulável. Desse modo, se faz uma comunicação aberta entre cliente, produto e produtor, permitindo ao cliente – consumidor – usuário atuar como coautor, como cocriador personalizado na relação com o produto.
Nessa relação comunicacional que se estabelece na sala de aula, podemos definir interatividade como uma disponibilização consciente de um “mais comunicacional”  de modo expressamente complexo, ao mesmo tempo atentando para as “interações” existentes e promovendo mais e melhores “interações” – seja entre usuário e tecnologias digitais ou analógicas, seja nas relações “presenciais” ou “virtuais” entre seres humanos.



[1] MORAN, José Manuel – Aprendizagem significativa, 2008

sábado, 7 de julho de 2012

AS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO



 
Tecnologia é um termo usado para atividades de domínio humano, embasada no conhecimento, manuseio de um processo e ou ferramentas e que tem a possibilidade de acrescentar mudanças aos meios por resultados adicionais à competência natural, proporcionando desta forma, uma evolução na capacidade das atividades humanas, desde os primórdios do tempo, e historicamente relatadas como     revoluções tecnológicas.” [1]- NCE/USP
            O termo TIC’s (tecnologias de informação e comunicação), pode ser entendido como a aquisição, armazenamento, processamento e distribuição da informação por meios eletrônicos e digitais, ex. rádio, TV, computadores.
            Segundo Lazarte (2000), “Sociedade da informação” é identificada com um mundo em que a informação é a nova mercadoria, assim como a sociedade industrial, sociedade agrícola.
            A introdução dos meios de comunicação em larga escala proporcionada pelas novas tecnologias, fez com que se ampliasse a informação em qualquer área.
            A atual avalanche de informação nos exige uma reavaliação dos significados e conceitos da própria informação.
            A informação só nos faz sentido se nos ajudar na tomada de decisões.
            O ser humano é um pólo de construção de significados, através de experiências, estímulos e informações, pois à medida que ganham sentido vai se construindo o próprio processo de conhecimento. Apesar dessa construção, há uma fragmentação cognitiva, que é a divisão em áreas de conhecimento, na qual cada uma com sua metodologia peculiar, seus ritos, estruturas de poder e valores que chamamos de disciplinas.
            Uma proposta transdisciplinar é difundida por MORIN[2], como uma visão integrativa que distingue características específicas de cada fenômeno e que interagem entre si.
            A utilização da informação nas redes de comunicação precede inclusive á própria Internet, pois a tecnologia pode contribuir para resolver os problemas do ser humano. Aqui entra a educação.
            Na educação, o impacto tecnológico se baliza em dois aspectos: capacitação para o mercado de trabalho e alfabetização digital. Esses dois aspectos são fundamentais para a inclusão social através da educação
            Inclusão aqui não significa equipamentos, mas sim condições de acesso, incorporação ativa do processo de produção, compartilhamento e criação cultural.
           
Alfabetização Digital: inicialização ao uso e compreensão dos recursos básicos da informática, capacitando os indivíduos ao uso de editores de texto, planilhas, navegação e pesquisa na Internet, para isso se torna realidade é indispensável os programas de inclusão digital, que possibilitam a inserção dos indivíduos na sociedade da informação. (MENESES, 2008).[3]



[1] Para a delimitação de terminologias foram consultados alguns pesquisadores por correio eletrônico, livros, bem como dicionários e enciclopédias eletrônicas (Houaiss, TechWeb (HTTP://content.techweb.com) e Wikipedia (htpp;//www.wikipedia.org)
[2] MORIN, Edgar Os sete saberes necessários para a educação do futuro, unesco, 2000
[3] TCC Cristiane da Costa Fernandes, Alfabetização digital: Um estudo de caso 2009, Analisar a valorização do capital humano através do aprendizado de novas tecnologias; Simpósio Internacional de ciências integradas da UNAERP Campus Guarujá São Paulo 2009